sábado, 29 de março de 2014

BRASIL: RJ: ITABORAÍ: 
Igreja Matriz de São João Batista -
  Church of Saint John the Baptist

1 – Localização: 
          Município de Itaboraí, 1º. Distrito, Centro. Praça Marechal Floriano Peixoto, (-22° 44' 41.28", -42° 51' 30.34")
2 – Histórico:
No século XVII, o Governador Salvador Corrêa de Sá mandou abrir a estrada de Campos dos Goytacazes a Niterói. Essa estrada passava pela colina de Itaboraí. No alto da colina, à beira dessa estrada, havia uma fonte sob um bosque frondoso (ver a postagem Fonte da Carioca). Tornou-se esse lugar um ponto de parada para as tropas que ali transitavam. Levantaram-se ranchos ao lado oposto da fonte, esses ranchos foram as primeiras casas itaboraienses. A fonte dera o nome ao lugar – Itaboraí que quer dizer “Pedra bonita escondida na água”, e essa denominação nascera de haver no fundo da fonte, metido na pedra, um pedaço de quartzo que despertara a atenção dos índios do lugar. Esta fonte ficava na altura da sacristia da futura igreja.
A igreja tem a sua origem em 1627, com a construção por de João Correia da Silva de uma modesta capela de pau-a-pique para Nossa Senhora da Conceição e São João Batista na Fazenda que depois foi do Sargento-mor Francisco Xavier de Azeredo Coitinho em Iguá (Venda das Pedras), cerca de 1,5km do local da atual igreja. Foi transformada em capela curada em 1679. 
No Bayro, ou Povoação de Tapacurà há huma fazenda, de que he senhor Julião Rangel,  & nella se vé huma Igreja, que seu pai fundou, & dedicou ao mysterio da puríssima Conceyção da Virgem Maria nossa Mãy, & Senhora, chamava-se o pay João Correa da Sylva, era homem nobilíssimo, & sempre em quanto viveo, pela grande devoção, que tinha a esta Senhora, lhe fazia todos os annos grandes festas, com muyta grandeza, & despeza. Com o mesmo fervor continua até o presente o seu filho Julião Rangel. Está colocada esta Santissima Imagem ao Altar mòr daquelle seu Santuario, he formada de rica escultura de madeyra estofada de ouro. Todos os moradores daquelle distrito tem também muyto grande devoção com a Senhora da Conceyção, a qual ella lhe paga muyto bem, [...]” (Santa Maria, 1722, Tomo X, Livro III, Título LXII, pg. 219)
“É bem sabido, que á Freguesia de N. Sra. da Candelária desta Cidade de S. Sebastião foi sujeito, á princípio, todo o territorio da banda d´além pelo que pertencia ao pasto espiritual; e que pela extensão, e longitude fazendo-se impraticável a mesma administração aos Fregueses [...] foi de necessidade, que se erigissem algumas Capelas, e nelas houvessem Capelães Curados [...] Taes foram as que se erigiram [...] de S. João nesta Itaborahy, ou Tapacorá; [...] consta, que no exercício de Curada tivera princípio em 1.679.” (Araújo, 1794)
“Por Tradição, consta, que a Capela Curada, depois Igreja Matriz, fôra a que então havia parece que do termo da Sra. da Conceição distante ¼ de legoa para o NE , e a mais antiga, na Fazenda, que hoje é do Sargto. Mór Francisco Xavier de Azeredo Coitinho, do Iguá; a qual apenas existe reformada em suas paredes, mas não coberta, e com poucas esperanças de concluir.” (Araújo, 1794)
[...] principiou à ser Curada a Capella de N. Senhora da Conceição, sita na Fazenda, que foi de Joaõ Corrêa da Silva, em Iguá, districto de Tapócorá, cujo estabelecimento se deveu ao Visitador Diogo de Mendonça, à requerimento do Vigário de Santo António de Sá, como informou o Doutor Araújo, na Visita em 1737, pelos termos seguintes = Foi esta Freguezia desmembrada da da Villa de Santo António de Sá à cento e dez annos, pelo Visitador, que entaõ era Diogo de Mendonça, à requerimento do Vigário da mesma Villa. Servia n'aquelle tempo de Matriz uma Capella de N. Senhora da Conceição , que ainda hoje existe sita na fazenda de Joaõ Corrêa ; [...] (Araújo, 1820, vol. 2, pg. 199)
A do titulo semelhante , sita em Iguá , que serviu de Matriz l.a, e fundara Joaõ Corrêa da Silva, pai de Juliaõ Rangel, existia sem uso, por esperar , que se concluísse a obra da sua reedificaçaõ.” (Araújo, 1820, vol. 2, pg. 206)
            Por estar aquela capela em ruínas se passou a Matriz para a Capela de Nossa Senhora da Conceição, construída em 1672 em lugar próximo a da atual Matriz, na Praça Marechal Floriano, no centro histórico de Itaboraí.
“Desta [a Capela de Nossa Senhora da Conceição de Iguá], pelas ruínas, em que esteve, se passou a Matriz para a Capela de N. Sra. da Conceição, colocada no lugar, em que hoje existe a mesma Matriz [...](Araújo, 1794)
[...] passados alguns annos edificou hum Joaõ Vaz Pereira huma Capella com o titulo de S. Joaõ Baptista ; e por ser maior , que a da Conceição referida, passou o Curato para esta [...].” (Araújo, 1820, vol. 2, pg. 199)
Arruinando-se também esta, por ter sido feita com paredes de pau-a-pique, em 1684 se deu princípio à nova Igreja.
[...] e arruinando-se também esta por, ter sido feita com paredes de páo á pique, se deu princípio a nova Igreja, concorrendo com seu zêlo Domingos Vaz Pereira, e João Vaz Pereira, além das contribuições com as suas posses, e doações que fizeram em sua vida, e legados que deixaram por sua morte, muito principalmente Domingos Vaz; que, segundo consta [...] foi o doador das terras, que hoje possue a mesma Irmandade, e conseqüentemente todo o terreno para se fundar a Igreja: e [...] que legará a quantia de 300$000Rs, (trezentos mil réis) para patrimônio da mesma.” (Araújo, 1794)
“[...] [a capela de] de S. Joaõ Baptista [...] a qual arruinada, edificou o mesmo Joaõ Vaz Pereira outra Igreja no lugar, em que hoje se acha a existente, vinte braças [22m] distante da primeira, com o referido titulo de S. Joaõ, para onde se passou o Curato; e no tempo presente está a dita Igreja reedificada com perfeição, e he das melhores do Recôncavo [...]”. (Araújo, 1820, vol. 2, pg. 200)
“Domingos Vaz Pereira, e Joaõ Vaz Pereira foram os bemfeitores principaes da Igreja , que contribuindo em vida para a edificação do novo Templo , deixaram por morte avultadas sommas de dinheiro para se continuar a obra. O primeiro dos nomeados doou as terras , onde se fundou a Matriz , e a Irmandade de S. Joaõ estabeleceu o seu património [...](Araújo, 1820, vol. 2, pg. 201)
Em 1696 foi criada a Freguesia de São João Batista de Itaboraí, tornando-se matriz a Capela Curada de São João de Itaborahy.
[...] Houve o mesmo Senhor [o rei de Portugal] por bem mandar erigir em Vigararia as mesmas Capelas ditas [...] pelo seu Alvará de 18 de janeiro de 1.696. Deste modo foi ereta em Vigararia a Capela Curada de S. João de Itaborahy.” (Araújo, 1794)
“Foi esta dita Freguezia desmembrada com a sugeiçaõ de filial à da dita Villa [Villa de Santo António de Sá em Porto das Caixas, Itaboraí]; [...] no anno de 1627 mais, ou menos, teve principio o Curato no território de Itaboray : [...] consta , que na Era de 1679 entrara na independência da Matriz de Santo António. Por Alvará de 18 de Janeiro de 1696 [...] foi criada Parochia de natureza Collativa.” (Araújo, 1820, vol. 2, pg. 200)
Em 1725, são iniciadas as obras de reconstrução da Igreja.
“Em janeiro do ano de 1.725, no dia 20 e tantos se deu princípio á nova obra da Igreja; [...] (Araújo, 1794)
“Para que se construisse um Templo digno de servir de Matriz, mandou a Carta Regia de 20 de Dezembro de 1699 contribuir anualmente pela Fazenda Real com duzentos mil réis , até se acabar a obra , e determinou também aos freguezes, que para ella concorressem todos os annos com a quantia de cem mil réis, em quanto continuasse o seu trabalho, He de crer , que a despeza entaõ feita na Capella antiga , e primeira de S. Joaõ foi de pouco proveito , por naõ se construir com paredes duráveis , e capazes de resistir ás injurias dos tempos ; o que deu motivo à traçar-se novo edifício com segurança , como podia só firmar o tecido de pedra, e cal. Abertos os alicerces em dias de Janeiro do anno 1725, e concorrendo a Fazenda Real, à titulo de reedificaçaõ , com a quantia de 1:200 réis por Ordem de 14 de Agosto de 1727, [...](Araújo, 1820, vol. 2, pg. 200-201)
Em 1729 só estava feita a Capela-mor, do Arco-cruzeiro para cima, sem cobertura de telhado, reboque, e ladrilho, pois se havia parado com essa obra, por falta de dinheiro. A igreja estava sendo construída com a doação de Domingos Vaz Pereira e esmolas da comunidade.
[...] e ainda no ano de 1.729 quando a visitou o dito Senhor Bispo, só estava feita a Capela Maior, do Arco para cima, á custa do Povo, sem cobertura de telhado, reboque, e ladrilho: e porque então se havia parado com essa obra, por falta talvez de dinheiro, e por essa razão estava a Igreja com pouca decência para se celebrarem os Ofícios Divinos; por essa razão aplicou o dito Sr. Bispo para a mesma obra os 300$Rs. legados pelo mesmo Domingos Vaz, e recomendou a sua continuação.” (Araújo, 1794)
[...] à penas em Outubro de 1729 estavam concluídas as paredes da Capella Mor ; e para se cobrir essa mesma , rebocar , e ladrilhar , foi preciso , que o Bispo D. Fr. António de Guadalupe applicasse , em Capitulo de Visita , a somma de 300 réis legados à Igreja por Domingos Vaz Pereira.” (Araújo, 1820, vol. 2, pg. 201)
“Não consta, que S. Mage haja concorrido para esta Igreja com outra despesa, que não seja as das côngruas para o Pároco na quantia de 200$Rs., para o Coadjutor, 25$Rs.; e para o guizamento 23$920Rs., pagas pela S. Real Fazenda: porquanto é bem certo, que ela foi feita á custa do Povo, e das esmolas dos particulares, que concorreram com o seu dinheiro, com os seus bens, com os seus serviços, e com o mesmo terreno para a sua fundação.” (Araújo, 1794)
Com este dinheiro a Irmandade de São João ajustou com o Capitão Manoel Antunes Ferreira, em 1729 a conclusão da obra, com a condição de ficar ele sendo Administrador do Altar da Nossa Senhora do Pilar e de se lhe conceder uma Sepultura para si, sua mulher, herdeiros, e adjacentes, junto ao mesmo Altar.
“Por efeito dela [o dinheiro legado por Domingos Vaz Pereira] ajustou a Irmandade de S. João com o Cap. Manoel Antunes Ferreira, em o dia 13/12/1.729 a continuação, e conclusão da mesma Obra, pela quantia de £: 400Rs. ou de onze mil cruzados, com a condição de ficar ele sendo Administrador do Altar da Sra. do Pilar, como se fôra seu, de fazê-lo paramentar á sua custa, e de se lhe conceder uma Sepultura junto ao mesmo Altar a que se chamou Capela [...] no dia 14 de fev. de 1.748 ou no lugar, que ele elegesse para sí, sua mulher, herdeiros, e adjacentes. (Araújo, 1794)
“Sobre a obra d’este Templo de S. Joaõ declarou o Capitão Manoel Antunes Ferreira (em testamento com que falleceu a 5 de Dezembro de 1734 [...])[...] , fazer a obra da Igreja pelo preço de onze mil cruzados , com condiçaõ de ficar uma das Capellas , que se fizeraõ na dita Igreja , sendo minha , para a ornar , e administrar , e ficar também sendo senhor de uma sepultura na dita Capella , no lugar que eu eleger para mim , minha mulher , herdeiros , e descendentes ; a qual obra estivera de todo acabada , e posta na ultima perfeiçaõ , se naõ fora a duvida , e demora que tem havido no Juizo dos Residuos Ecclesiastico , em se determinar , e applicar para ella o resto do legado de Domingos Vaz Pereira , que estava em minha maõ , à conta do qual tenho feito a Igreja , e já toda coberta de telha van com segurança , que naõ haveria duvida em se applicar o dito legado para a dita obra , [...] e somente tenho recebido à conta do ajuste a quantia de seiscentos mil reis , que foraõ dos que se cobraraõ da Fazenda Real , [...] ; e continuarei com a dita obra dando-me Deos vida , e saúde , se se applicar o legado sobredito , ou fazendo segurança a Irmandade [...] depois do primeiro ajuste , e ter já feito eu a metade da Igreja, e coberto , querendo continuar com ella , achou-se naõ estar capaz o alicerce , que estava feito da maioria , que se accrescentou da Igreja à baixo das portas travessas , correndo para a principal , o que naõ correu por minha conta ; e em presença dos ditos Reverendo Vigário , e Irmaons se examinou o dito alicerce , e, se adiou incapaz , por estreito , baixo , e feito sem cal ; e entaõ ajustarão comigo , em que o mandasse fazer todo de novo , desmanchando-se todo o antigo , e que se me pagaria a braça à razaõ de quinze mil réis por cada uma , havendo também respeito à pedra , que se achava no alicerce antigo. Declaro , que me ajustei com o mestre pedreiro Domingos Joaõ pagar-lhe dous mil réis por cada uma braça de parede de pedra e cal ; sendo , como he , estillo de duzentos e cincoenta palmos cada braça; e quando se determinou fazer-se novo alicerce , ajustei com o dito mestre pedreiro , que no que respeitava ás braças do dito alicerce lhe havia de pagar por menos dos dous mil réis , por ser de menos trabalho , e sciencia , e lhe tenho dado à conta de toda a obra , que está feita , duzentos e quarenta e tantos mil réis [...] Quanto à dita Capella , que me concede a Irmandade , acabando-se a obra por minha conta (como deixo dito) peço à minha mulher a queira ornar , tomando posse della , e lhe applico , e deixo quatrocentos mil réis para a dita Capella ; isto he , para ajuda do seu ornato : mas no cazo que naõ tenha effeito , assim como tenho declarado , ordeno que estes quatrocentos mil réis se repartaõ pelos meus herdeiros.” (Araújo, 1820, vol. 2, pg. 201-203)
Em 1734 faleceu o Capitão Manoel Antunes Ferreira com a igreja ainda inacabada, de forma que sua mulher, Dona Catharina de Lemos e Duque-Estrada, acabou-a, gastando, no entanto, muito mais do que os onze mil cruzados combinados; ela contribuiu na construção com dinheiro, madeira, pedra, carro e escravos. Como compensação o Bispo D. Antônio do Desterro concedeu-lhe a graça de Administradora do altar de Nossa Senhora do Pilar, e sepultura para si, seus filhos, e netos e mais descendentes.
“Falecendo aquele Cap. Manoel Antunes Ferreira, e não se podendo por essa causa finalizar a obra principiada; sua mulher D. Caterina de Lemos, fazendo as suas vezes, acabou-a de todo, gastando muito mais dos onze mil cruzados, porque foi ajustada. E por todo o excesso dispendido, houve do Exmo. Sr. Bispo D. Fr. Antonio do Desterro, a graça, de ficar sendo Administradora do Altar dito, na forma do ajuste de seu marido com a Irmandade de S. João; cedendo ela, e seus herdeiros de todos o dinheiro, ou acrescimo da despesa da obra [...] e ficando aquela Irmandade desobrigada de qualquer satisfação.” (Araújo, 1794)
Em 1742, a igreja ainda estava inacabada, sendo recomendado ao Pároco, e à Irmandade de São João pusessem todo o cuidado em acabar, cobrando para esse mesmo efeito o resto do legado de Domingos Vaz, que havia sido aplicado pelo Bispo Don Antônio de Guadalupe.
“Visitando esta Matriz o Revmo. Dr. Henrique Moreira de Carvalho no ano de 1.742, ainda estava por concluir a mesma obra: o que serviu de motivo para recomendar ao Pároco, e á Irmandade de S. João por quem corria então o fabricá-la puzessem todo o cuidado em acabar, e aperfeiçoar cobrando para esse mesmo efeito o resto do legado de Domingos Vaz, que havia sido aplicado pelo dito Sr. Bispo.” (Araújo, 1794)
Em 1742 são inaugurados o altar-mor e a nave principal. Parte da Igreja, principalmente a porta principal, foi renovada pelos anos de 1767 e o Campamento em 1772. No período de 1767-1782 foi mandado construir a sacristia, o consistório e o evangelho. Essa nova intervenção propiciou uma solução arquitetônica pouco comum à sua cobertura que resultou numa volumetria singular ao conjunto. Em 1782 foram renovados os portais da Porta principal e foram feitas muitas outras obras.
“Parte da Igreja, principalmente a porta principal, foi renovada pelos anos de 1.767 sendo nela Vigário, o R. Marcelo Corrêa de Macedo; e assim mais o Campamento, que foi pelo seu imediato sucessor em 1.772. Este, no ano de 1.782 renovou os portais da Porta principal, faz muitas outras obras, e trastes [...](Araújo, 1794)
“Pelos annos de 1767 , 1772 , e 1782 foi renovada toda Igreja, e afermozeada com particular aceio , por zelo , e atividade caprichosa dos Párocos Padre Marcello Corrêa de Macedo e Joakim Nunes Cabral , os quaes também vestiram a Fabrica de alfaias boas , e ricas , e construiram com 55 ½ [12m] palmos de comprimento , e 29 ½ [6,4m] de largura , a melhor , e a mais elegante das Sacristias das Igrejas , naõ só do Recôncavo , mas das da Cidade.” (Araújo, 1820, vol. 2, pg. 203-204)
A Pia Batismal, de pedra mármore, veio de Lisboa em 1787.
“A Pia Batismal é de pedra mármore, trabalhada com muita perfeição, e mandada vir de Lisboa pelo Vigário falecido Joakim Nunes Cabral, no ano de 1.787.(Araújo, 1794)
            A igreja está construída em um local elevado e é grande.
“Foi fundada esta Igreja em um lugar alguma coisa elevado, com a frente para o rumo de WSW. Sendo ela esbelta, pelo comprimento que tem desde a porta principal até o Arco Cruzeiro, pela parte inferior, 121 palmos [26,5m], e de largura 39 [8,5m]: do Arco até o fundo da Capela 56 [12,5m] de comprimento, e 26 de largura [5,5m]; sua altura não é correspondente. A Sacristia tem de comprimento 51 palmos [11m], e de largura 30 ditos [6,5m].” (Araújo, 1794)
“Concluido o Templo , depois do anno 1742 , ficou o Corpo no comprimento de cento e dezoito palmos [26m], e largura de trinta e oito [8,5m], desde a porta principal, até o arco cruzeiro; e a Capella Mor , desde o arco cruzeiro , até o fundo , com sessenta palmos de comprido [13m], e vinte e cinco [5,5m] de largo.” (Araújo, 1820, vol. 2, pg. 201-203)
 “Na frente da mesma Igreja deu-se princípio a fechar com paredes de pedra e cal o terreno, que lhe serve de Cemiterio: e por falta de materiais, como declarou o Vigário falecido nas contas da Fabrica, ficou parada essa obra até o presente.” (Araújo, 1794)
            A igreja possuía 7 altares.
“Tem 7 Altares com o Maior. Neste, que é o 1º, está colocado o Sacrario, e a Imagem do Santo Padroeiro [São João Batista]: da parte do Evangelho [esquerda], 1º - De S. Miguel: - 2º - De N. Sra. do Amparo, em que também está colocada a Imagem de S. Francisco de Paula: 3º - Da Senhora do Rosario e S. Benedicto. Da parte da Epístola [direita], 1º - Da Senhora da Conceição; 2º - Da Senhora do Pilar; onde também se vê a da Sra. das Dores: 3º - De Santo Antonio, em que se colocou a Senhora do Terço. Todos eles conservam-se asseados, e bem paramentados, muito principalmente o de Santo Antonio, por um particular devoto, que o trata, além do asseio, com riqueza. Os retabulos destes, da parte da Epístola [direita], são novos; e os daquele, assim como o da Capela Maior, antigos, mais doirados.” (Araújo, 1794)
“Ornam o interior da Matriz sete Altares , que se conservam mui decentes , e paramentados ; e no Maior delles se adora o Santissimo Sacramento , collocado ahi perpetuamente desde o anno 1743, ou pouco antes.” (Araújo, 1820, vol. 2, pg. 204)
“O Sacrario é doirado por dentro, e ornado com cortinas de seda d´oiro: a Píxide é de prata doirada, e perfeita, e seu pavilhão é da mesma seda. Tudo achei em termos. [...] parece, que foi aquí colocado o SSmo. Sacramento no ano de 1.743. [...] A casa do batistério é defendida por grades na forma da Constituição e Pastoral [...](Araújo, 1794)
            A igreja tinha 5 irmandades.
“Irmandades tem 5, e todas sem Compromissos aprovados por S.Mag; por que havendo-se mandado recolher á Mesa da Consciência no ano de 1.765 todos os que existiam, nunca mais o procuraram seus Irmãos, talvez por não quererem, dispender coisa alguma, ou por que não diligenciaram a sua falta. A primeira é - do SSmo., que só poderia ser ereta pelos anos de 1.743 como disse, depois da colocação do SSmo. Sacramento. 2ª - De S. João Batista, ereta pelos anos de 1.689 [...] 3ª - Da Senhora do Amparo [...] que teve origem na fundação da Matriz: porque requerendo o Ilmo. Sr. Bispo D. Fr. Antonio de Guadalupe 5 Covas, disse, que delas havia gozado desde o princípio da criação da dita Irmandade, concedidas, ou facultadas pelo seu 1º Vigário Lucas Vieira Galvão. É contudo mais certo, que então só haveria algum ajuntamento de devotos da Senhora do Amparo, que ilegitimamente chamaram de Irmandade; e muito principalmente, quando, digo, Irmandade; por que só depois que os Fregueses da mesma Freguesia requereram ao dito Sr. Bispo esta criação que lhes foi facultada por Provisão de 11/12/1.736, em virtude do Despacho de 25/8/1.733; é que se podia dizer, e intitular Irmandade: e muito principalmente, quando em virtude do Despacho de 15 de dez. de 1.736, foi servido o mesmo Senhor confirmá-la em sua Provisão de 23/2/1.737. 4ª - De São Miguel e Almas. 5ª - Da Senhora do Rosario. Todas, ou quase todas, subsistem muito decadentes, e quase em termos de sofrerem a sua extinção, depois que foram sujeitas nas suas contas ao Juizo Secular [...](Araújo, 1794)
            Os párocos tinham casa própria.
“Bens patrimoniais só pode contar com o terreno, que lhe foi doado por Domingos Vaz Pereira para a fundação da Igreja: e além disso, com a moradas de casas, que tem, feitas á custa da Fabrica pelo Revdo. Fabriqueiro José Rodrigues Paixão, no ano de 1.751 pela residência dos Vigários. É de saber, que a terra, em que acha fundada esta propriedade, pertenceu á Irmandade de S. João, pela doação que lhe fez o dito Domingos Vaz, na porção de 4. ½ braças de testada, e 9 de fundo, de que se pagava á mesma Irmandade 360Rs. á razão de 80Rs. para cada braça... arrendamento feito pela dita Irmandade aos 21 de set. de 1.751 [...] e a casa subsiste para residência dos Párocos: bem que estivesse arrendada aos Coadjutores, por haver feito uma, propriamente sua, o R. Vigário Joakim Nunes Cabral, que por seu falecimento deixou á Fabrica. Deste modo é Senhora esta Fabrica de duas moradas, ou propriedades, ambas muito boas e duráveis.” (Araújo, 1794)
Para a residência dos Párocos há uma casa feita á custa da Fabrica, como disse [...] (Araújo, 1794)
            Os limites da igreja eram:
“Tem esta Freguesia de longitude 5 leguas, principiando do Poente para o Nascente; e 3 de latitude, do N. para o S. Pelos limites do S. divide-se com as Freguesias de Marica, S. Gonçalo, em distância de 1. ½ legoa: pelo Poente, com a de Itamby, na distância de 1 legoa até o Rio d´Aldêa: e pelo mesmo Poente, e N. com a de Santo Antonio de Sá, e Vila de Macacú, em distância de 1. ½, e 3 legoas. ultimamente pelo Nascente termina com as do Rio Bonito, e Saquarema, em distância de 4 legoas.” (Araújo, 1794)
Em distancia de 1 ½ legoa se limita esta Freguezia , ao Norte , com a de Santo António de Sã , pelo Rio Macacú : em 4 , ao Nascente , com a de N. Senhora da Conceição do Rio Bonito, pelo Rio Tanguá , e também com a de N. Senhora de Nazareth de Saquarema : em 1 3/4, ao Sul, com as de S. Gonçalo, e de N. Senhora do Amparo de Maricáa : em 1 ½, ao Poente , com as de N. Senhora do Desterro de Itamby , pelo Rio da Aldêa de S. Barnabé , e de Santo António de Sá , [...]” (Araújo, 1820, vol. 2, pg. 205)
            As capelas filiais eram:
“1ª - Da Senhora da Conceição, no lugar chamado Lobos, ou Macáco, [...] Dista 1 e 1;2 legoa. para o SE. 2ª - da Sra. da Soledade. [...] Dista da Matriz 1 legoa. [...] 3ª - Da Senhora da Piedade. [...] Dista da Matriz 1 legua para o Nascente, no lugar chamado = Pico =. 4ª - Da Senhora do Pilar, no lugar chamado Engenho Novo. [...] Dista 1 legoa para o Nascente. 5ª - Da Senhora do Desterro, no lugar chamado = Pachecos =. [...] Dista da Matriz 2 legoas. 6ª - Da Senhora da Conceição do Porto das Caixas [atual Igreja de Nossa Senhora da Conceição de Porto das Caixas, vide postagem].” (Araújo, 1794)
“l.a de N. Senhora da Piedade, [...] 2.a de N, Senhora do Desterro , fundada no lugar conhecido pelo nome de Pacheco, [...]. 3.a de N, Senhora do Pilar , levantada no Engenho Novo , [...]. 4.a de N. Senhora da Soledade , fundada em Tapócorá [...]. 5.a de N. Senhora da Conceição , erigida no Porto das Caixas [...]. 6.a de N. Senhora da Conceição, criada no sitio dos Lobos , ou do Macaco , [...]. A do titulo semelhante , sita em Iguá , que serviu de Matriz l.a, [...](Araújo, 1820, vol. 2, pg. 205-206)
A igreja possuía um adro murado que posteriormente foi eliminado. Em 1955, foram feitas reformas no telhado, substituindo as telhas originais (feita nas coxas dos escravos) por telhas canal industrializadas. Também o forro de madeira foi substituído por uma laje de concreto. Em 1969, as diversas sepulturas que ocupavam o piso da nave e da capela, originalmente cobertas de madeira, são substituídas por marmorite. Em 1972 e 1973 os altares foram restaurados, assim como as imagens de Santana Mestra, Nossa Senhora Menina e a cabeça de São João Batista. Em 2009 e 2010 seu telhado lateral esquerdo foi reformado. Recentemente foram restauradas as imagens sacras e iniciada a restauração dos seis belos altares laterais, cujas talhas representam importante exemplo do mais puro barroco brasileiro. No entanto, a restauração não foi concluída. A igreja é a igreja matriz da paróquia de São João Batista de Itaboraí, dependente da Diocese de Niterói, e seu padroeiro é comemorada em 24 de junho (nascimento) e 29 de agosto (martírio), sendo o único santo católico do qual se festeja o nascimento e martírio.
3 – Descrição:
Apresenta orientação geral leste-nordeste - oeste-sudoeste, com frente virada para o oeste-sudoeste, em direção à praça Marechal Floriano, com maior eixo no sentido ântero-posterior. O telhamento é em telhas em duas águas. A parede anterior está um pouco acima do nível da praça à frente, havendo uma larga escadaria de pedra de cinco degraus para se acessar a porta. A parede anterior é formada da nave e da torre sineira. Na parte que corresponde à nave, há uma porta com sobreverga reta no primeiro andar e no segundo andar há duas janelas em arco abatido. Acima há uma cimalha sobre a qual existe um frontão abatido e arrematado por volutas; no tímpano há um óculo. Acima do frontão há dois pináculos e no centro uma cruz. À esquerda da nave fica a torre sineira com dois orifícios em arco com um sino em cada; no alto há uma cúpula e em cada canto há um pináculo. Há um cunhal de base alargada em cada canto da fachada anterior e outro separando a nave da torre sineira. A parede direita apresenta dois planos, o mais anterior corresponde à nave e o mais posterior corresponde a um edifício anexo à nave. Na parte anterior há uma porta em arco abatido sem sobreverga. A parte posterior da fachada projeta-se para o lado mas é mais baixa que a nave; ela possui cinco janelas e duas portas, todas em arco abatido com sobreverga. Há um cunhal de base alargada na extremidade anterior da fachada lateral e outro em cada extremidade da edificação saliente; uma cimalha separa a parede do telhado. A parede esquerda possui quatro janelas e duas portas, todas de verga reta e sem sobreverga. Há um cunhal de base alargada nas extremidades e outro separando a torre sineira do resto da fachada. A parede posterior é composta de três partes: a nave no centro mais elevada e as edificações laterais mais baixas; todas têm frontão com tímpano liso, sendo que as laterais têm uma cimalha; há um cunhal de base alargada em cada canto da fachada posterior e outro separando a nave das edificações laterais.
A nave possui uma porta à esquerda, três altares de cada lado e um púlpito à direita, com uma porta de acesso. Os altares estão cobertos para reforma. A capela-mor é mais estreita que a nave. Tem uma porta de cada lado e duas janelas na altura do segundo andar, todas em arco abatido. O piso da parte superior é mais elevado, tendo cinco degraus de alvenaria. O teto é em arco. No lado direito fica uma imagem de São João Batista e no centro há uma cruz. À esquerda da nave há um longo corredor cheio de móveis de madeira, que termina na capela do Santíssimo, com um altar antigo em arco, tendo no centro um crucifixo, à esquerda a imagem do Sagrado Coração de Jesus e à direita Nossa Senhora das Dores; de cada lado há um anjo.
Todos os altares laterais apresentam belas talhas de madeira. Os três altares laterais possuem colunas salomônicas e radiais, complementadas por arquivoltas concêntricas. Os três altares laterais esquerdos conservam restos de retábulos setecentistas (anteriores a construção da igreja) que provavelmente pertenciam à capela de Nossa Senhora da Conceição. Os três altares da direita conjugam formas barrocas com elementos do neoclássico. Internamente, possui expressivo conjunto de retábulos, representativos da evolução artística da ornamentação religiosa. Em baixo dos altares direito e esquerdo mais próximos ao arco cruzeiro há um nicho com uma imagem do Senhor Morto, as quais datam do final do século XIX. Do acervo de peças de arte sacra, os mais significativos são a imagem setecentista de Santana Mestra e a tela a óleo de São João Batista, ambas restauradas em 1984. A imagem de Santana Mestra em madeira policromada data do século XVIII e é provavelmente de escultura local (Rio de Janeiro). A imagem de São João de Itaboraí está esculpida de vulto inteiro, em madeira policromada com douração, e mede 1,76m de altura, 0,80m de largura, e 0,65 m de profundidade; ele segura um livro na mão esquerda e ao seu lado há um cordeiro que se ergue e uma cruz. As imagens de roca/vestir existentes na igreja, são provenientes, em parte, de outros templos da região, fato confirmado na duplicação de algumas imagens, notadamente o Senhor Morto, Nossa Senhora das Dores e Santo Antônio. As imagens de Nossa Senhora das Dores e do Senhor dos Passos guardam familiaridade com os modelos de inspiração portuguesa do século XVIII visíveis nas Igrejas de Nossa Senhora da Guia de Pacobaíba em Magé, Ordem Terceira do Carmo de Angra dos Reis, Catedral do Santíssimo Salvador em Campos dos Goytacazes, Capela Ordem Terceira de São Francisco da Penitência em Cabo Frio. Alguns pertences internos merecem destaque, como as conversadeiras com assento de granito nas janelas da sacristia, o arcaz da sacristia ainda intacto, castiças e pratarias e o retábulo do altar-mor, com talha do século XVIII. 
4 – Visitação: 3ª a 6ª feira das 9h às 18h; Sábado - das 14h às 18h. Missas de 2ª a 6ª feira às 08:00 e 09:00h, sábados às 19:00h e Domingo às 07:00 e 18:00 hs
5 – Bibliografia:
Araujo, José de Souza Azevedo Pizarro, (Monsenhor Pizarro) Livro de Visitas Pastorais na Baixada Fluminense feitas pelo Monsenhor Pizarro no ano de 1794. Prefeitura de Nilópolis, 2000. 
Reznik, L. et al. Patrimônio cultural no leste fluminense: história e memória de Itaboraí, Rio Bonito, Cachoeiras de Macacu, Guapimirim, Tanguá. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2013.

Church of Saint John the Baptist: Brazil, State of Rio de Janeiro, City of Itaboraí
           The church has its origins in 1627 with the construction of a chapel of wattle and daub to Our Lady of the Conception and St. John the Baptist at the Farm of John Correia da Silva in Iguá and was later transferred to the Chapel of Our Lady da Conception, which stood where nowadays is the matrix. Ruining this is also, in 1676, Domingos Vaz Pereira and João Vaz Pereira constructed a new church exclusively dedicated to St. John the Baptist. It became cured chapel in 1679. Having already ruined the small temple made of wattle and daub, João Domingos Vaz Pereira and Vaz Pereira build another temple in 1684. In 1696 it became a Vicariate. The current church is erected from 1725 to 1742. In the period of 1767-1782 it was built the sacristy and the consistory. In 1955, renovations were made ​​to the roof. In 1972 and 1973 the altars were restored, as well as images of Santana, Our Lady and the head of John the Baptist. In 2009 and 2010 its roof left side was repaired. Currently the church was suffering a process of restoration.
Imagem Google Earth 
Imagem Google Earth. Centro Histórico
Imagem Google Earth. Centro Histórico
Vista satélite google
Vila de Itaboraí, 1843. Em primeiro plano a Praça Marechal Floriano. À direita a Igreja Matriz de São João de Itaboraí. À esquerda a Casa de Câmara e Cadeia. Um pouco à direita da mesma, a construção de 2 andares deve ser o Teatro João Caetano. Vista desde um lugar próximo à Prefeitura Municipal (Sul)

Praça Marechal Floriano. Nos fundos a frente e lado direito da Igreja Matriz de São João Batista de Itaboraí. À direita, o lado direito e fundos da Casa de Câmara e Cadeia e um pouco depois a Prefeitura Municipal. No lado esquerdo a igreja de Nosso Senhor do Bonfim
Praça Marechal Floriano. À esquerda a lateral esquerda da Igreja Matriz de São João Batista de Itaboraí. No centro
 a praça e a frente da Casa de Câmara e Cadeia. 

Praça Marechal Floriano. Nos fundos a frente da Igreja Matriz de São João Batista de Itaboraí. À direita, o lado 
direito da Casa de Câmara e Cadeia e um pouco depois a Prefeitura Municipal. Em baixo, a Igreja de Nosso Senhor
do Bonfim.
Praça Marechal Floriano. Em primeiro plano os fundos da Igreja Matriz de São João Batista de Itaboraí. Um
pouco a noroeste da igreja vê-se a Casa de Câmara e Cadeia.

Praça Marechal Floriano. Em primeiro plano os fundos da Igreja Matriz de São
João de Itaboraí. À esquerda a Casa de Câmara e Cadeia. Um pouco à  direita
 da mesma, a construção de 2 andares deve ser o Teatro João Caetano

Igreja de São João Batista. Frente, Augusto Malta, 1920. Observe
que aqui ainda tem o gradil
 Igreja de São João Batista. Frente e lado direito, 1922. Observe
que aqui ainda tem o gradil
Frente, antes de 1950. Observe o gradil em frente
 à igreja, que não existe mais
Frente, 1950
Praça Marechal Floriano Peixoto, Igreja de São João Batista (frente e lado
direito) e, Secretaria de Cultura (no fundo à esquerda), década de 1950
Frente. Observe que aqui já não tem mais o gradil em frente à igreja.
Frente, 1958. Observe que aqui já não tem mais o gradil em frente à igreja.
Frente (foto do autor)
Frente (foto do autor)
Frente (foto do autor)
Frente (foto do autor)
Frente (foto do autor)
Frente (foto do autor)
Frente e lado direito (foto do autor)

Frente e lado direito (foto do autor)
 Lado direito (foto do autor)
Lado direito (foto do autor)
Lado direito (foto do autor)
Lado direito (foto do autor)

Lado direito (foto do autor)
Lado direito (foto do autor)
Lado direito (foto do autor)
Lado direito (foto do autor)
Lado esquerdo (foto do autor)
Lado esquerdo (foto do autor)
Lado esquerdo (foto do autor) 
Lado esquerdo (foto do autor)
Lado esquerdo (foto do autor)
Lado esquerdo (foto do autor)
Fundos. Observe as três partes da igreja, em alturas diferentes (foto do autor)
Fundos (foto do autor)
Nave e capela-mor. Observe os altares cobertos (foto do autor)

Nave e capela-mor. Observe os altares cobertos (foto do autor)
Nave e capela-mor (foto do autor)
Nave e capela-mor antes da obra de restauração
Nave e capela-mor ante das obras de restauração. Observe que há 3 altares de cada lado. Observe que aqui há um púlpito de cada lado da nave, enquanto atualmente só há no lado direito
Nave e capela-mor antes da obra de restauração
Nave, lado direito. Observe o púlpito e os altares laterais cobertos (foto do autor)
Nave, lado direito. Observe o púlpito e os altares laterais cobertos (foto do autor)

Nave, lado esquerdo. Observe os altares laterais cobertos (foto do autor)
Nave, lado esquerdo. Observe a porta para os cômodos à esquerda (foto do autor)
Altar lateral de Santana Mestra
Imagem de Sant'Ana Mestra, Século XVIII


Altar lateral  esquerdo de São Miguel
Imagem de São Miguel, Século XVIII-XIX
Altar lateral de Nossa Senhora das Dores
Nossa Senhora das Dores do Altar lateral
Imagem de Santa Cecília, Século XVIII
Imagem de Senhor dos Passos
Imagem do Senhor Morto, Século XVIII
Nave e coro (foto do autor)
Nave e coro (foto do autor)
Nave, vista da porta lateral anterior direita. Ao fundo a porta para o
corredor esquerdo (foto do autor)
Capela-mor. Observe o retábulo coberto por panos brancos e a imagem de
São João Batista à direita e o crucifixo no centro (foto do autor)
Capela-mor. Observe o retábulo coberto por panos brancos e a imagem de
São João Batista à direita e o crucifixo no centro (foto do autor)
Capela-mor. Observe o retábulo coberto
por panos brancos  (foto do autor)
Capela-mor, lado direito. Observe o retábulo coberto por panos brancos e a
imagem de São João Batista à direita e o crucifixo no centro (foto do autor)
Capela-mor, lado esquerdo. Observe o retábulo coberto por panos brancos
(foto do autor)
Capela-mor. Observe o retábulo coberto
por panos brancos  (foto do autor)
Capela-mor. Observe o retábulo coberto por panos
brancos e o crucifixo no centro (foto do autor)
Capela-mor. Observe o retábulo coberto por panos
brancos e o crucifixo no centro (foto do autor)
Capela-mor. Imagem de São João Batista
 (foto do autor)
Imagem de São João Batistafinal do Séc XVIII
Imagem de São João Batista da capela-mor,
final do Séc XVIII
Corredor esquerdo, olhando da porção anterior para a posterior. Observe os
 móveis de madeira (foto do autor)
Corredor esquerdo que conduz à
Capela do Santíssimo.
Detalhe (foto do autor)
Corredor esquerdo visto da Capela do
Santíssimo (foto do autor)
Capela do Santíssimo (foto do autor)
Capela do Santíssimo (foto do autor)
Capela do Santíssimo (foto do autor)
Capela do Santíssimo (foto do autor)
Capela do Santíssimo, lado esquerdo (foto do autor)
Capela do Santíssimo. Altar. Observe no
centro um crucifixo, à esquerda a imagem do
 Sagrado Coração de Jesus, à direita
Nossa Senhora das Dores e mais abaixo
dois anjos (foto do autor)
Capela do Santíssimo, lado esquerdo. Altar. Detalhe do altar da
foto anterior (foto do autor)
Capela do Santíssimo. Detalhe do
altar (foto do autor)
Capela do Santíssimo Detalhe do
altar (foto do autor)
Capela do Santíssimo Detalhe do
altar (foto do autor)
Capela do Santíssimo Detalhe do
altar (foto do autor)
Capela do Santíssimo Detalhe do
altar (foto do autor)