domingo, 6 de abril de 2014

BRASIL: RJ: RIO DE JANEIRO: 
Passeio Público - 
Public Promenade

1 – Localização: 
            Município do Rio de Janeiro. AP 1.1, Lapa. Rua do Passeio s/nº (-22.913371, -43.176626)
2 – Histórico: 
            O Passeio Público foi construído no local em que outrora ficava a lagoa do Boqueirão da Ajuda. Esta lagoa apesar de desaguar na baía de Guanabara, era um local insalubre por servir de local de despejo de dejetos pela população da cidade, além de impedir a ligação com o caminho do Engenho D'El Rei, que ligava o centro à Zona Sul da cidade. Após um surto epidêmico com muitas mortes, atribuído na época à pestilência da lagoa, e conhecido como Zamparina, devido a uma célebre cantora italiana em moda na época, o vice-rei do Brasil Don Luís de Vasconcelos e Souza (1778-1790) determinou o aterro da lagoa, desobstruindo assim a ligação da cidade com a Zona Sul. O aterro foi feito com material proveniente do desmonte do antigo Morro das Mangueiras, onde fica a atual Rua Visconde de Maranguape, na Lapa, a pouca distância à sudoeste da lagoa. No local aterrado o vice-rei decidiu criar um jardim público, o qual foi o primeiro parque ajardinado do Brasil.
[...] em meio do lugar chamado Boqueirão da Ajuda , cujo seio se compreende no espaço desde a ponta da Misericórdia , ou do Calabouço [atual Museu Histórico Nacional], até o monte de N. Senhora da Gloria [Morro da Glória], e por assas pantanoso não só criava insectos , e mantinha grossa mosquitaria , [...] mas occasionava a podridão da atmosfera , recolhendo as ondas impetuosas , que alli se espraiavam , erigiu com grande desvello , e gosto , o Vice Rei Luiz de Vasconcellos e Souza o plausível Passeio Publico. (Araújo, Vol. 7, pg. 72)
“Sendo vice-rei Luiz de Vasconcellos e Sousa,... e havendo-se propagado nesta cidade a epidemia Lamperini, da qual foi affectado o próprio vice-rei, tanto que deixou por algum tempo de assivnar os papeis da Conjuração Mineira, tendo os practicos d’então dado como causa dessa molestia a permanencia da lagoa do Boqueirão, resolveu Vasconcellos, á custa do monte das Mangueiras, aterrar esse infecto pantano, construindo sôbre elle um jardim público.” (Fazenda, pg. 32)
Coube ao Mestre Valentim da Fonseca e Silva (1745-1813) a tarefa de arrasar o morro das Mangueiras, aterrar a lagoa e construir o Passeio Público. Mestre Valentim é considerado o melhor escultor do Rio na época e construiu o Passeio Público entre 1779 e 1783. Como houvesse falta de recursos públicos e trabalhadores para a obra, decretou o Vice-Rei um recrutamento na cidade de forma que muitos “vadios e detentos” fossem presos na Fortaleza da Ilha das Cobras; aqueles que sabiam um ofício foram obrigados a trabalhar, de forma que o “rendimento e produto das obras” destes fossem vendidos e usados para financiar a obra, juntamente com o dinheiro proveniente da renda do Calabouço (prisão de escravos criada pelo vice-rei no local do atual Museu Histórico Nacional), através de uma taxa que os proprietários de escravos pagavam para mandar açoitar os que fossem delituosos. Os “vadios” que não tinham ofício eram obrigados a trabalhar nas obras públicas. O aterro da lagoa do Boqueirão da Ajuda criou uma área equivalente a 200.000m2, o que promoveu o povoamento daquela região e a abertura das ruas do Passeio e das Belas Noites (atual das Marrecas). Mestre Valentim não trabalhou apenas como supervisor e autor da planta do Passeio, mas também confeccionou todas as peças de arte, inclusive as de metal, as primeiras fundidas no Brasil (na Casa do Trem, também no atual Museu Histórico Nacional). O Passeio Público era fechado por um muro alto, tendo a intervalos janelas com balaústres de madeira e grades de ferro e era ornado na parte superior com vasos de cantaria. Na sua fachada principal havia dois pilares de pedra lavrada, que firmavam um portão de entrada em ferro forjado em estilo rococó, tendo no alto o brasão com as armas reais e as efígies de dos reis de Portugal; este muro servia para evitar que à noite os vagabundos o depredassem.
“Murado todo com paredes firmes de pedra e cal entermeiadas de janellas , onde se collocáram assentos de cantaria , he defendida a sua entrada por uma Porta férrea, trabalhada soberbamente , sobre a qual se vê uma Medalha em bronze doirado com a epigraphe seguinte—Maria 1. et Petro 3. Brasiliae Regibus. 1783” (Araújo, Vol. 7, pg. 72)
O jardim era em estilo francês e tinha a forma de um trapézio, com dez alamedas retas, que se cruzavam ortogonalmente, e outras formando diagonais. No seu interior foram instalados mesas e bancos. Havia 10 alamedas formando triângulos. As duas alamedas principais formavam uma cruz, com uma grande praça no centro.
“As ruas que o formoseam , delineadas com figuras differentes , e ornadas por diversas arvores fructiferas do paiz , cujos ramos estensos , e Vistosissimos , reparam a ardência do Sol , ou a caida das chuvas , fazem agradável a situação , para ser frequentemente visitada , achando os hospedes , em meio do lugar , assentos de pedra lavrada , onde descancem , e de cada um dos lados da rua principal , vistosas mezas , também de pedra, cobertas de jasmins , que convidam os passeantes á entreter em, sociedades as horas de recreio.” (Araújo, Vol. 7, pg. 72-73)
          A alameda central ia do Portão de entrada à Fonte dos Amores e a quatro escadas de pedra, que levavam a um belvedere, de onde se via a baía da Guanabara, que, à época, chegava à altura do Passeio Público. Na Fonte dos Amores havia uma pequena cascata onde se encontravam pousadas três aves pernaltas de bronze (chamadas também de garças, saracuras ou íbis), sobre pedras e entre plantas, que jorravam água pelos bicos. No centro desta mesma cascata, junto a dois jacarés de bronze, entrelaçados, e que também jorravam água pelas mandíbulas, para um grande tanque de pedra gnaisse, erguia-se um coqueiro de ferro, com seus frutos, todo pintado, para parecer real. Ao fundo ficava uma cartela com as armas de D. Luís de Vasconcelos.
“[...] e fronteira á elles [os obeliscos ou pirâmides] ficou a Cascata , sobre que um fingido Coqueiro , como plantado em pedragoso monte , onde pousam alguns pássaros ( de bronze ) , mostrava o producto vegetal da sua classe. D'alli , dois Jacarés fabricados em bronze , parecendo recrear-se entrelaçados fora do seu leito natural , soltam as aguas por cannaes diversos para um alto tanque próximo , em que observam a perfeição de suas semelhanças.” (Araújo, Vol. 7, pg. 73-74)
            Subindo-se em direção ao terraço, havia nas costas da Fonte dos Amores, a Fonte do Menino, que era composta por um menino de mármore segurando um cágado, que por sua vez lançava água para um barril de granito. A legenda Sou útil, ainda que brincando acompanhava a escultura. A fonte era abastecida pelo Chafariz da Carioca, por intermédio de canos subterrâneos.
“Da Fonte sobredita [da Rua das Marrecas] corre por cannos soterraneos da Rua das Bellas Noites outra porção do mesmo elemento até a cascata do Passeio , por detraz da qual também surge : e uma tartaruga , sustentada alli por um Génio figurado em mármore , o despeja sobre o barril de pedra , que o consomme , tendo na mão a epigraphe. == Sou util , ainda brincando. ==” (Araújo, vol. 7, pg. 61)
“Duas escadas , erigidas á um , e outro lado da Cascata , dam entrada para o terraço avarandado , e lageado de mármore , que paredes grossas defendem dos movimentos impetuosos do mar : e n'esse lugar , aprasivel pela vista desempedida da marinha, d'esde o longo da barra da Cidade, até o interior da Enseiada, se encontra ( detrás da Cascata ) um Génio figurado em mármore , que despejando pela boca de uma Tartaruga ,  sustentada nas maons sobre um barril de pedra ordinária , as aguas industriosamente recebidas da Cascata, diz aos sequiosos — Sou util, ainda brincando.” (Araújo, Vol. 7, pg. 73-74)
            Na margem da Baía de Guanabara, foi, também, construído um cais, para que as ondas do mar não invadissem o jardim. O belvedere era um local disputado para se apreciar as belezas naturais da baía de Guanabara, constituindo-se em ponto de encontro da população carioca desde o final do século XVIII até ao início do século XX. O belvedere, ou terraço, possuía cerca de 10m de largura e tinha piso de mármore policromado em preto e branco. Junto ao parapeito, Mestre Valentim construiu sofás de alvenaria, revestidos por azulejos de inspiração mourisca. O guarda corpo que protegia a escada foi feito em ferro fundido forjado, com as barras modeladas quentes até atingir a forma desejada sem nenhum parafuso ou solda. O terraço era cercado por uma grossa balaustrada de bronze e sobre suas colunas havia jarras de mármore e um busto de Febo; era interrompido a intervalos por grandes grades de bronze. O belvedere contava com uma iluminação especial, fornecida por oito lampiões de óleo de peixe; estes foram removidos, após a vinda da família real, para iluminar o Paço Imperial. Para ornamentar o terraço do Passeio, o local mais frequentado do parque, Mestre Valentim construiu, nas extremidades do belvedere, dois pavilhões quadrangulares que funcionavam como mirantes: o Pavilhão Apolo e o Pavilhão Mercúrio. Os pavilhões possuíam quatro janelas envidraçadas e duas portas de dobrar. O teto era em forma de pirâmide octogonal, e nas paredes ficavam os painéis. Os pavilhões eram decorados sobre os cantos da platibanda, que ocultava o telhado, com vasos de mármore, de onde saíam abacaxis de ferro, fundidos por Mestre Valentim. A decoração interior dos pavilhões ficou a cargo de dois famosos artistas brasileiros do século XVIII: Francisco Xavier Cardoso Caldeira, o Xavier dos Pássaros, e o sargento Francisco dos Santos Xavier, o Xavier das Conchas. O Pavilhão Apolo foi decorado por Xavier dos Pássaros e teve o teto decorado com trabalhos de conchas e ornamentado nas cornijas por desenhos de pássaros e penas de aves de diferentes cores, “fingindo flores” ou mostrando aspectos da cidade. As paredes desse pavilhão exibiam oito painéis elípticos pintados por Leandro Joaquim, que representavam produtos da terra, todos perdidos: minas de ouro e diamantes; plantações de cana-de-açúcar e seu respectivo engenho; cultura e preparação do anil; plantação do cactos opuntia com a maneira de extrair a conchonilha; mandioca e seus derivados; pés de cânhamo; manufatura de cordoalha. Coroando este pavilhão havia uma escultura do deus Apolo tocando uma lira em mármore português. As telas do pavilhão Apolo, segundo George Stauton (1792) eram mal-executadas e maiores que as do Pavilhão Mercúrio. O Pavilhão Mercúrio foi decorado por Xavier das Conchas e apresentava no teto e nas cornijas, figuras de peixes, executadas com pequenas conchas do mar e escamas de peixes. As paredes desse pavilhão exibiam oito painéis elípticos pintados por Leandro Joaquim, que representavam cenas marítimas e cotidianas do Rio de Janeiro, dos quais sobram ainda seis: Entrada da Barra (perdida); Incêndio de uma grande nau holandesa (perdida); Cena Marítima (representa possivelmente a chegada ao Rio da frota mercante inglesa destinada a colonizar a Austrália, sob comando de Arthur Phillip, em 1787); Revista Militar no Largo do Paço (retrata a cerimônia de inauguração das obras de remodelação do Largo do Paço, atual Praça Quinze, ou, segundo outros, a celebração do aniversário de Dona Maria I); Pesca da Baleia (mostra a entrada da baía e várias baleias); Procissão ou Romaria Marítima ao Hospital dos Lázaros (mostra embarcações desfilando em frente ao Hospital dos Lázaros, em  São Cristóvão; uma das naus leva a bandeira do Divino Espírito Santo); Vista da Igreja da Glória; Vista da Lagoa do Boqueirão e Arcos da Carioca (mostra a lagoa do Boqueirão antes do aterro, com muares e crianças nadando). Coroando este pavilhão havia uma escultura do deus Mercúrio em mármore português. Os mirantes eram considerados então a maior atração da cidade. Da decoração original de Mestre Valentim, sobrou o conjunto do Chafariz do Menino (mas a estátua atual do menino não é a original, já desaparecida), as pirâmides, escadas e amuradas e a Fonte dos Amores, com estátuas de jacarés em bronze. Os abacaxis de ferro confeccionados por Mestre Valentim desapareceram; sobreviveram seis telas de Leandro Joaquim à demolição dos pavilhões e estão hoje no Museu Histórico Nacional e no Museu Nacional de Belas Artes.
“Occupam o parapeito em roda do mesmo terraço varios alegretes com flores , que entermeiam differentes assentos de pedra commum , e ornam alguns vasos de marmore ; e duas Casas , ou pavilhoens levantados em cada extremidade , fazem mui brilhante a sua perspectiva. Compunham as paredes interiores do que está para a parte da Lapa alguns quadros á pincel , representando as grossas Armadas , que em certa estação ancoraram n'este porto ; e vestiam o tecto escolhidas madrepérolas , dispostas em festoens de flores , com a differença das cores , que a natureza imprimiu no forro da carne dos mariscos. Ornavam as paredes da outra, para a parte de Santa Luzia, diversos painéis , em cujos pannos se debuxáram exactamente varias fabricas , e oficinas do Brasil ; e guarneciam o tecto delicadas pinturas de pennejado , formadas de plumages das aves, que faziam admirar a dexteridade dos executores de taes obras, e muito mais a delicadeza do autor d'ellas desenhando-as com particularíssima intelligencia. Duas figuras , era forma de obeliscos , rematavam os pontos médios de cada uma das Casas , em cujos ângulos se haviam collocádo outros tantos ananazes , que , sem dissemelhança dos produzidos pela terra , mostrava sua figura , e particular perfeição. Illuminão anualmente este sitio nas horas nocturnas oito lampioens fixos no terraço , e trabalhados com boa arte ; alem dos quaes se conservavam outros muitos em duas Casas construidas dentro do Passeio , para servirem ás illuminaçoens por motivo de festevidades Regias [...] Servem hoje esses lampioens de iluminar o Paço Real [Paço Imperial], e a praça contigua [Praça XV].” (Araújo, Vol. 7, pg. 75-76)
[...] um grande campo tão inutil como agradável e proprio para RECREIO do PUBLICO, si tivesse mais alguma verdura, que o simples capim. Fez [D. Luís de Vasconcelos] plantar ahi laranjeiras e construir um cercado de limoeiros e cidreiras. Occupava nesse mister os presos e mandou prevenir os vizinhos para no parque não deixarem entrar animaes domesticos.” (Fazenda, pg. 100)
Em 1786, aconteceram no Passeio grandes festas em comemoração ao casamento de Don João VI e Dona Carlota Joaquina. Em 1806, na época do vice-rei Conde dos Arcos (1806-1808), Mestre Valentim esculpiu em granito carioca duas pirâmides triangulares e as envolveu cada uma por de um pequeno lago triangular; em cada uma, em sua face posterior, colocou um medalhão em mármore branco, com as inscrições À Saudade do Rio (pirâmide esquerda) e Ao Amor do Público (pirâmide direita). Esguichos de água saíam dessas pirâmides e alimentavam os seus reservatórios. As pirâmides de granito foram as últimas obras de Valentim para o Passeio.
“Nos mesmos sitios estam dois Lagos construidos artificiosamente no meio dos quaes se levantaram outros tantos Obeliscos de pedra com as seguintes Inscripçoens À saudade do Rio , e Ao Amor do Publico ; [...] (Araújo, Vol. 7, pg. 73)
Havia também uma estátua da deusa Ceres, que atualmente está no Jardim Botânico. Segundo o escritor Joaquim Manuel de Macedo, o vento destruiu os galhos do coqueiro, que acabou sendo retirado do parque, bastante deteriorado, em 1806, a mando do vice-rei Conde dos Arcos (1806-1808). Em seu lugar foi instalado, em um pedestal de granito, um busto da deusa Diana em mármore.
“Arruinado o Coquiro pelo tempo , substituiu-lhe um busto de marmore.” (Araújo, Vol. 7, pg. 73)
         A partir de 1815, tiveram início no Passeio as aulas de Botânica de Frei Leandro do Sacramento, ministradas em um pavilhão construído no canto do parque. 
           “Em tempo muito posterior se levantou , ao lado direito da entrada, outra Casa, para servir liçoens de Botânica.” (Araújo, Vol. 7, pg. 76)
           Em 1817, estando o Passeio Público em estado lastimável, foi realizada a sua primeira reforma. Os pavilhões, arrasados pelas constantes ressacas, foram definitivamente demolidos em 1817. Com a demolição, o terraço do Passeio foi ampliado. Para substituir os pavilhões quadrangulares, foram construídos pavilhões octogonais, e foram acrescentados novos pavilhões ao jardim. As estátuas de Mercúrio e Apolo, o busto de Febo e os abacaxis de ferro fundido foram retirados. Algum tempo depois desapareceu o menino de mármore que jorrava água.
“Sentindo o paredão do terraço algum damno, á que foi necessário accodir era tempo , se derrubáram em 1817 ambas as Casas [os pavilhões].” (Araújo, Vol. 7, pg. 75)
“Competeria sem duvida, na grandeza, este edifício com o de Lisboa , se fora mais amplo o sitio : e contudo, se aquelle lhe precede por isso , e pelos enfeites artificiosos dos arvoredos silvestres , que o adornam , não he portanto mais bello. Porque, no curto espaço, em que este se construiu , apparecem superiormente aprasiveis o local , e o bom gosto do trabalho interior , realçando-o mais a compostura natural das arvores sempre vestidas de folhagem , e carregadas de fructo nas estaçoens próprias. Em consequência da falta do Illustre fundador recolhido á Corte ( não sem magua , e saudade dos habitantes desta Capitania ) para occupar outros cargos , á que o chamava o seu merecimento assas conhecido, sentiu este edifício algumas desgraças , que o pouco trato , e total desprezo do sucessor do Posto lhe occasionou ; cuja ruina seria lamentada , se por Ordem superior não se acautella-se á tempo.” (Araújo, Vol. 7, pg. 76)
Em 1833, a Regência autorizou a execução de obras nos edifícios existentes dentro do Passeio, que incluía a senzala para os escravos que trabalhavam no parque que estava em ruínas, assim como a casa onde morava o administrador, usada para sediar as aulas de Frei Leandro. Na regência de Feijó, em 1835, o muro que cercava o Passeio Público foi substituído por grades de ferro, e houve reforma no terraço e nos pavilhões. Em 1841, o Intendente Geral de Obras Públicas, Coronel Antônio João Rangel de Vasconcelos, comandou uma grande reforma no Passeio. Naquela ocasião as estátuas de Mercúrio e Apolo foram trazidas novamente para o parque, assim como o busto de Febo. O medalhão de Dona Maria I e Don Pedro III, no portão, foi restaurado (havia sido retirado em 1831, no fervor anti-Lusitano). A escultura de mármore do menino da fonte foi substituída por uma cópia de chumbo e água passou a sair de um jarro (hoje inexistente), localizado nas mãos do menino; a última parte do barril e o degrau de granito também foram esculpidos em 1841. No entanto, a réplica da escultura foi confeccionada com asas de borboleta e com o dobro do tamanho da original. No final da década de 1850, o Passeio Público se encontrava novamente em estado de total abandono. Em 1854 levantaram-se 2 pavilhões octogonais nos triângulos do jardim, mas conservaram-se fechados; também neste ano instalaram 100 lampiões a gás, alguns com vidros coloridos.
Em 1860, durante a visita do príncipe Maximiliano da Áustria ao Brasil, este, ao pisar no terraço do Passeio público, não suportou o cheiro fétido dos dejetos e tapou o nariz com um lenço, envergonhando as autoridades presentes. Assim, o Barão de Uruguaiana, Ministro do Império, convocou, a pedido de d. Pedro II, o tabelião Francisco José Fialho para recuperar o jardim. Fialho contratou o paisagista francês Auguste François Marie Glaziou para fazer um novo projeto paisagístico para os jardins do Passeio. A reforma Glaziou teve início a 23 de janeiro de 1861. O muro foi substituído por um gradil de ferro apoiado sobre um embasamento de alvenaria. Glaziou desprezou as linhas geométricas próprias do estilo francês adotadas por Mestre Valentim, e introduziu no Passeio o estilo inglês, mais romântico, com caminhos sinuosos. As alamedas do parque ganharam formas curvas, com grandes gramados e muitas árvores foram cortadas. Foram construídos pequenos rios, um repuxo, um lago com uma ilha artificial e uma ponte em forma de troncos de árvore. De Paris vieram quatro estátuas de ferro desenhadas por Mathurin Moreau e fundidas no Val D’Osne, representando as estações do ano. Os lagos foram povoados por cisnes, irerês e marrecas, além de dois exóticos peixes-bois. Glaziou introduziu uma pequena elevação numa das laterais do parque, onde foram instalados um banco de argamassa imitando pedra natural (rocaille) e um caramanchão. Por trás da rocaille, um jorro d’água simulando uma cascata natural alimentava um riacho sinuoso e estreito, que percorria as laterais e os fundos do parque. Na ocasião da reforma, Glaziou foi duramente criticado por alterar o traçado original de Mestre Valentim. Glaziou reordenou também a flora do jardim, introduzindo novas espécies, incluindo árvores exóticas de grande porte, como Figueira da Índia e Gameleira, além de espécies arbustivas de pequeno porte, como a Murta; atualmente ainda sobrevive grande parte das espécies arbóreas assim como o desenho dos canteiros projetados por Glaziou. Glaziou também construiu um grande lago sinuoso, estreito e na entrada, outro, menor, redondo, com um chafariz central. Atualmente, apenas o primeiro pode ser contemplado. Do segundo, aterrado, apenas podemos ter uma noção de suas dimensões através de marcas, no solo, próximo ao Portão Principal do parque. Na reforma foi construído também um amplo pavilhão de estrutura metálica, onde funcionou uma espécie de “café-concerto”, com mesas e cadeiras externas. Ao lado do café foi instalado um coreto, onde todas as noites tocava uma banda alemã. Do lado esquerdo do Passeio Público foi erguido um chalé suíço com um peristilo sustentado por colunas de madeira, tendo na frente uma escada de pedra com sete degraus para cada lado, destinado a servir de casa do Diretor Glaziou. Também foi aterrada a região em volta da Fonte dos amores, cobrindo parte da base do tanque em gnaisse. O Passeio foi reinaugurado na presença do imperador D. Pedro II, a sete de setembro de 1862, quando se comemorava o 40º aniversário da Proclamação da Independência.
Em 1896 foi instalada no interior do Passeio uma fonte luminosa, de origem e autor desconhecidos, e de curta existência. Em 1901 foi inaugurado o primeiro busto no Passeio Público, o do poeta Gonçalves Dias, obra de Rodolfo Bernadelli, fundido no exterior ao custo de 60 francos. Durante a gestão do prefeito Pereira Passos (1902-1906), a Inspetoria de Matas, Jardins e Arborização realizou uma transformação completa no Passeio. Na ocasião, a muralha em torno do jardim é substituída por um gradil e os dois portões laterais de madeira são trocados por outros de ferro. O ladrilhamento do terraço é reformado, as moitas que cobriam os troncos das árvores são arrancadas, é plantada uma nova grama, são instalados chalés de latrinas e mictórios e reformadas algumas construções. Nessa época também é instalada no parque a Fonte do Velho, escultura de bronze de Nicolina Vaz de Assis (1874-1941), considerada a primeira escultora brasileira (a escultura original foi roubada em outubro de 1993).  Em 1904, o parque perdeu a área do belvedere para a abertura da Av. Beira-Mar. Com a obra, 76m de terreno da Rua do Passeio foram fechados e ajardinados. Os muros do parque também receberam uma limpeza especial. Na face que dava para a Avenida Beira-Mar foram construídas escadarias de acesso e os parapeitos de alvenaria foram substituídos por balaústres de mármore, com candelabros de três a cinco lâmpadas. Nesta época também se constrói um aquário de água salgada no Passeio Público. O aquário organizado pelo naturalista Alípio Ribeiro intencionava dar uma visão geral da fauna do fundo da Baía de Guanabara. O projeto, teve o custo de 50 contos de réis e foi inaugurado em 17 de setembro de 1904. À cerimônia de inauguração compareceram o presidente Rodrigues Alves e o prefeito Pereira Passos, entre outras autoridades. O aquário possuía um vestíbulo, por onde entravam as pessoas e um corredor largo, dividindo em duas galerias com tanques fechados por face de vidro de cerca de 1 m por 0,75 m, dando uma ampla visão dos peixes em movimentação. A profundidade dos tanques era de cerca de 80 centímetros, sendo que naquela época os vidros eram espessos, com cerca de 25 milímetros. As duas galerias paralelas mediam cerca de vinte metros cada uma, e contavam com 20 piscinas ou tanques. Estas tinham o formato de um túnel ou gruta, de certo modo escuros, tendo luz apenas penetrada por pequenas clarabóias. O aquário possuía, segundo Charles Dunlop, estilo oriental. Havia também um pequeno museu ou painéis com algumas espécies que não se encontravam no aquário. O aquário, o primeiro de água salgada da América do Sul, era habitado por cerca de 35 diferentes espécies de peixes, moluscos, crustáceos e quelônios. Podiam ser vistas também plantas aquáticas, tartarugas-marinhas, um polvo, lagostas, cavalos-marinhos, ouriços e estrelas-do-mar. A água, trocada duas vezes por semana, era captada no mar através de uma embarcação e em seguida filtrada e transferida para os tanques por um tubo de borracha. Em seus três primeiros meses de funcionamento, o aquário foi visitado por mais de nove mil pessoas. As três aves pernaltas da Fonte dos Amores foram levadas em 1905 para o Jardim Botânico do Rio de Janeiro, a pedido do então diretor da instituição, João Barbosa Rodrigues. Em 1912, foi inaugurado o busto do médico e jornalista Ferreira de Araújo (obra de Rodolfo Bernadelli e fundido na Fundação Indígena) e em 1913 o de Castro Alves e o de Mestre Valentim (executado por Joaquim Rodrigues Moreira Júnior, inspirado no desenho de Lucílio de Albuquerque a partir da tela "Reconstrução do Recolhimento do Parto" de Leandro Joaquim).
             Nos anos 20, o Passeio voltou a entrar em estado de abandono. Nesta época, a realização de um novo aterro afastou ainda mais o Passeio do mar. Nessa época também são retirados os gradis de 1862 e demolidas as palmeiras centenárias. O belvedere do parque, incluindo as mesas de pedra, é demolido em 1920, durante a administração do prefeito Carlos Sampaio (1920-1922). Em seu lugar foi construído o Teatro-Cassino Beira Mar, projetado pelo arquiteto Heitor de Mello. No Teatro-Cassino Beira Mar, também chamado de Beira Mar Cassino, funcionava um teatro e um cabaré; apesar do nome, jamais foi lugar de jogos. Ele foi decorado e mobiliado pelos empresários Laport e Viggiani e foi inaugurado em 1926, com a peça A Sorte Grande, de Manuel Bastos Tigre.
Na administração de Henrique Dodsworth (1937-1945) são promovidos alguns ajustes no Passeio Público, considerados necessários à retomada das características originais do parque, sendo demolidos os prédios onde funcionava o Teatro-Cassino. Com a demolição, o terraço do Passeio é liberado, o jardim é restaurado e é criada a Rua Mestre Valentim, hoje incorporada à Avenida Beira Mar. Na ocasião também são realizadas obras na Ruas do Passeio e Luís de Vasconcelos, e em toda a área em volta do parque. Em 1938 também é demolido o aquário, que fora uma das maiores atrações do Passeio e da cidade; nesse mesmo ano, o Passeio Público do Rio de Janeiro é tombado pela SPHAN. Em 1946, uma inspeção técnica realizada no parque verificou que as pirâmides estavam revestidas por hera espessa, que se alastrava pelos medalhões de mármore. Um dos medalhões estava quebrado, enquanto o gradil de ferro se encontrava danificado na parte inferior pela ação da maresia, ferrugem e urina. A ponte de ferro imitando galhos de árvore também se achava danificada. Em 1948, o espesso tapete de hera que durante muitos anos recobriu as pirâmides de Mestre Valentim, foi finalmente retirado.
O parque voltou a ser cercado por gradis um pouco antes de 1969. Na década de 1980, durante a gestão do Prefeito Marcelo Alencar, o Passeio foi novamente cercado. Em 1992, os braços do Menino da Fonte do Menino foram cortados e a faixa arrancada. Em 1988 o Passeio Público sofreu uma longa reforma, tendo sido feita a limpeza do jardim, o plantio de novas mudas e na restauração das fontes, bustos, estátuas e pontes. As galerias de águas pluviais e a balaustrada em bronze também foram recuperadas.  O parque ganhou iluminação especial e mais um portão de acesso (hoje fechado). As pirâmides ganharam retoques em toda a cantaria e gradis mais altos foram instalados para controlar o acesso ao parque. Esta reforma recuperou, também, mil metros do parque, que haviam sido perdidos para a abertura da Avenida Beira-Mar; o espaço recuperado é equivalente ao antigo belvedere do 1783; no lado interno, há s armas da cidade do Rio de Janeiro que substituíram as armas do Império. 
3 – Descrição:
            Apresenta orientação geral nordeste-sudeste e forma de um trapézio equilátero, com maior lado (frente), virado para o noroeste. O Passeio Público tem uma área plantada é de 17.637 m2. O Passeio Público é todo cercado por um gradil metálico pontiagudo sobre uma pequena base de alvenaria. O portão de entrada é de ferro fixado sobre dois muros de pedra lavrada. Os muros são de granito e têm uma base de pedra e acima blocos retangulares de pedra de cantaria, no topo dos quais há uma cornija, sobre a qual, na parte mais lateral, há um vaso de cantaria sobre uma base de pedra (no lado esquerdo há a base, mas falta o vaso); os capitéis, molduras e outros ornatos são em mármore de lioz. Na frente de cada muro se projeta um pilar encimado por um capitel semelhante ao jônico e tendo mais acima uma cornija e no topo um vaso de cantaria. Acima da cornija do muro, junto ao pilar, há volutas. O portão de ferro forjado em estilo rococó é ornamentado por plumas e folhagens estilizadas, e rocalhas. Acima do portão propriamente dito há um medalhão circular de bronze dourado que traz, no lado externo, as efígies da rainha Dona Maria I e de seu marido, Don Pedro III, com o dístico Maria Iª et Petrus III BrasiliaeRegibus 1783; no lado interno, há as armas da cidade do Rio de Janeiro que substituíram as armas do Império.
             Logo após a entrada vê-se um círculo de pedra no chão que corresponde ao local onde ficava outrora o lago e o chafariz de Glaziou. O parque está cheio de canteiros com plantas e árvores, separados por alamedas. Há um lago que se inicia no lado esquerdo não longe do muro da entrada, inicialmente bastante estreito e quase em semicírculo, terminando em um lago oval mais largo e com algumas ilhas, situado no lado direito, próximo à metade da fachada direita; há uma ponte do lado esquerdo e uma na parte central. Em uma das ilhas do lago oval da direita, há a Fonte do Velho (também conhecida como Velho com ânfora ou Fonte de Tritão) representado por um velho ajoelhado com um vaso sobre o ombro direito, de onde sai água que cai no lago. Há dois quiosques de madeira, restaurados em 2000 pintados em vermelho e com teto pontiagudo. No lado esquerdo há a elevação artificial baixa imitando pedra e com bancos de pedra criada por Glaziou. Espalhados pelas alamedas há bancos de alvenaria. Vários bustos se espalham pelo parque. O busto de Mestre Valentim foi esculpido em bronze por J. R. Moreira Júnior, possuindo 60cm de largura e 60cm de altura, enquanto a base, de granito, possui 60cm de largura e 2m de altura. O busto de Castro Alves, obra de Eduardo de Sá, situa-se sobre uma coluna em estilo egípcio. Outros bustos, com seu escultor em parêntese, são: Alberto Nepomuceno (Rodolfo Bernardelli), Betencourt da Silva (Modestino Kanto), Chiquinha Gonzaga (Honório Peçanha), Ferreira de Araújo (Rodolfo Bernardelli), Francisco Braga (Paulo Mazzuchelli), Gonçalves Dias (Rodolfo Bernardelli), Hermes Fontes (Humberto Cozzo), Irineu Marinho (Benevenuto Berne), José Paulo Silva (Carlos del Nigro), José Plácido de Castro (Armando Schnoor), Júlia Lopes de Almeida (Margarida Lopes de Almeida), Moacir de Almeida (Honório Peçanha), Olavo Bilac (Humberto Cozzo), Olegário Mariano (Humberto Cozzo), Pedro Américo (Paulo Mazzuchelle), Raimundo Correia (Honório Peçanha), Rodolfo Bernardelli (Correia Lima), Vitor Meirelles (Eduardo de Sá). Também espalhadas estão as esculturas das Quatro Estações, desenhadas por Mathurin Moreau e fundidas em 1860 no Val D'Osne e colocadas em cima de grandes bases metálicas circulares decoradas com motivos vegetais em baixo relevo. A Primavera é uma mulher com uma longa túnica tendo na mão direita uma grinalda circular. O Verão está representado por um jovem vestindo uma túnica curta e tendo na mão esquerdo um bastão que se apóia no chão. O Outono está representado por um jovem com a cabeça com uma coroa de louros (?), vestindo uma túnica curta e tendo à esquerda um vaso com frutos (?), seguro com as mãos. O Inverno está representado por uma jovem totalmente vestida, com a cabeça semicoberta, que estende a mão destra sobre o que, na escultura original, seria um trípode em chamas (que não existe mais); ela parece representar uma virgem vestal ou a própria deusa romana Vesta. Na parte posterior do parque, no eixo do portão de entrada, encontra-se a parte nobre do parque.
              No centro, uma ponte em argamassa simulando galhos de árvore atravessa o estreito lago. De cada lado da ponte, no lago, fica uma pirâmide de pedra; na fachada posterior há em cada uma um medalhão em mármore branco, com as inscrições À Saudade do Rio (pirâmide esquerda) e Ao Amor do Público (pirâmide direita). Pouco depois da ponte fica a Fonte dos Amores ou Chafariz dos Jacarés. Ela fica no meio de um tanque escavado no chão, atualmente coberto de grama, tendo uma base de alvenaria em degraus sobre a qual há um largo tanque de cantaria, este parcialmente cheio de água. No meio deste tanque há um pequeno outeiro artificial formado de pedras presas por plantas e arbustos. Na sua borda anterior vê-se dois jacarés de bronze entrelaçados. Atrás da fonte há um muro trapezoidal, com uma balaustrada metálica nas laterais e com o centro decorado com volutas e encimado pela cartela com as armas de Don Luís de Vasconcelos. No centro do muro há um pedestal de granito; outrora havia nele um busto de Diana. De cada lado do tanque escavado no chão há uma ampla escadaria de cerca de seis degraus que dá para o terraço. O terraço, em nível mais alto, tem em sua face anterior um gradil baixo, interrompido nas extremidades. No lado posterior do muro da Fonte dos Amores ficava a Fonte do Menino. Esta ficava em um plano mais elevado, no nível do terraço e tinha uma base em três degraus de alvenaria. No centro ficava um barril de alvenaria e atrás um menino de chumbo semidesnudo e segurando uma faixa com o dístico Sou útil, ainda que brincando
4 – Visitação: 
                  Diariamente das 9:00 às 17:00 hs.
5 – Bibliografia:
ARAÚJO, José de Souza Azevedo Pizarro e. Memórias Históricas do Rio de Janeiro e das Províncias anexas à Jurisdição do Vice-Rei do Estado do Brasil. vol. 7. Rio de Janeiro: Impressão Régia, 1820. 
FAZENDA, José Vieira. Antiqualha e memorias do Rio. RIHGB, vol. 140, 1921.
COARACY, Vivaldo. Memória da Cidade do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1955.
CRULS, Gastão. Aparência do Rio de Janeiro. 3ª ed. Rio de Janeiro: ed. José Olympio, 1965.
GERSON, Brasil. História das Ruas do Rio. 5ª ed. Rio de Janeiro: ed. Lacerda, 2000.
http://www.passeiopublico.com/htm/sec21-02.asp
http://rememorator.info/?p=433
https://frags.wiki/index.php?title=Passeio_P%C3%BAblico

Public Promenade: Brazil, State of Rio de Janeiro, City of Rio de Janeiro, Lapa
       It was made  between 1779 and 1783 by orders of the Vice-King Don Luís de Vasconcelos e Souza (1778-1790) in the land acquired with the embankment of the lake Boqueirão. Master Valentim made the project and many of the sculptures. In 1860 it suffered a major reform by the french paisagist Auguste François Marie Glaziou, which changed his gardens from the geometric french to the curvilineal english style. In 1904 another major reform was done by Mayor Pereira Passos, with the construction of an aquarium. In 1922 was constructed in its area the Teatro-Cassino Beira Mar, which was demolished in 1938. The las major reform was in 2004. Some of the artistic features of Master Valentim still survive. Originally constructed close to the bay, nowadays, due to enbamkments, it is several meters far from the water.
Vista satélite google. À sudeste a praça com o Monumento a Deodoro; à nordeste praça com Chafariz do Monroe
 Mapa do Rio de Janeiro de Francisco João Roscio, 1769. Observe a Lagoa do Boqueirão (circundada por traço azul, ao lado da baía) antes da criação do Passeio Público. 1. Arcos da Lapa, 2. Convento da Ajuda (Cinelândia), 3. Ponta do Calabouço (Museu Histórico nacional), 4. Convento de Santo Antônio e Largo da Carioca, 5. Castelo, 6. Morro de São Bento
Mapa do Rio de Janeiro de Debret, início século XIX. Observe o Passeio Público com o traçado de Mestre Valentim, antes da reforma de Glaziou. A legenda é a mesma da foto anterior

Plano original do Passeio Público de Mestre Valentim. Observe as alamedas retas.
Os dois triângulos mais escuros no alto são os locais das pirâmides e os dois
 círculos escuros mais no alto são os dois pavilhões 
Planta atual. Vejo o trajeto sinuoso dos jardins de Glaziou. Área alaranjada era
 onde ficava o Belvedere, a verde clara ao lado, era onde ficava o Teatro Cassino,
 a verde mais clara a noroeste era o aquário, o retângulo preto a sudeste era o chale
 e o círculo na entrada (sul) era o chafariz de Glaziou
Mapa de Glaziou



Painel de Leandro Joaquim no antigo Pavilhão, atualmente no Museu: Cena
 Marítima
Painel de Leandro Joaquim no antigo Pavilhão, atualmente no Museu: Pesca à
 baleia na baía de Guanabara
Painel de Leandro Joaquim no antigo Pavilhão, atualmente no Museu: 
Procissão ou Romaria Marítima ao Hospital dos Lázaros 
Painel de Leandro Joaquim no antigo Pavilhão, atualmente no
 Museu: Igreja da Glória
Painel de Leandro Joaquim no antigo Pavilhão, atualmente no Museu: 
Revista Militar no Largo do Paço 







Painel de Leandro Joaquim no antigo Pavilhão, atualmente no Museu
Arcos da Lapa. Observe na frente dos Arcos a Lagoa do Boqueirão, onde
 depois foi construído o Passeio Público 
Portão de entrada, pintura anônima do século XVIII

Entrada do Passeio Público. Observe as plantas nos vasos no alto portão.
Ao fundo se vê a Fonte dos Amores. Karl Wilhelm von Theremin, 1835.
Passeio Publico. Estado antes da reforma de Glaziou. Observe as pirâmides
com um  pequeno lago triangular à volta e a alameda reta que vai da Fonte
 dos Amores para a entrada. Franz Josef Frühbeck, 1818

Panorama do Rio visto de Santa Teresa. Observe o Passeio Público (área de
árvores junto à igreja da Lapa) com muro em vez de gradil e o Morro do Castelo
ao fundo. Observe, também, como ele erapróximo ao mar,  Johann Jacob
 Steinman (1800-1844)

Idem, H. Schmidt, 1834

Idem, Karl Robert Edler von der Planitz (1804-1847)

Praia da Gloria e Centro vistos do adro da Igreja da Gloria. No centro vê-se os arcos da Lapa e à direita o Morro do
 Castelo. Entre os dois, a área boscosa é o Passeio Público, onde se pode ver o terraço com os dois pavilhões de fronte
 ao mar. Raymond Auguste Quinsac Monvoisin, 1847
Passeio Público antes da reforma de Glaziou. Observe a Pirâmide envolvida
por cerca triangular que rodeava o pequeno lago de Mestre Valentim. No fundo
 à esquerda se vê um pavilhão. Joseph Alfred Martinet, 1847
Terraço e Pavilhão. Observe o piso decorado e à.direita o Pavilhão com os
vasos de flores à cima. Ao fundo a Igreja da Glória. Joseph Alfred Martinet,
 meados do século XIX
Terraço e Pavilhão. Observe o Pavilhão e o belo terraço. Ao fundo a Igreja
 da Glória. Louis-Julien Jacottet, 1854

Igreja da Gloria e Praia da Gloria vistos do Passeio Público. Observe o em
primeiro plano o terraço do Passeio com bancos de alvenaria na murada, 
vasos de alvenaria nos cantos e a decoração dos muros e bancos, Eugène
 Ciceri, 1854.
Passeio Público. Observe o Pavilhão no meio do parque e ao fundo a Pirâmide
e depois o terraço com um dos Pavilhões, Pieter Godfred Bertichen (1796-1866)
Terraço e Pavilhão. Observe a Fonte do Menino à esquerda e o mar batendo
junto ao terraço, antes do aterro. Karl Linde, circa 1860-1861
Portão de Entrada, Revert Henrique Klumb, cerca de 1862

Lago na entrada do parque. Ao fundo a Fonte dos Amores, Revert
 Henrique Klumb, cerca de 1862
Bistrô à esquerda da entrada. daqui em diante é depois da reforma
 Glaziou. Revert Henrique Klumb, cerca de 1862
Chalé dos funcionários à direita da entrada. Revert Henrique Klumb,
cerca de 1862
Vista dos jardins, Revert Henrique Klumb, cerca de 1862
Lago, Revert Henrique Klumb, cerca de 1862

Lago e pirâmide, Revert Henrique Klumb, cerca de 1862
Lago e pirâmides, Revert Henrique Klumb, cerca de 1862
Pirâmides, Revert Henrique Klumb, cerca de 1862
Fonte dos Amores. Revert Henrique Klumb, cerca de 1862
Fonte do Menino. Revert Henrique Klumb, cerca de 1862
Terraço, Fonte dos Amores (atrás dos guardas) e Pavilhão, Revert Henrique
 Klumb, cerca de 1862
Terraço e Pavilhão. Observe o piso decorado, Revert Henrique
 Klumb, cerca de 1862

Terraço e Pavilhão. Observe o piso decorado, Revert Henrique
 Klumb, cerca de 1862

Terraço e Pavilhão. Observe o piso decorado, Revert Henrique Klumb,
 cerca de 1862
Terraço. Observe o piso decorado, Revert
 Henrique Klumb, cerca de 1862
Vista desde a entrada. Observe ao fundo uma das pirâmides e a Fonte
 dos Amores ao fundo, 1862

Ponte e lago, vistos da Fonte dos Amores, 1862
Fonte dos Amores à esquerda e Pirâmide à direita, 1862
Pirâmides e ponte, 1862



Terraço e pavilhão, 1862


Lago da entrada com chafariz e Fonte dos Amores (ao fundo). Observe
como são sinuosas as alamedas, Henrique Fleiuss, 1862
Terraço e Pavilhão. Observe o piso decorado, Rosalbino Santoro, 1884
Lago e ponte, 1890
Lago e ponte. A estrutura coberta de hera à direita é uma das pirâmides,
 Marc Ferrez, 1890
Terraço e Pavilhão, 1890
Terraço e Pavilhão. Observe a proximidade do mar antes do aterro, 1890
Passeio Publico. Pavilhões. Aqui já teve o aterro.
Terraço. Observe o piso e a armurada decorados, 1890
Ponte e pirâmide coberta de hera
Ponte e pirâmide coberta de hera
Piramide
Piramides
Terraço e Pavilhão. Ao fundo a cúpula do Palácio Monroe, 1904
Observe a pirâmide coberta de hera e a ponte, 1905


Portão no terraço 1906
Rua do Passeio e Passeio Público, Dunlop, 1906. Observe as árvores no
Passeio Pùblico e o gradil da época
Terraço e Pavilhões. Observe já a distância do mar, Augusto Malta, 1906
Vista aérea Passeio Público. Em primeiro plano os jardins do
Palácio Monroe e depois um dos Pavilhões do Passeio Público, 1905

Vista aérea Passeio Público. Em primeiro plano os jardins do Palácio Monroe
e depois um dos Pavilhões do Passeio Público
Interior do Passeio Público, 1907
Lago, 1907
Lago, ponte e parte da pirâmide coberta de hera, 1907
Ponte, 1908
Passeio Público, interior, 1908
Vista aérea Passeio Público. No primeiro plano o jardim do Palácio Monroe, 1909
Lago e ponte, 1910
Lago, 1910
Lago, 1910
Observe a Pirâmide coberta de hera e a ponte, 1910
Terraço e Pavilhão, 1910
Terraço e Pavilhão, final dos anos 1910
Pessoas andando em frente ao terraço do Passeio Público, 1910
Terraço do Passeio Público. Observe que o mar já esta distante. No fundo,
a cúpula do Palácio Monroe, 1910
Terraço e Pavilhão, 1912

Terraço e Pavilhão. Ao fundo o Palácio Monroe, 1906-1922
Vista aérea do Passeio Público. Observe o terraço e pavilhão, 1906- 1922
Comemoração do dia 15 de novembro, 1910-1914. Observe os pavilhões
Vista aérea. Primeiro o Palácio Monroe e Depois a área verde correspondendo
 ao Passeio Público. Ao fundo os Arcos da Lapa, 1916
Vista aérea. Em primeiro plano a igreja da Lapa, atrás o Passeio Público
onde se pode ver o pavilhão à direita da foto, antes de 1922
Terraço e pavilhão, 1906- 1922
Vista aérea do Passeio Público. Observe o terraço e pavilhão, 1906- 1922
Vista aérea do Passeio Público. Observe o Theatro Cassino na
altura do antigo terraço do Passeio Público e seus jardins
arborizados atrás. Augusto Malta, 1928
Passeio Público, 1929. No centro o Theatro Cassino, com as árvores do
Passeio Público. À direita o Palácio Monroe
Vista aérea do Passeio Público e Praça Paris. No primeiro plano, parte
do Palácio Monroe, depois o Theatro Cassino na altura do antigo terraço
do Passeio Público e seus jardins arborizados atrás. Mais na frente e
 Praça Paris, início anos 1930
Vista aérea do Passeio Público e Praça Paris. O primeiro jardim é o do
Monroe, depois o Theatro Cassino na altura do antigo terraço do Passeio
Público e seus jardins arborizados atrás. Mais na frente e Praça Paris, ca. 1930
Vista aérea do Passeio Público. No Primeiro plano a cúpula do {Palácio
Monroe. Observe o Theatro Cassino, 1922-1938
Theatro Cassino, onde ficava o antigo pavilhão do Passeio Público.
A Rua na frente é a atual Beira-Mar. Anos 1930
Theatro Cassino, 1922-1938
Theatro Cassino, pavilhão esquerdo, 1922-1938
Interior do Passeio Público, Joaquim Coelho de Oliveira, 1931
Portão de entrada, 1935
Portão de entrada,  visto de entrada, 1944
A fonte do Menino, 1944
Fonte do Menino e pirâmide. Observe que a pirâmide está coberta de hera.
 Anos 1940
Fonte do Menino, cerca de 1950-1965

Portão de Entrada, face anterior, em frente à rua do Passeio, olhando para
 dentro do parque (foto do autor)

Portão de Entrada, face anterior, em frente à rua do Passeio, olhando para
 dentro do parque (foto do autor)
Portão de Entrada, face anterior, em frente
à rua do Passeio, olhando para dentro do
 parque (foto do autor)
Portão de Entrada, face anterior, em frente à rua do Passeio, olhando para
dentro do parque. Observe o medalhão. (foto do autor)
Portão de Entrada, face anterior, em frente à rua do Passeio, olhando para
dentro do parque. Detalhe do medalhão de D. maria I e Don Pedro III 
(foto do autor)
Portão de Entrada, face posterior, em frente à rua do Passeio, olhando para
fora do parque (foto do autor)
Portão de Entrada, face posterior, em frente à rua do Passeio, olhando para
fora do parque. Observe o medalhão com as armas do Rio de Janeiro
 (foto do autor)
Área logo após a entrada. Ao fundo se vê o portão. O círculo demarcado
no chão corresponde ao antigo chafariz de Glaziou (foto do autor)
Lado direito do parque. Grande lago oval com ilha no meio (foto do autor)
Lado direito do parque. Grande lago oval com ilhas no meio. A ilha posterior
é a mesma da foto anterior. Em primeiro plano a ilha da Fonte do Velho
 (foto do autor)
Lado direito do parque. Grande lago oval
com ilha no meio. A ilha é a mesma da foto
anterior. Detalhe da da Fonte do Velho.
Observe o vaso de onde cai água no lago
 (foto do autor)

Lado esquerdo do parque. Observe como é estreito aqui o lago. À esquerda
 há um quiosque (foto do autor)
Lado esquerdo do parque. Observe como é estreito aqui o lago. (foto do autor)
Lado esquerdo do parque. Observe ao fundo o lago (foto do autor)
Lado esquerdo do parque. Observe como é estreito aqui o lago. Ponte sobre
 o lago (foto do autor)
Lado esquerdo do parque. Observe o montículo artificial e os bancos de
 alvenaria (foto do autor)
Alameda no parque (foto do autor)
Interior do parque (foto do autor)

Interior do parque olhando para a rua do Passeio (foto do autor)

Interior do parque olhando para a rua do Passeio (foto do autor)

Alameda e jardins (foto do autor)

Interior do parque (foto do autor)

Interior do parque, olhando para a rua do Passeio (foto do autor)

Interior do parque (foto do autor)

Interior do parque à esquerda. Observe o quiosque (foto do autor)

Interior do parque (foto do autor)

Interior do parque (foto do autor)

Interior do parque (foto do autor)
Pirâmide direita, face anterior, e ponte. Ao fundo, Fonte dos Amores
 (foto do autor)
Pirâmide direita, face posterior e ponte. Observe o medalhão na pirâmide
 (foto do autor)
Pirâmide esquerda, face posterior e ponte
 (foto do autor)
Pirâmides, face posterior e ponte. (foto do autor)
Pirâmides, face posterior (foto do autor)

Pirâmides, face posterior  (foto do autor)
Pirâmide. Observe o lago (foto do autor)
Ponte. Ao fundo, Fonte dos Amores (foto do autor)
Ponte. Ao fundo, Fonte dos Amores (foto do autor)
Ponte, olhando para a entrada do parque (foto do autor)
Ponte. Ao fundo, Fonte dos Amores (foto do autor)
Fonte dos Amores. Observe os jacarés entre a vegetação (foto do autor)

Fonte dos Amores. Observe os jacarés
entrelaçados na base e o brasão do
 vice-rei no alto (foto do autor)
Fonte dos Amores. Observe o brasão do
 vice-rei no alto e o pedestal onde ficava
busto de Diana sumido (foto do autor)
Fonte dos Amores. (foto do autor)
Fonte dos Amores. Observe os jacarés entrelaçados na base (foto do autor)
Fonte dos Amores (foto do autor)
Fonte dos Amores. Tanque  e escadaria para o terraço (foto do autor)
Fonte dos Amores. Tanque  e escadaria para o terraço (foto do autor)
Fonte do Menino, localizada no outro lado da Fonte dos Amores. Observe
as pirâmides com o medalhão (foto do autor)
Fonte do Menino. Observe o tonel, o menino e em cima o brasão do
vice-rei (foto do autor)
Fonte do Menino. Observe o tonel e o menino e o brasão. Ao fundo as
 pirâmides (foto do autor)
Fonte do Menino. Observe o tonel e o menino e o brasão (foto do autor)
Fonte do Menino. Observe o tonel e o menino (foto do autor)
Fonte do Menino. Observe o tonel e o menino
 e o brasão (foto do autor)
Fonte do Menino. Observe o tonel e o menino.
A faixa diz "Sou útil inda brincando"
(foto do autor)

Fonte do Menino. Observe o menino
 e o brasão (foto do autor)
Pirâmide, face posterior, vista do terraço. Observe as grades do terraço
 (foto do autor)
Terraço, lado direita. Observar a armurada. (foto do autor)
Terraço. Observar a armurada. (foto do autor)
Terraço. Observar a armurada e a escada (foto do autor)
Terraço. Observe a fileira de árvores (foto do autor)
Terraço (foto do autor)
As Quatro Estações: Primavera. Face posterior
(foto do autor)
 
As Quatro Estações: Primavera (foto do autor)


As Quatro Estações: Primavera (foto do autor)
As Quatro Estações: Verão (foto do autor)
As Quatro Estações: Verão (foto do autor)
As Quatro Estações: Verão. Face posterior
(foto do autor)
As Quatro Estações: Outono (foto do autor)
As Quatro Estações: Outono (foto do autor)
As Quatro Estações: Outono (foto do autor)
As Quatro Estações: Inverno (foto do autor)
As Quatro Estações: Inverno (foto do autor)
Busto de Mestre Valentim (foto do autor)

Busto de Alberto Nepomuceno (foto do autor)
Busto de Castro Alves. Observe o pedestal
 em forma de coluna egípcia (foto do autor)
Busto de Castro Alves. Observe o pedestal
em forma de coluna egípcia (foto do autor)
Busto de Chiquinha Gonzaga (foto do autor)
Busto de Gonçalves Dias (foto do autor)
Busto de Irineu Marinho (foto do autor)
Busto de José Paulo Silva (foto do autor)
Busto de José Plácido de Castro (foto do autor)
Busto de Pedro Américo (foto do autor)
Busto de Pedro Américo (foto do autor)
Busto de Raimundo Correa (foto do autor)
Busto de Rodolfo Bernadelli (foto do autor)
Busto de Victor Meirelles (foto do autor)
Busto (foto do autor)