sexta-feira, 18 de setembro de 2015


BRASIL: RJ: SÃO GONÇALO: 
Capela de Nossa Senhora da Luz - 
 Chapel of Our Lady of Light


1 – Localização:
1º. Distrito Centro. Itaoca. Avenida Praia da Luz (22°47'8.44"S, 43° 4'43.01"O)
2 – Histórico:
A Capela de Nossa Senhora da Luz é considerada uma das mais antigas capelas do país, e pertencia à antiga Fazenda da Luz. Segundo conta a história, o Capitão Francisco Dias da Luz, um português da região do Faro, que residia na Capitania da Bahia e, que teria chegado ao Rio de Janeiro em 1565 com Mem de Sá, teria feito uma promessa à Nossa Senhora da Luz, santa da qual era devoto, que se sobrevivesse a um naufrágio que padecera na Baía de Guanabara, mandaria erguer uma capela em sua homenagem no local onde pisasse em terra firme. Tendo ele sobrevivido ao naufrágio, mandou erigir a igreja de Nossa Senhora da Luz, como forma de agradecimento por ter sobrevivido. Isto explica uma das suas características mais marcantes, que é o fato dela estar localizada a beira mar, apesar de ser costume da época construir as igrejas no interior do território. O Capitão Francisco Dias da Luz, teria, igualmente, construído a Fazenda da Luz e mandado fazer a imagem da santa. Com a morte da maioria de seus descendentes, o Padroado de Nossa Senhora da Luz terminou.
Frei Santa Maria (1772) postula, portanto, que a capela foi construída cerca de 1600 pelo Capitão Francisco Dias da Luz, que teria vindo com Mem de Sá ao Rio de Janeiro (Araújo, 1820), cerca de 1565. No entanto, outros autores mantém o dito capitão como fundador, mas atribuem-lhe uma data bem posterior, colocando a fundação da capela em 1647 e a morte do capitão cerca de 1673. Coincidentemente, a data provável da primeira missa na capela, 1647, seria a mesma da criação da freguesia de São Gonçalo de Amarante, à qual estava subordinada.
“Mais adiante, legoa & mea do Santuario de nossa Senhora das Neves se vè o Santuario da Virgem nossa Senhora da Luz. Vè-se esta Casa da Senhora em hum alegre campo, adornado de frescos arvoredos sylvestres. A este campo, & sitio, aonde a Casa da Senhora está fundada, se chama Itaòca, que na lingua Brasilica quer dizer casa de pedra. He esta igreja da Senhora pequena, mas muyto linda. Fundou esta Casa à Raynha dos Anjos o capitão Francisco Dias da Luz, natural da Cidade de Faro, pela grande devoção, que tinha a nossa Senhora, herdada ab útero matris sua. Porque andando sua mãy pejada delle, foy em romaria visitar o Santuario da Senhora da Luz da Cidade de Tavira [...] & lá pariu ao mesmo Frãcisco Dias, que por nascer na Casa da Senhora tomou o apelido da Luz. Passou Francisco Dias da Luz ao Brasil, & da Bahia foy em companhia dos que foraõ com o general Mendo de Sà [Men de Sá] ao Rio lançar fòra aos Francezes, e jà parece era Capitaõ; casou no Rio com Domingas da Sylveyra filha dos primeyros povoadores, & conquistadores. Depois de casado, & de ter filhos, como tinha fazenda em Itaòca, lá edificou a Casa à Senhora da Luz, e elle enquanto viveu a sérvio, & festejou com seus filhos, & eles continuàraõ com a mesma devoção depois da sua morte. Porèm, acabando-se a mayor parte de sua descendência, se acabou tambem nos seus herdeyros o Padroado da Senhora da Luz [...] Não consta já do anno, em que aquella Igreja se fundou, mas presume-se que haverá alguns cem annos, ou mais, seria pelos de 1600. O mesmo Capitaõ mandou fazer a Imagem da Senhora. Della faz menção o Padre Frey Miguel de Saõ Francisco na sua relação.” (Santa Maria, 1772, Vol. 10, Livro I, Título XVII, pg. 40-42)
[capela] 1.a de N. Senhora da Luz, fundada no Campo de Itaóca pelo Capitão Francisco Dias da Luz , um dos povoadores primeiros , que acompanharam a Mem de Sá no estabelecimento da Cidade.” (Araújo, 1820, vol. 3, pg. 21)
A Fazenda e Capela foram vendidas ao Capitão Pedro Gago de Câmera, que reedificou a capela e paramentou-a de ricos ornamentos.
“Depois já em nossos tempos vendeu aquella fazenda, em que a Casa da Senhora estava fundada, ao Capitão Pedro Gago da Câmera, o qual tornou a reedificar a Casa à Senhora, adornando-a, & aparamentando-a com muytos ricos ornamentos, & enriquecendo-a mais de todos os ornatos, & elle enquanto viveu sérvio tambem à Senhora da Luz.” (Santa Maria, 1772, Vol. 10, Livro I, Título XVII, pg. 40-41)
            O capitão Pedro Gago da Câmera morreu sem descendentes, ficado a capela novamente sem padroado, mas um pescador da Ilha de Paquetá, fiel da santa, faz-lhe a festa e leva o frei Cristóvão da madre de Deus, franciscano do convento de Santo Antônio, do centro do Rio de Janeiro, e descendente do Capitão Francisco Dias da Luz.
Morreu Pedro Gago sem descendencia, & ficou a Casa da Senhora sem Padroeiro algum. Hoje lhe faz a sua festa hum pescador devoto da Senhora, & morador nas Ilhas de Paquetà, visinhas à Casa da Senhora, & por sua grande devoção serve a Senhora com grande zelo. Este na ocasião da sua festa costuma levar a ella com outros a hum Religioso velho (Ex-diffinidor daquella Provincia da Conceyçaõ, & que ainda hoje vive naquelle Convento de santo Antonio, cabeça da mesma Provincia) chamado Frey Christovaõ da Madre de Deos da Luz, filho do primeyro Fundador daquella Casa, que he devotissimo venerador da misericordiosa Senhora da Luz; para que elles celebrem a sua festa, & lhe cantem a Missa ao seu modo da Capucha, & lhe façaõ o Sermão. O que fazem com a licença do Illustrissimo Bispo daquella Cidade, & acabada a solemnidade da festa, fazem procissão, em que tiraõ a Senhora, & a levaõ pelas ruas daquella povoação. E tudo se faz com muyta devoção, & grande concurso.” (Santa Maria, 1772, Vol. 10, Livro I, Título XVII, pg. 40-41)
A imagem de Nossa Senhora da Luz era de madeira e tinha na mão um cetro e o menino Jesus.
He esta soberana Imagem da Senhora da Luz muyto fermosa, & de escultura de madeyra. Tem em seus braços aquelle soberano Deos Menino, [...] Tem a Senhora em sua mão direyta hum scetro em sinal de que he Rainha do Ceo, & da terra, & o ornato do manto de seda, ou de tela, & coroa na cabeça, & tambem o Senhor Menino.” (Santa Maria, 1772, Vol. 10, Livro I, Título XVII, pg. 42)
Os últimos proprietários da fazenda foram José Luiz Saião e depois sua esposa D. Leonor Portugal (falecida no século XVIII) e de Jair da Silva Pessoa. Estava, na época das visitas de Monsenhor Pizarro, asseada, e com bons paramentos, e nela havia uma Pia batismal de pedra mármore muito boa. Há de se observar que o engenho era de aguardente e não de açúcar.
“[Engenho de águardente] 1ª - A que foi de D. Leonor Luiza de Portugal, e hoje de seus herdeiros, na Luz, distante 1. ½ legoa.” (Araújo, 1794)
[capela] 4ª - da Senhora da Luz, no lugar assim chamado, que foi de José Luiz Saião, e depois de sua mulher D. Leonor Luiza de Portugal, hoje falecida. Está asseada, e com bons paramentos, e nela há uma Pia batismal de pedra mármore muito boa, por faculdade que me consta havia de muitos anos. Seus documentos não me foram apresentados, por pouco caso que fazem ordinariamente dos Visitadores, sabendo o Dr. Camisão / que á seu cargo tem a Capela e Fazenda / a necessidade e obrigação de se apresentarem as faculdades para o uso das mesmas Capelas, e tendo sido avisado: e por esta causa determinei com pena de Interdito, que no termo de 15dd, me fôsse apresentado os seus títulos. Mais deste provimento nenhum foi o efeito: e se a Capela continuou a ter uso, ignoro. Dista 1. ½ légua [...] segue-se agora os [engenhos] de Água-Ardente. 1ª - A que foi de D. Leonor Luiza de Portugal, e hoje de seus herdeiros, na Luz, distante 1. ½ legoa [10km, da igreja matriz de São Gonçalo].” (Araújo, 1794)
“Tem faculdade para usar de Pia Baptismal, por concessão do Bispo D. Fr. Antonio de Guadalupe : e a que ahi se collocou de mármore, he das melhores das Igrejas Matrizes, e Capellas do Recôncavo.” (Araújo, 1820, vol. 3, pg. 21)
A escritora inglesa Maria Graham em 1822, ficou encantada com sua beleza e desenhou uma tela da capela e da fazenda que se encontra, atualmente, no Museu Britânico em Londres e deixou registros no seu livro; é o único registro de época.
“O lugar que íamos é Nossa Senhora da Luz, cerca de doze milhas do Rio, porto acima, perto da foz do rio Guaxindiba, o qual rio nasce nas colinas de Taypu [Itaipú] [...] Ao dobrarmos a extremidade da margem, nos deparamos com uma pequena igreja branca, com algumas árvores veneráveis perto dela. [...]” (Graham, 1824, pg. 193)
Em 1872 as terras ao seu redor eram de propriedade do então padre Antônio Ferreira Goulart, depois Cônego Goularte. A capela foi incorporada ao município de São Gonçalo em 1985, e, no ano de 2001, foram realizadas obras de restauração e melhorias no entorno. O altar-mor foi restaurado há alguns anos. No início de 2015, a Imagem histórica de Nossa Senhora da Luz foi roubada, mas foi recuperada. Nossa Senhora da Luz é festejada em 02 de fevereiro.
3 – Descrição:
A capela possui uma orientação geral quase norte-sul, com frente virada para o norte e maior eixo ântero-posterior. O seu adro é cercado por um muro baixo de pedras, com uma grande cruz a nordeste da capela. O seu projeto é simples, sem torre sineira e com fachada em estilo barroco. Na sua fachada anterior há uma varanda com alpendre, com caimento inclinado de telha canal, suportado sobre duas grossas colunas da ordem toscana, com um muro baixo cercando-a, e tendo no centro um pequeno portão; seu piso é de lajota de barro cozido. No centro da fachada, abaixo do alpendre, há uma bela porta de madeira entalhada em cedro vindo da Bahia, no século XVIII. Nos cantos da fachada anterior existe um cunhal de cada lado, encimado por um pináculo. A fachada anterior é encimada por um frontão triangular com um óculo central e uma pequena luz no topo. O lado esquerdo tem uma porta de madeira entalhada e na parte posterior da fachada uma projeção, um pouco mais baixa que a nave e tendo uma porta na sua parede anterior e uma janela na lateral. O lado direito tem na parte posterior da fachada uma projeção, um pouco mais baixa que a nave e tendo uma porta na sua parede anterior e uma janela na lateral. A parede posterior é toda lisa, sem portas ou janelas. As portas externas da nave são madeira maciça, ricamente entalhadas em cedro original da Bahia, datadas do século XVII; a principal porta de entrada é a da varanda, havendo outra na da fachada lateral esquerda.
No interior, a nave é retangular e tem uma pia de pedra na parede posterior à direita da porta e outra na parede lateral esquerda, antes da porta externa. No canto entre a parede anterior e a lateral esquerda, fica uma bela pia batismal de pedra, ainda original. O telhado é constituído de telhas sobre armação de madeira, sem forro; consta que as telhas são as originais, do tempo de fundação da capela, moldadas nas coxas dos escravos. A capela ainda tem seu piso original em pedra. No final da nave, um arco-cruzeiro dá acesso a uma capela-mor um pouco mais baixa e estreita e com teto de forro de madeira algo mais baixo e abobadado. No fundo fica o altar-mor de madeira pintado de branco com detalhes dourados. Este consiste de um nicho central sob uma base um pouco proeminente, ladeado por expansões laterais onde ficam as imagens de São Sebastião (direita) e Nossa Senhora (esquerda). No nicho central fica a imagem de Nossa senhora da Luz. O nicho central é coroado por uma parte artisticamente trabalhada do altar-mor, que vai até o teto da capela-mor. Contornando a capela-mor, fica a sacristia e o confessionário, que se projetam em relação à nave, tendo uma porta de acesso externa de cada lado da nave e uma janela quadrada para o exterior, também de cada lado. Alguns moveis e janelas são originais. O sino foi roubado. A capela possui quatro imagens originais talhadas em madeira, em estilo barroco: Nossa Senhora da Luz, do altar-mor; São Gonçalo de Amarante, de 60cm de altura; Santana (outros dizem ser Santa Catarina) de 52cm; Cristo crucificado de 1m.
A sede da Fazenda da Luz situa-se no alto de uma colina baixa (morro de São João) atrás da capela, com exuberante flora e fauna típicas da região e vista para várias ilhas da Bahia de Guanabara e para serra dos Órgãos. Da antiga fazenda restou apenas a capela, não existindo vestígio da casa. Registros apontam que o primeiro casarão, sede da fazenda, foi demolido e o atual foi construído na década de 40 pelo italiano Giro Pelicano, no mais apurado estilo português. Diz-se que atrás do seu casarão encontra-se, ainda, a entrada de um túnel desativado com pouco mais de 1 metro de altura e atualmente com cerca de 8m de comprimento, datado do tempo da escravidão, além de ruínas da senzala, e lareira, janelas e portas do século XVII e móveis antigos.
4 – Visitação:
A capela está aberta a visitações somente com agendamento pelo tel.: 99434-9535 (Estela); ainda pode ser visitada nas atividades religiosas que nela ocorrem.
5 - Bibliografia
- SANTA MARIA, Agostinho de. Santuário Mariano. Tomo X, Lisboa: Oficina de Antonio Pedrozo Galram, 1722.
- ARAÚJO, José de Souza Azevedo Pizarro e. Visitas Pastorais de Monsenhor Pizarro ao recôncavo do Rio de Janeiro. Arquivo da Cúria e da Mitra do Rio de Janeiro (ACMRJ), Rio de Janeiro, 1794.
- ARAÚJO, José de Souza Azevedo Pizarro e. Memórias Históricas do Rio de Janeiro e das Províncias anexas à Jurisdição do Vice-Rei do Estado do Brasil, vol. 3. Rio de Janeiro: Impressão Régia, 1820.
- GRAHAM, Maria. Journal of a voyage to Brazil and residence there during part of the years 1821, 1822, 1823. Londres: A. & R. Spottiswoode, 1824.
- PALMIER, Luiz. São Gonçalo Cinquentenário. São Gonçalo, 1940.
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Chapel of Our Lady of Light: Brazil, State of Rio de Janeiro, Municipality of São Gonçalo, Itaoca
               A chapel belonging to the farm of Our Lady of Light, erected in 1647. The manoir and other buildings of the farm no longer exist, but the chapel is still in use. The chapel still have many of its primitive characteristics like ancient wrought wooden doors, hand-made tiles, stone floor and some religious statues. 

Imagem Google Earth.
Imagem Google Earth. Veja a proximidade da capela na praia da sede da fazenda no alto da colina
Foto satélite google. Detalhe da anterior.
Pintura feita por Maria Graham, em 1822, mostrando o local
Foto da capela em 1930. Observe que, na frente, há o muro, mas não há as colunas
com o alpendre
Capela. Interior. Capela-mor com altar-mor, antes de 1941
Foto da capela em 1970. Observe que, na frente, já há as colunas com o alpendre
e a grande cruz a nordeste da igreja
Frente e cruz  (foto do autor)
Frente (foto do autor)

Frente (foto do autor)
Frente e lado esquerdo (foto do autor)

Frente. Observe o muro com portão e as colunas (foto do autor)
   
              
                     Porta de entrada, sob o alpendre (foto do autor)
Porta de entrada, sob o alpendre (foto do autor)
Piso de de entrada de lajota de barro cozido, sob o alpendre (foto do autor)
Frente e lado esquerdo  (foto do autor)
Frente e lado esquerdo. Observe a porta lateral (foto do autor)
Lado esquerdo. Observe a porta lateral da nave e a sacristia com porta anterior (foto do autor)
Lado esquerdo. Porta anterior da sacristia (foto do autor)
Lado esquerdo. Sacristia com janela (foto do autor)
Lado esquerdo. Sacristia com janela (foto do autor)
Lado esquerdo. Observe a porta lateral da navericamente entalhada (foto do autor)
Frente e lado direito. Observe a porta anterior da sacristia (foto do autor)
Frente e lado direito. Observe a porta anterior da sacristia (foto do autor)
Lado direito. Observe a porta anterior da sacristia (foto do autor)
Frente e lado direito. Observe a janela lateral da sacristia (foto do autor)
Fundos (foto do autor)
Interior. Nave. Vista da parede de entrada. Observe o teto de telhas sem forro
 (foto do autor)
Interior. Nave. Vista da parede de entrada. Observe no canto direito da foto a
pia batismal 
(foto do autor)
Interior. Nave. Vista da parede de entrada.
Observe o teto de telhas sem forro

 (foto do autor) 
Interior. Nave. Parde direita e anterior (foto do autor)
Interior. Nave. Parde direita (foto do autor)
Interior. Nave. Parde esquerda (foto do autor)
Interior. Nave. Parde esquerda (foto do autor)

Interior. Nave. Canto esquerdo. Pia batismal. Observe o piso de pedras.
Interior. Nave e capela-mor (foto do autor)
Interior. Nave e capela-mor. Observe que asimagens originais foram retiradas
 
(foto do autor)
Interior. Nave e capela-mor (foto do autor)

Interior. Nave e capela-mor. Observe que asimagens originais foram retiradas
 
(foto do autor)





Interior. Nave e capela-mor. Observe a imagem de Nossa senhora da Luz ainda
no altar-mor
Interior. Nave e capela-mor. Observe a imagem de Nossa senhora da Luz ainda
no altar-mor
Interior. Nave e capela-mor. Observe a imagem de Nossa senhora da Luz ainda
no altar-mor

Interior. altar-mor. Observe a imagem de Nossa senhora da Luz
ainda no altar-mor
Interior. Altar-mor. Observe a imagem de Nossa senhora da Luz ainda no
altar-mor
 
Interior. Altar-mor, aqui sem nenhuma imagem 
Imagem original de Nossa senhora da Luz

Imagem original de Nossa senhora da Luz

Imagem original de Nossa senhora da Luz

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