domingo, 24 de agosto de 2014


BRASIL: RJ: RIO DE JANEIRO: 
Fortaleza de São Sebastião do Morro do Castelo - 
 Fortress of Saint Sebastian at Castle Hill


Fortaleza de São Sebastião do Castelo, depois Forte de São Januário 
1 – Localização: 
Município do Rio de Janeiro. Ap 1.1. Centro. Morro do Castelo. Localizava-se no noroeste do dito morro, cerca do ponto de cruzamento da avenida Nilo Peçanha e Avenida Graça Aranha (-22.906409, -43.175297)
2 – Histórico: 
Sua primitiva estrutura remonta à transferência da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, do sopé do morro Cara de Cão para o alto do morro do Descanso (1567), quando o governador Mem de Sá (1567-68) iniciou a construção de uma muralha para a defesa do núcleo urbano, e de um Reduto sob a invocação de São Januário (Reduto de São Januário, 1572), dominando o ancoradouro dos Padres da Companhia de Jesus, (atual praça XV de Novembro), no centro histórico do Rio de Janeiro. Situava-se no lado norte do Morro do castelo a mais de 40 metros de altura, em um ponto correspondente ao cruzamento das atuais avenidas Nilo Peçanha e Graça Aranha. Tinha à sua direita a entrada da barra e à esquerda o interior da baía de Guanabara. Era uma construção modesta, de grande fragilidade em caso de ataque direto. Essas primitivas estruturas, trincheiras e muralhas em taipa de pilão, pedra e cal, estacada e entulho, serão reforçadas ao tempo do governo de Cristóvão de Barros (1573-1575), só sendo concluídas ao tempo do primeiro governo de Martim Correa de Sá (1602-08), que mandou erguer uma grande praça de armas com frente em semicírculos e tendo no fundo uma alta torre para depósito de pólvora.
“O monte de S. Sebastião he o mais elevado dos tres cabeços altos , que se divisam no principio da Cidade , o qual se coroou com a Fortaleza dedicada ao Santo Padroeiro : domina sobre o mar da enseiada , sobre a Cidade , e por toda sua circumferençia : o fogo despedido dos canhoens por qualquer dos sitios ali eminentes, sam temerosíssimos.” (Araújo, vol. 1, pg. 133)
"Derrubada a mata espessa que o vestia, aí construiu Mem de Sá os edifícios do Forte de São Sebastião, origem do nome que tomou o monte, [...]. Cercou a cidade de muros e fosso, localizando-lhe as portas no local onde mais tarde foi o Beco da Música". (Coaracy, 1955)
[...] fundou Martim Correa de Sá ( primeiro desse nome ) uma Fortaleza na eminência do altíssimo monte , que chamam do Castello. Se á sua custa , como referiu Moreri no seu Diccionario , não consta hoje : despresada porém essa obra antigua (cujas paredes subsistem ainda no fundo da Casa que foi da Pólvora , onde em nossos dias próximos , se collocou o Telegrafo , ou Postigrafo ) se construiu outra Praça mais ampla , e regular , dentro da qual e no meio de um espaçoso pateo , todo lageado , foi edificada por Ordem positiva uma sistema famosíssima , e mui alta , que a C. R. de 25 de Setembro de 1711 approvou , e a sua despeza , mandando ao mesmo tempo ir a planta da obra.” (Araújo, vol. 7, pg. 124-125)
“O reducto ou forte de S. Januario teve principio, naturalmente, nas fortificações fundadas por Mem de Sá, e das quais nos falla, vagamente, Gabriel Soares de Sousa.”(Fazenda, pg. 95)
[...] o governador Martim de Sá fez construir uma fortaleza na eminencia do monte, com grande circumferencia, diz Rocha Pita, e feita em um semicírculo pela parte da cidade, e pela outra fechada com a torre da polvora. Esta obra de defesa foi cerca de cem annos depois despresada, e ahi se collocou em tempos muito mais proximos o telegrapho, tendo sido antes de 1711 construída outra praça mais ampla e mais regular, dentro da qual, e no meio do um espaçoso palco, se abrio uma profunda e famosa cisterna.” (Macedo, vol.2, pg. 214-215)
Esse conjunto defensivo encontra-se identificado no mapa de Jacques de Vau de Claye ("Le vrai pourtrait de Geneure et der cap de Frie par Jqz de vau de Claye", 1579), tendo como estruturas principais "le fort de hault" (o forte do alto), artilhado com duas peças, defendendo a enseada da Glória, uma bateria com uma peça, cobrindo o lado oposto (atual praça XV de Novembro), e "le fort de la [ilegível]", depois Forte de São Tiago da Misericórdia, artilhado com duas peças. Esta primitiva muralha da cidade, com um perímetro de 1.408 metros, e o Forte de São Tiago, encontram-se cartografados por João Teixeira Albernaz, o velho ("Capitania do Rio de Janeiro", 1631). Martim de Sá, em maio de 1624, com a invasão holandesa à Bahia, temendo também um ataque ao Rio de Janeiro, começou a fortificar a cidade com trincheiras
“Com despeza da sua fazenda construiu mais regularmente ou de novo os Fortes de Santa Cruz [no local onde posteriormente foi ereta a Igreja de Santa Cruz dos Militares], e de S. Tiago; e o de S. Sebastião deveu-lhe o seu primeiro fundamento.” (Araújo, vol. 2, pg. 214)
“O seu Successor Martim Corrêa de Sá, herdando todas as virtudes heroicas de seus progenitores, creadores deste vasto Imperio, levantou as Fortalezas de Santa Cruz, S. Tiago, e S. Sebastião, feitas unicamente de barro e madeira, para constituir defensavel e segura a sua Capital.” (Lisboa, vol. 1, pg. 348)
Em 1662 o Governador Pedro de Melo (1662-1666) faz-lhe consertos. Durante o século XVII, o forte não conheceu grandes melhorias, o que foi incentivado pela relativa tranqüilidade que a cidade desfrutava, sem ataques e maiores problemas.
Em 1707 havia sido o forte escolhido para servir de depósito da pólvora da cidade (a pólvora vinha de Portugal e só em tempos posteriores foi ela fabricado no Brasil); nessa fortaleza permaneceu a guarda da pólvora até que o conde da Cunha (1763-1767) a removeu para ailha de Santa Barbara.
“Poucos annos antes era a polvora depositada em varios pontos da cidade. principalmente no trapiche de Francisco da Motta, hoje da Ordem: mas em 1705 o govunador chamou a attençãoda metropole para o perigo a evitar, visto como o bairro daPrainha já apresentava grande número de habitações.Pela determinação de 7 de Novembro de 1707, havia sidoo forte de São Januario escolbido para o competente deposito.Nesse ponto permaneceu a guarda desse material de guerra atéque o conde da Cunha o removeu pam a ilha de Sancta Barbara.A polvora. vinha do Reino. Só em tempos posteriores foi ella fabricado no Brasil.” (Fazenda, pg. 96)
Tudo mudou depois das invasões francesas de 1710 e 1711, onde a precariedade e desorganização da defesa acabou deixando a cidade em maus lençóis, capitulando e tendo de pagar resgate para recobrar sua liberdade. Quando da invasão docorsáriofrancêsJean-François Duclerc (agosto de 1710), o Forte de São Sebastião recebeu-o no antigo largo da Ajuda (Praça Marechal Floriano, Cinelândia) com uma carga de tiros de artilharia de pequeno calibre, mas com pouco efeito.
Acossado o Exercito [de Duclerc] com choques repetidos, mais se apressava por entrar a Cidade, na esperança de conseguir ahi o remate da sua feliz campanha pelo bom effeito das armas, cujos echos atroavam o âmbito da povoação, sem que as descargas inutilmente disparadas da Fortaleza de S. Sebastião, quando se aproximava à Igreja de N. Senhora da Ajuda [Cinelândia], lhe embaraçasse a marcha pela rua do Parto [Rua Miguel Couto] à Praça do Carmo [Praça XV], onde fizeram alto.” (Araújo, vol. 1, pg. 31)
Finalmentefoi o primeiro encontro taõ valerosamentedisputado, que soffrendo hum grande fogode huma, e outra parte, se augmentoueste com os tiros de artilharia de bala miúda doForte de S. Sebastião, que estava ao cargode José Correa de Castro...”. (Araújo, vol. 1, pg. 41)
Reconstruída a partir de1710por determinação do governador da capitania, Francisco de Castro Morais (1710-1711), a sua artilharia foi reforçada com peças oriundas da Fortaleza de São João. Desse modo, ao tempo da invasão do corsário francês René Duguay-Trouin (Setembro de 1711), encontrava-se artilhada com apenas cinco peças deferroebronzede diferentes calibres, sob o comando do capitão José Correa de Castro, ao passo que o Reduto de São Januário contava com onze peças e o Forte de São Tiago com outras cinco. Nas narrativas de Chancel de Lagrange sobre a tomada do Rio de Janeiro, em 1711, o forte foi denominado pelos franceses de Forte Vermelho e, diferente do que citou Barretto, ele mencionava a presença de 10 peças de artilharia:
o de São Sebastião ou o Castelo, que cognominamos o Forte Vermelho ou dos Jesuítas, fica no alto de uma colina que denomina a cidade, a várzea, o ancoradouro e a barra. É quadrado em sua configuração, possuindo um fosso e dez peças de poderosos canhões de ferro fundido, de sorte que passa por ser um dos elementos de maior eficácia na defesa local.” (De Lagrange, pg. 57)
A fortaleza trocou tiros com os franceses mas sem grandes danos para nenhum dos lados.
“[...] e en trese do dito [setembro de 1711] puseraõ todos os navios en hum cordão da Ponta das Baleas até San Chriatovaõ, e logo fizeraõ huma bateria na mesma fortaleza da ilha (que nos a fizemos para nosso mal) e fizeraõ outras, huma junto da Ponta de San Bento, e outra para o meio da ilha com seus morteiros para as bombas, e en quatorze comesaraõ atirar para a fortaleza de San Sebastião com balas, e bombas da qual se retirou a pólvora para o Collegio, e Sé por amor das bombas [...](Araújo, vol. 1, pg. 54)
“Na Ilha das Cobras trabalhava o inimigo de noite , e de dia , fazendo ataques , e assentando artilharia , e morteiros para bombas. Em Saõ Bento , onde era Cabo o Bocaje , se pozeraõ algumas peças de contrabataria ; e da mesma sorte na Fortaleza da Sé de S. Sebastião , que governava José Correa , Governador que foi de S. Thomé. Foraõ passando os dias , que vaõ até sexta feira, sem mais operação , que peças vão , e peças vem , e de mistura algumas bombas ; porém sem morte de gente.”(Araújo, vol. 1, pg. 62)
“[...] achando os inimigos a ilha [das Cobras], e seo Forte sem guarnição, na manhan do dia seguinte treze de Setembro [Duguay-Trouin] a occupou, montando-lhe logo trinta e duas peças de artilharia, que havia tirado da náo Barroquinha, que o mesmo inimigo havia livrado do incêndio, e quatro morteiros, com que começou a bater, naõ só a Fortaleza de S. Sebastião, que serve de Castello à Cidade, e onde está o Armazém da pólvora [...](Araújo, vol. 1, pg. 78)
“Amanheceo o dia desanove do mesmo mez [setembro], locando o inimigo a arvorada com toda a artilharia, tanto das baterias que tinha em terra, como de huma Náo de linha, que avisinhou ao Mosteiro de S. Bento, desparando quantidade de balas, e bombas; naõ só contra a Fortaleza de S. Sebastião, mas avulsas, e sem ponto fixo para toda a Cidade sem cessar, até as tres horas do dia seguinte vinte de Setembro, sem fazerem mais algum damno [...]”.(Araújo, vol. 1, pg. 83)
O Morro do Castelo é bombardeado pelos franceses.
No domingo 20 de setembro, desde a alvorada, recomeçaram nossos canhões, com o Le Mars amarrado a atirar contra a cidade e suas fortificações, sèriamente danificando o Mosteiro de S. Bento e sua bateria...Destruiu o bombardeio grande número de casas na cidade, atingindo, também, o Castelo; o que compeliu, então, ao restante da população a, açodadamente, abandoná-la [...](De Lagrange, pg. 69)
No entanto, por ordens do mesmo governador, a fortaleza não ofereceu grande resistência ao invasor, sendo evacuada, juntamente com a cidade.
[...] mandou o dito Governador [Francisco de Castro Morais ] pelo Ajudante Manoel de Macedo Pereira hum recado a José Correa de Castro, Governador que foi de S. Thomé, e nesta occasiaõ tinha a seo Cargo a Fortaleza de S. Sebastião, que largasse a dita Fortaleza [...]”. (Araújo, vol. 1, pg. 86)
O Morro do Castelo é tomado pelo corsário francês René Duguay-Trouin em 1711, que o transforma em seu alojamento
“Escalamos, em seguida o morro, até o Colégio da Companhia, um dos mais grandiosos edifícios existentes nesta parte das Índias, composto de duas soberbas igrejas. Aí estabelecemos um alojamento.” (De Lagrange, pg. 71)
Em 1713, o antigo baluarte cederia lugar a uma construção muito maior e mais sólida, que recebeu o nome de Forte de São Januário. Dentre as melhorias introduzidas, construiu-se na praça de armas uma torre para depósito da pólvora. Por sua semelhança com estruturas medievais, acabou recebendo a alcunha popular de castelo, o que acabou finalmente mudando o nome do morro de São Januário para aquele de Castelo. Em 1718, contava com 24 canhões, sendo 4 de bronze. Em 1735, servia de paiol de pólvora da cidade. Sob os governos do Vice-rei Marques do Lavradio (1769-1778) e Conde de Resende (1790-1801), a fortificação foi melhorada e ampliada e o primeiro expulsou de perto da fortaleza que sem título de posse construíam moradias perto da fortaleza.
[...] marquez de Lavradio (vulgo o Gravata). que em comêço tambem de govêrno fez o mesmo, no morro do Castello, onde perto das fortificações arruinadas haviam da noite para o dia. espertalhões sem titulo de dominio levantado moradias. Era tal o estado de abandono da antiga e primitivasede da cidade, que desertores, negros fugidos e quilombolas alli se acoutavam, graças aos densos e curados capoeirões.” (Fazenda, pg. 95)
[...] a indifferença dos antecessores de Lavradio fez, do antigo morro do Descanço, morro de S . Sebastião, alto da cidade, monte da Sé Velha, um Jogar temeroso e desprezado, e foi esse vicerei, além de muitos serviços prestados ao Rio de Janeiro, quem levantou os derrocados muros do forte de S. Januario, no morro do Castello, que tambem por isso tomou o nome desse sancto, principalmente na parte comprehendida entre os fundos da igreja de S. Sebastião (hoje Cova da Onça), ladeira do Poço do Porteiro [Ladeira do Seminário] e toda a aba que cai para a Ajuda e Sancta Luzia.” (Fazenda, pg. 95)
“Reformadas pelo Marquez de Lavradio, estão ambas desmantelladas, servindo a primeira [São Sebastião] para os signaes telegráficos da barra a para cidade, e a outra [São Januário] de habitação particular.” (Souza, pg. 110)
Esta fortificação apresentava planta na forma de um polígono retangular com dois baluartes pequenos nos vértices protegendo o portão de acesso no meio, um pequeno revelim externo defronte desse portão e outro, de maiores proporções cobrindo a vertente da antiga praia do Cotovelo (ao final da rua da Misericórdia). O calabouço, prisão de escravos, foi para aí transferida do Forte São Tiago para o Forte São Sebastião, ao lado esquerdo do portão. Em 1775 foi instalado Telégrafo Semafórico que existiu até a demolição do morro. O vice-rei Don Luís de Vasconcellos (1778-1790) transferiu para o forte a oficina de fogos artificiais de guerra; removido, posteriormente, o laboratório para Campinho, foram concedidos para habitação de militares os predios ali existentes.
“Luiz de Vasconcellos [...] Foi este ultimo vice-rei quem passou da praia de Sancta Luzia a officina de fogos artificiaes de guerra para o antigo reducto, oficina que por algum tempo ahi permaneceu até ser transferida para o Campinho.” (Fazenda, pg. 97)
“Removido o laboratorio, foram concedidos para habitação de familias de militares os predios ahi existentes. Nos relatorios dos ministros da Guerra figuram, ainda hoje, essas casas como proprios nacionaes a cargo desse ministerio.” (Fazenda, pg. 98)
“Mais tarde, foi o calabouço [prisão onde eram castigados os escravos] transferido para o Morro do Castello dentro da fortaleza de S. Sebastião, ao lado esquerdo do portão, em cuja parte superior está a data 1713.” (Fazenda, pg. 99)
A fortaleza foi desarmada provavelmente ao tempo do Período Regencial em 1831. Durante a Questão Christie (1862-1865) foram feitos novas reformas na fortificação. Foram instalados duas baterias no Morro. As baterias eram formadas pela bateria do Hospital (armada com um canhão Bange) e a bateria do Pau de Bandeira (armada com um canhão Whitworth de 70 e outro de 32 libras). Este conjunto ficou conhecido como Forte do Castelo, na época sob o comando do Capitão Borges Fortes. Durante a Revolta da Armada contra Floriano Peixoto (1893-1894), evacuaram-se os moradores do Morro do castelo, construíram-se barricadas com sacos de areia e instalou-se no alto um grande canhão. Após a revolta da Armada as baterias perderam suas funções e seus canhões foram esquecidos até serem transferidos para Bahia, em 1917, no contexto da guerra dos Canudos; o canhão Withworth de 32 libras ficou conhecido como a célebre “matadeira”. A partir de 1895 abrigou uma Estação Semafórica, destinada à comunicação, por bandeirolas, da Fortaleza de Santa Cruz da Barra, do movimento de embarcações na barra da baía de Guanabara.
[...] dessas fortalezas restão pois unicamente vestígios, e no leito da primeira que se construira no Castello, vê-se hoje um jardim modesto que em letras de verde relva se annuncia dedicado ao bello sexo pelo director do telegrapho alli levantado...Com effeito, o telegrapho do Castello com seu jardinzinho e seu pateo, suas ruas e sua fonte, e sobretudo com a sua feliz situação avassallando a cidado do Rio do Janeiro e a magnifica bahia de Nictheroy, é um dos mais frequentados e estimados passeios da capital, e principalmente aos domingos e dias feriados não ha tarde em que uma multidão festiva, ruidosa de contentamento, o attrahida pelo mais formoso panorama, não vá aproveitar-se das innocentes c suavíssimas delicias que lhe facilita o sempre obsequiador coronel Gabizo, alli no throno dos seus estados telegraphicos.(Macedo, vol.2, pg. 215)

No interior do velho forte construíram-se casas e as paredes foram tomadas pela vegetação. Desapareceu em 1922 com o desmonte do morro do Castelo.
3 – Descrição: 
          A fortaleza tinha uma orientação geral quase leste-oeste, com portão principal no lado oeste e maior eixo neste sentido. Ela tinha a forma de um polígono retangular com dois baluartes pequenos nos vértices nordeste e sudeste, com uma guarita encima de cada uma das pontas; os baluartes protegiam o portão de acesso no meio meio da muralha leste, havendo um pequeno revelim externo defronte desse portão. A porta de entrada tinha a forma de um arco, tendo no alto um frontão, com volutas barrocas e era ladeado em ambos os lados por cunhais. O lado oeste possuía uma guarita nos cantos noroeste e sudoeste, com um revelim externo de maiores proporções que o anterior.
4 – Visitação: 
           Impossível, foi demolido com o arrasamento do Morro do castelo em 1921-1922.
5 – Bibliografia:
DE LAGRANGE, Louis Chancel. A tomada do Rio de Janeiro em 1711 por Duguay-Trouin. Rio de Janeiro: Departamento de Imprensa Nacional, 1967
ARAÚJO, José de Souza Azevedo Pizarro e. Memórias Históricas do Rio de Janeiro e das Províncias anexas à Jurisdição do Vice-Rei do Estado do Brasil, vol. 1, 2 e 7. Rio de Janeiro: Impressão Régia, 1820.
LISBOA, Bathasar da Silva. Annaes do Rio de Janeiro. Vol. 1. Rio de Janeiro: Seignot-Plancher e cia, 1834.
MACEDO, Joaquim Manoel de. Um passeio pela cidade do Rio de Janeiro, vol 2. Rio de Janeiro: Typografia de Candido Augusto de Mello, 1863.
AZEVEDO, Moreira de. Rio de Janeiro. Sua história, monumentos, homens notáveis, usos e curiosidades. Vol. 1. Rio de Janeiro: B. L. Garnier, 1877.
SOUZA, Augusto Fausto de. Fortificações no Brazil. RIHGB, vol 48, 1885.
FAZENDA, José Vieira. Antiqualha e memorias do Rio. RIHGB, vol. 140, 1921.
COARACY, Vivaldo. Memória da Cidade do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1955.
CRULS, Gastão. Aparência do Rio de Janeiro. 3ª ed. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1965.
COARACY, Vivaldo. O Rio de Janeiro do Século XVII. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1965.
FERREZ, Gilberto. Organização da Defesa: Fortificações. RIHGB, vol. 288, 1970.
GERSON, Brasil. História das Ruas do Rio. 5ª. ed. Rio de Janeiro: Editora Lacerda, 2000.
RIOS, Adolfo Morales de los. Evolução Urbana e Arquitetônica do Rio de Janeiro, nos séculos XVI e XVII (1576-1699). RIHGB, vol. 288, 1970.
NONATO, José Antônio; SANTOS, Núbia Melhem. Era uma vez O Morro do Castelo. Rio de Janeiro: IPHAN, 2000.
FRAGOSO, Augusto Tasso. Os Franceses no Rio de Janeiro3ª ed. Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército Editora,  2004.
http://www.jblog.com.br/rioantigo.php?itemid=18233

Reduto da Sé ou de São Januário depois Bateria de São Januário (1572, 1713)
O governador Mem de Sá (1567-68) iniciou a construção de uma muralha para a defesa do núcleo urbano, e de um Reduto (Bateria da Sé, 1572), na parte sul do Morro do Castelo, por sobre a praia de Santa Luzia. Essa primitiva estrutura era formada de trincheiras e muralhas em taipa de pilão, pedra, óleo de baleia e cal, estacada e entulho. Ele era artilhado com uma peça, como ilustrado no mapa de Jacques de Vau de Claye ("Le vrai pourtrait de Geneure et der cap de Frie par Jqz de vau de Claye", 1579), que registra a cidade do Rio de Janeiro e suas defesas. Após a invasão do corsário francês Jean-François Duclerc (Agosto de 1710), por ordem do governador da capitania do Rio de Janeiro, Francisco de Castro Morais (1710-1711), em 1711, o reduto de São Januário foi reconstruído pelo capitão Francisco Dias da Luz, em taipa de pilão e paliçada, e a sua artilharia reforçada com onze peças, ao tempo da invasão do corsário francês René Duguay-Trouin (Setembro de 1711). Uma fonte francesa coeva, entretanto, indica que se encontrava artilhado com dez peças.
“Em defensa das entradas desde o interior da Gavia até a Cidade , em meio de cujo caminho fica o desembarque franco na Enseiada de Botafogo , acha-se era meio do monte ( pela parte do Convento da Ajuda por onde se vai á Igreja de S. Sebastião , e fora assento primeiro da Cathedral , que porisso se intitula Sé Velha ) outro Reducto dedicado á S. Januário, onde se estabeleceu o Laboratório dos Fogos artificiaes. Ignora-se o autor, e o anno d'essa obra, que se presume erecta depois da primeira entrada dos Franceses, passando pela estrada visinha , que hoje se diz Rua dos Barbonios : entretanto conhecem todos a importancia da sua conservação pela vantagem do sitio , que cobre o desembarque nas praias de Santa Luzia á de N. Senhora da Gloria. O Vice Rei Marquez fortificou-o de novo, fazendo-o mais defensável.” (Araújo, 1820, 126-127)
O Morro do Castelo é tomado pelo corsário francês René Duguay-Trouin em 1711, que o transforma em seu alojamento.
“Escalamos, em seguida o morro, até o Colégio da Companhia, um dos mais grandiosos edifícios existentes nesta parte das Índias, composto de duas soberbas igrejas [...] Ordenou ele [Duguay-Trouin], em seguida, que fôsse uma companhia tomar posse da fortaleza de Santa Luzia e de uma bateria rasa [provavelmente este Reduto da Sé], perto da Catedral.” (De Lagrange, pg. 69, 71)
Em 1713 a bateria foi reconstruída.
“Pouco mais ou menos nesta mesma época [1713], isto é, logo depois do ataque da cidade do Rio do Janeiro pelos franceses commandados por Duclerc, levantou-se um reducto que cobria o desembarque nas praias de Santa Luzia [Rua Santa Luzia], e de Nossa Senhora da Gloria [Praia da Glória], e como fosse dedicado a S. Januario, deu-se a essa parte do monte que fica da igreja de S. Sebastião, ou Sé-Velha, para o lado do convento da Ajuda [Cinelândia] o nome de S. Januario ; mas houve por isso mesmo não pouca gento que chamasse indistintamente todo o morro ora do Castello, ora d e S. Januario.” (Macedo, vol. 2, pg. 215)
“Depois das invasões francezas foi elevada uma outra, mais para o sul, afim de bater a pria de Santa-Luzia, e deu-se-lhe o nome de São-Januário.” (Souza, pg. 110)
No governo do Marques do Lavradio (1769-1778) foi ampliada.
“Reformadas pelo Marquez de Lavradio, estão ambas desmantelladas, servindo a primeira [São Sebastião] para os signaes telegráficos da barra a para cidade, e a outra [São Januário] de habitação particular.” (Souza, pg. 110)
Sob o governo do Vice-rei Conde de Resende (1790-1801), foi novamente reparada e reforçada. Em 1885, esta estrutura, desmantelada, servia de residência particular. Em 1922, desapareceu com a demolição do Morro do Castelo.
Bibliografia
ARAÚJO, José de Souza Azevedo Pizarro e. Memórias Históricas do Rio de Janeiro e das Províncias anexas à Jurisdição do Vice-Rei do Estado do Brasil, vol. 7. Rio de Janeiro: Impressão Régia, 1820.
MACEDO, Joaquim Manoel. Um passeio pela cidade do Rio de Janeiro, vol 2. Rio de Janeiro: Typographia de Candido Augusto de Mello, 1863.
SOUZA, Augusto Fausto de. Fortificações no Brazil. RIHGB, vol 48, 1885.
COARACY, Vivaldo. O Rio de Janeiro do Século XVII. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1965
CRULS, Gastão. Aparência do Rio de Janeiro. 3ª ed. Rio de Janeiro: ed. José Olympio Editora, 1965.
DE LAGRANGE, Louis Chancel. A tomada do Rio de Janeiro em 1711 por Duguay-Trouin. Rio de Janeiro: Departamento de Imprensa Nacional, 1967
GERSON, Brasil. História das Ruas do Rio5ª. ed. Rio de Janeiro: Editora Lacerda, 2000.
NONATO, José Antônio; SANTOS, Núbia Melhem. Era uma vez O Morro do Castelo. Rio de Janeiro: IPHAN, 2000.

Fortress of Saint Sebastian (Saint January) of Castel Hill: Brazil, Rio de Janeiro State, Municipality of Rio de Janeiro, downtown
        It was a fortress erected over the Castel Hill to defend the city. After the conquest of Rio de Janeiro by the french pirate Duguay-Troian in 1711, it was reformated and expanded, In 1831 it was abandoned and was demolished in 1822 with the rasing of Castel Hill. 
Maquete mostrando o Morro do Castelo e, a noroeste, a Ponta do Calabouço. Escala 1/770. No extremo noroeste o Forte de São Thiago. No centro o Colégio dos Jesuítas e a Igreja de Santo Inácio. À sudeste o Forte de São Thiago e lá trás a Igreja de São Sebastião, tendo à sua esquerda a bateria de São Januário
    
Vista do satélite google. Em amarelo a área aproximada do Morro do Castelo. 1. Antiga localização da Fortaleza de São Sebastião; 2. Antiga localização da Igreja de Santo Inácio e Colégio dos Jesuítas; 3. Antiga localização da Igreja de São Sebastião. 4. Santa Casa da Misericórdia; 5.  Igreja da Misericórdia (Nossa Senhora do Bonsucesso); 6. Forte de São Tiago (atualmente parte do Museu Histórico Nacional); 7. Igreja de Santa Luzia; 8. Antiga localização do Seminário São José; 9. Antiga localização dç Convento da Ajuda; 10. Antiga localização das Portas da Cidade
Detalhe do mapa Centro do Rio de Janeiro, João Massé, 1713. A. Fortaleza de São Sebastião; B. Reduto de São Januário; C. Igreja de santo inácio e Colégio dos Jesuítas; D. Igreja da Misericórdia (Nossa Senhora do Bonsucesso)
E. Forte de São Tiago (atualmente parte do Museu Histórico Nacional).
Detalhe do mapa do Rio de Janeiro, 1750. Misericórdia: Santa casa de Misericórdia no Rio de Janeiro; Colégio dos
Jesuítas: Igreja de santo Inácio e Colégio dos Jesuítas. Forte São Tiago: área do atual Museu histórico Nacional.
Observe que a Rua Santa Luzia era ao lado da praia, antes do aterro da região.
Detalhe do mapa do Rio de Janeiro, 1767. Castelo: Forte São Sebastião; Colégio dos Jesuítas: Igreja de Santo Inácio
 e Colégio dos Jesuítas. Sé Velha: Igreja de São Sebastião. Palácio: Paço Imperial (Praça XV); Carmo: Igreja de Nossa
Senhora do Carmo; Misericórdia: Santa Casa de Misericórdia (Rua Santa Luzia); São José: Igreja de São José;
Rua do Parto: Rua São José; Rua da Cadeia: Rua da Assembléia; Rua do Cano: Rua 7 de Setembro.

Detalhe do Mapa Centro do Rio de Janeiro, Francisco João Roscio, 1769. C. de São Sebastião: Fortaleza de São Sebastião; Sé Velha: Igreja de São Sebastião; Calhabouço: Forte de São Tiago (atualmente parte do Museu Histórico Nacional). Logo ao sudeste da Fortaleza, Igreja e Colégio dos Jesuítas; Conv. Ajuda: Convento da Ajuda (atual Cinelândia); Santa Luzia: Igreja de Santa Luzia; Observe a muralha da cidade.
Detalhe do mapa Centro do Rio de Janeiro, Luis dos Santos Vilhena, 1775. 3. Convento da Ajuda (atual Cinelândia);
4. Seminário de São José (local do museu de Belas Artes); 5. Igreja de Nossa Senhora da Lapa;  6. Igreja de São Sebastião; 7. Igreja de Santo Inácio e Colégio dos Jesuítas; 8. Fortaleza de São Sebastião.
Detalhe do mapa de José Correia Rangel de Bulhões, 1796. 1. Igreja de santo Inácio e Colégio dos Jesuítas; 2. Fortaleza de São Sebastião; 3. Igreja de São Sebastião. 4. Reduto de São Januário; 5. 5. Forte de São Tiago Observe as ladeiras de acesso ao morro: Ladeira do Seminário (sul), Ladeira da Misericórdia (nordeste) e Ladeira do Colégio (noroeste)
Detalhe do mapa centro do RJ, 1808-1812. Observe as cotas de altitude com 2 cumes, um junto à Fortaleza de São Sebastião e outro junto à  Igreja de São Sebastião. Observe duas das ladeiras de acesso ao morro: Ladeira do Seminário (sul) e Ladeira da Misericórdia (nordeste). 4.  Fortaleza de São Sebastião; 5. Forte de São Tiago (Ponta sudeste do mapa); 9. Igreja de santo Inácio e Colégio dos Jesuítas; Igreja de São Sebastião no cume sudoeste do mapa.
Detalhe do mapa Centro do Rio de Janeiro, Luis dos Santos Vilhena, 1775. 1. Forte de São Tiago (atualmente parte do Museu Histórico Nacional), na extrema esquerda do mapa; 2. Santa Casa de Misericórdia (Rua Santa Luzia); 3. Igreja de Nossa senhora do Bonsucesso (da Misericórdia); 6. Igreja de Santo Inácio e Colégio dos Jesuítas (Observe saindo à sua direita a ladeira do Colégio); 7. Fortaleza de São Sebastião; 8. Convento de Santa Teresa; 9. Igreja de São José; 11. Palácio dos Governadores (Paço Imperial); 12. Convento do armo (extrema direita da foto); 13. Praça XV de Novembro.
Mapa da Fortaleza de São Sebastião, Padre Diego Soares, 1730. Observe os baluartes nos dois extremos da muralha do lado esquerdo (lado leste) da foto e o portão principal entre eles. Em cada um dos baluartes há uma  guarita, além  de outros 3 nos cantos do lado direito da foto (lado oeste). Observe, também, umas casas construídas dentro da fortaleza.
Vista desde a Igreja da Glória, detalhe de pintura de Jean Baptiste Debret, antes de 1861. Vê-se no centro o Morro do Castelo com a Fortaleza de São Sebastião e à esquerda a Igreja de Santo Inácio e o Colégio dos Jesuítas ,
Vista do Covento de São Bento, detalhe de pintura de Jean Baptiste Debret, antes de 1861. Vê-se o Morro do Castelo com a Fortaleza de São Sebastião à esquerda e a Igreja de São Sebastião no centro. Logo abaixo a Igreja de Santa Luzia e na extrema direita a Ponta do Calabouço,
Morro do Castelo visto do Morro de Santo Antônio. Detalhe de pintura de Desmons Iluchar, 1855. Vê-se ao fundo o Morro do Castelo: à direita e a Igreja de São Sebastião e à esquerda a Fortaleza de São Sebastião.
Morro do Castelo, detalhe de pintura de Jan F. Schütz, século XIX. Vê-se o Morro do Castelo com a Fortaleza de São Sebastião à direita e a Igreja de Santo Inácio e o Colégio dos Jesuítas à esquerda

Morro do Castelo. Restos da muralha, cerca de 1920

Fortaleza de São Sebastião, 1920. Observe o baluarte sudeste com a ruína da
guarita e o portão no centro da muralha.
Fortaleza de São Sebastião, 1920. Parte da muralha e casas.
 Fortaleza de São Sebastião, pintura de Gustavo Dall'Ara,
 fins sec XIX-início sec XX
Fortaleza de São Sebastião, Augusto Malta, 1914. Observe o baluarte sudeste
com a ruína da guarita e o portão no centro da muralha.

Fortaleza de São Sebastião, 1921. Observe o baluarte sudeste e o portão
no centro da muralha tendo no alto um frontão decorado com volutas.
Sobre o baluarte vê-se arbustos crescendo e mais adiante um casarão.
Fortaleza de São Sebastião, Julio Ferrez, 1920. Observe o portão no centro da
muralha, com  com porta em arco e tendo no alto um frontão decorado
Fortaleza de São Sebastião, antes de 1922. Observe o portão no centro da
muralha, com  com porta em arco e tendo no alto um frontão decorado
Fortaleza de São Sebastião. Caixa d'água, Augusto Malta, 1922
Casas no interior do abandonado Forte de São Sebastião. Augusto Malta, 1922
Telégrafo semafórico pintado pelo médico anônimo da Fragata francesa
Vênus, 1837.
Telégrafo do Morro do Castelo, pintura de Pieter Godfred Bertichen, cerca de 1856. Vê-se o  telégrafo semafórico e na extrema direita, na borda do morro as torres sineiras da Igreja de São Sebastião.
Telégrafo semafórico, Eliseu Visconti, 1903


Interior da Fortaleza de São Sebastião, antes de 1922,
vendo-se o Mastro do telégrafo semafórico
Morro do Castelo Augusto Malta, 1920. Telégrafo
semafórico

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

BRASIL: RJ: RIO DE JANEIRO: 
Morro do Castelo - 
 Castle Hill

1 - Localização: 
Era um antigo morro que foi demolido em 1921-1922 e situava-se no centro da Cidade do Rio de Janeiro, no local da atual Esplanada do Castelo, entre a Avenida Rio Branco (oeste), Rua Santa Luzia (oeste), Rua da Misericórdia (leste) e São José (norte). Seu centro seria cerca de -22.907445, -43.173513.
2 - Histórico: 
Denominado inicialmente de Morro do Descanso, segundo alguns devido a árdua conquista que os portugueses tiveram para ocupá-lo, e depois Morro de São Januário, do Alto da Sé, do Alto de São Sebastião e por último de Morro do Castelo. 
O morro do Castello não se chamou, nem havia razão para ser chamado do Castello nos primeiros tempos. O padre Simão de Vasconcellos, fallando da fundação do collegio dos jesuítas na cidade de S. Sebastião do Rio de Janeiro, não dá nome ao sitio onde se estabeleceu o collegio, e a carta regia da rainha regente , que permittio tal fundação, diz apenas « um segundo collegio na capitania de S. Vicente » ; e assim o diz, porque o Rio de Janeiro estava dentro dos limites dessa capitania. Morro de S. Sebastiào foi sem duvida o primeiro nome que recebeu o monte, berço primitivo da capital do império do Brasil, e assim se encontra elle designado em algumas memorias documentos antigos ; donde lhe veio tal denominação é tão claro que nem tomo o trabalho de explicar. Quando começou esse morro a chamar-se do Castello, não sei bem, mas é de suppôr que fosse no primeiro quartel do século decimo sétimo, depois que o governador Martim de Sá fez construir uma fortaleza na eminencia do monte [...]” (Macedo, 1863, vol. 2, pg. 214)
Depois de batidos os franceses e seus aliados indígenas, os portugueses, sob o comando de Mem de Sá, acharam por bem que a cidade ficasse instalada em plano elevado, num dos morros fronteiros à ilha de Villegagnon e que permitisse a construção de bastiões que defendessem a cidade e seu ancoradouro, a ilha, e que também vigiassem a entrada da baía da Guanabara. O sítio mais conveniente, segundo Mem de Sá, deveria estar em uma elevação, pois era naquele momento, o ponto mais salubre na planície encharcada e de melhor observação para a defesa da recém-fundada cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Nele foi reinstalada, em janeiro de 1567, a cidade inicialmente fundada por Estácio de Sá na entrada da baía da Guanabara, no sopé do morro Cara de Cão (1º de março de 1565), no contexto da expulsão definitiva dos franceses da região. Os primeiros moradores começaram a abandonar a praia entre o Morro Cara de Cão e o Pão de Açúcar, local de fundação da cidade, e ocuparam o Morro do Descanso. Assim nasceu a cidade, delimitada e espremida em um morro com feições quase insular.
[...] e por o sitjo onde estacio de saa hedefiquou não ser que pera majs que pera se defender em tenpo de guerra / com parecer dos capitais e doutras pesoas que no dito Rjo de Janeiro estauão escolhi hum sitio que pareçia mais conviniente para hedefiquar nelle a çidade de são sebastião o qual sityo era de hum grande mato espeço cheo de muitas arvores e grosa em que se leuou assaz de trabalho em as cortas e alinpar o dito sitio e hedefiquar huma çidade grande serquada de trasto de vinte pallmos de larguo e outros tamtos de alltura toda serquada de muros por sima com muitos baluartes e fortes cheo dartilheria / E fiz a Jgreja dos padres de Jhezu onde agora Residem telhada e bem comsertada / e a see de tres naves tambem telhada e bem comsertada fiz a casa da camara sobradada telhada e grande / a cadea / as casas dos almazeins e pera a fazenda de sua alteza sobradadas e telhadas e com varamdas / dey orden e fauor ajuda com que fizesem outras muitas casas telhadas e sobradadas [...] (Silva, 1570, pg. 135-136)
[...] se escolheo hum çityo que parreçeo majs conveniente pera hedefiquaar nella a çidade desão sbastião ho quoall sitio hera de mato espesso e muitas arvores grosaas em que ouue muito trabalho e se fez huma çidade grande serquada de trrasto de vinte ou quinze pallmos de llargo e outros quinzee pallmos dalltura serquada de muro por syma com seus balluartes fortes e artelharia e mandara fazer a Jgreja dos padres de Jhesu ondee agora Residem e telhada de telha / E asym mandou fazer a see de três navees e casa dos allmazeens telhadas hee casas da cadeia sobradadas telhadas de telha e suas varandas segundo sua llembrança e que he verdade que o dito governador dera hordem pera se fazerem outras muitas casas de telha aos moradores e sabe que o dito governador mandara pera dita çidade do Rjo vjr muitos moradores e gados vaquuns pera se pouoar a dita capitania [...]” (Silva], 1570, pg. 176-177)
“O monte de S. Sebastião he o mais elevado dos tres cabeços altos , que se divisam no principio da Cidade , o qual se coroou com a Fortaleza dedicada ao Santo Padroeiro : domina sobre o mar da enseiada , sobre a Cidade , e por toda sua circumferençia : o fogo despedido dos canhoens por qualquer dos sitios ali eminentes, sam temerosíssimos. [...] Sobre o segundo cabeço fundaram os Jezuitas a sua Casa Conventual : e no terceiro se edificou a Igreja 1.ª da Cidade sob a dedicação de S. Sebastião.” (Araújo, vol. 1, pg. 133)
Por que o Castelo foi o morro escolhido, já que existiam outras opções (Glória, São Bento, Pasmado e Viúva)? Segundo Lysia Bernades (1995), atendendo a função escolhida, o Morro do Castelo era o que apresentava as melhores condições. Com uma altitude em torno de 60 metros, o Morro tinha um topo relativamente plano que permitia construções. Todos os outros morros citados tinham vista para a baía de Guanabara, entretanto, o Castelo era o único que tinha uma vista ampla da sua entrada, além da proximidade com a ilha de Villegagnon), onde os franceses haviam fundado a França Antártida. O Morro do Castelo estava cercado por pântanos e lagoas, sendo portanto, um promontório quase insular, dificultando o seu acesso, logo facilitando a sua defesa. Além disso, a vertente oeste, voltada para o interior, era protegida pela aldeia dos índios Temiminós, aliados dos portugueses e inimigos dos Tamoios. O Morro tinha uma fonte de água doce, que contribuiu para a escolha de Mem de Sá e, sua inclinação favorecia o escoamento dos detritos. Os portugueses jogavam o lixo nas ruas e as águas das chuvas tratava de levá-lo encosta abaixo.
Para a defesa, Mem de Sá construiu uma cidadela murada e fortificada, com fossos, muros e baluartes e um conjunto de três fortes: o Baluarte da Sé (futuro reduto de São Januário) e a Fortaleza de São Januário (depois de São Sebastião), localizados no morro, e a Bateria de Santiago (futuro Forte de São Tiago da Misericórdia), na ponta da Piaçava (na altura do atual Museu Histórico Nacional). Essa, apontava para o mar, dividindo as praias de Santa Luzia (atual rua Santa Luzia) e da Piaçava (atual Praça XV). Esta última fortaleza acabou por ser responsáveis pelas diversas denominações deste morro, como Morro de São Januário, de São Sebastião e finalmente do Castelo.
Mem de Sá também mandou construir, logo no primeiro ano de ocupação, além das fortificações acima, a primitiva Casa da Câmara e a da Cadeia (primeiro sobrado da cidade e equivalente à assembleia legislativa municipal e prisão pública), a Casa do Governador (equivalente à Prefeitura Municipal), os Armazéns da Fazenda Real, a Igreja de São Sebastião, a Igreja e o Colégio dos Jesuítas (1568) e casas para os primeiros moradores. Em 1568, Mem de Sá retornou à Bahia e deixou o Governo com seu sobrinho Salvador Correia de Sá (1569-1572). Na Igreja de São Sebastião foi instalada a primeira Sé Catedral da cidade, e junto à qual estava o marco de pedra da fundação da cidade, trazido do primitivo estabelecimento no sopé do morro Cara de Cão, assim como os restos mortais do fundador, Estácio de Sá. Inicialmente havia 600 pessoas, os fundadores que vieram com Estácio e Mem de Sá, frades, monges, burocratas, soldados, índios catequizados, franceses e poucas mulheres.
A parede das casas era inicialmente de adobe, taipa ou alvenaria de pedra e depois de tijolo. A madeira, proveniente do próprio morro, foi, a princípio, empregada em bruto e, a seguir, esquadrada. As coberturas, primeiro de sapé, passam a ser de telhas de canal de tipo romano (ou semicilíndricas), trazidas de São Vicente. Uma das primeiras olarias, sem contar com a de Villegagnon, no delta do rio Carioca, situava-se no Morro do Castelo, na parte voltada para a entrada da barra. 
No final do século XVI, com o rápido crescimento da cidade, a população começava a descer o Morro do Castelo e a ocupar a chamada Várzea, área plana compreendida entre os outros três morros (morro de São Bento, morro de Santo Antônio e morro da Conceição) que delimitavam, junto com o do Castelo, a cidade no período colonial. A partir do século XVII, a Colina passou a perder influência diante do comércio marítimo crescente, que transformou o porto e as imediações da atual praça XV em centro administrativo e econômico do Rio colonial.
Em 1612, a Câmara comprou terras a Antônio Martins de Palma, na altura da atual rua da Assembléia para ali edificar o futuro açougue da cidade, que era serviço público e municipal e ficava até então no Morro de Castelo. Em 1617, mediante contribuição dos moradores da cidade, dos Jesuítas e do administrador eclesiástico, foi iniciado o calçamento de pedrada Ladeira da Misericórdia e do largo fronteiro à matriz. Em 1624 a testada em frente do Colégio de Santo Inácio é fortificada a pedido do governador Martim de Sá, temendo que os Holandese que invadiram a Bahía, também invadissem o Rio de Janeiro. Neste mesmo ano a Câmara do Rio decidiu se mudar para a rua da Misericórdia, iniciando as obras em 1636. Em 1672 a Casa de Câmara e Cadeia já tinha sido transferida para um novo edifício na rua da Misericórdia.
Com o êxodo da elite rumo à planície, a decadência do Morro do Castelo tornou-se inevitável. No século XVII, o morro abrigava uma população marginal e, apesar de guardar relíquias históricas, era desprezado pela maioria dos cariocas.
O Morro do Castelo é tomado pelo corsário francês René Duguay-Trouin em 21 de setembro de 1711, que o transforma em seu alojamento.
No domingo 20 de setembro, desde a alvorada, recomeçaram nossos canhões, com o Le Mars amarrado a atirar contra a cidade e suas fortificações, sèriamente danificando o Mosteiro de S. Bento e sua bateria...Destruiu o bombardeio grande número de casas na cidade, atingindo, também, o Castelo; o que compeliu, então, ao restante da população a, açodadamente, abandoná-la...Escalamos, em seguida (21 de setembro) o morro, até o Colégio da Companhia, um dos mais grandiosos edifícios existente nesta parte das Índias, composto de duas soberbas igrejas. Aí estabelecemos um alojamento. [...] Ordenou ele [Duguay-Trouin], em seguida, que fôsse uma companhia tomar posse da fortaleza de Santa Luzia e de uma bateria rasa, perto da Catedral.” (De Lagrange, pg. 69, 71)
Com a expulsão da Ordem dos Jesuítas em 1759, durante o governo de Marques de Pombal, as propriedades jesuíticas no Morro do Castelo foram doadas à Santa Casa de Misericórdia. Desde o século XVIII, o Morro do Castelo foi alvo de inúmeros pareceres técnicos ligados aos campos da medicina e da engenharia. Segundo esses pareceres, o arrasamento dessa Colina era vital para a melhoria do clima e da circulação dos ventos na área central do Rio de Janeiro. O Morro contribuía segundo os técnicos, com a propagação das epidemias que assolavam os cariocas e amedrontavam os estrangeiros.
Até o governo de Don Fernando José de Portugal e Castro (1801-1806), o morro do Castelo ainda guardava residências de ricos e altos funcionários da colônia. Em 1811 ocorre o famoso episódio conhecido como “Águas do Monte”, ou seja, a grande enxurrada, após 7 dias de chuva, que provocou desabamentos de encostas do morro, com numerosas vítimas. A aba do morro que olha para a ilha das Cobras, desabou em grande parte, causando a total destruição de quase todas as casas do antigo Beco do Cotovelo. Passada a crise, temendo novo desabamento, Don João VI mandou arrasar parte da muralha do antigo forte São Sebastião. O episódio das “Águas do Monte”, também concorreu para incentivar os defensores da idéia do desmonte. A partir de meados do século XIX, o desmatamento das encostas foi quase total, havendo frequentes desabamentos nas chuvas de verão.
Desses desmoronamentos houve dous principaes que a memoria do povo conserva alé hoje tristemente lembrados. O primeiro occorreu em Abril de 1759 ; mas nem causou desgraças tão lamentaveis, nem foi tão considerável como o segundo: o povo teve entãomenos terror do desmoronamento do morro do que da inundação extraordinária da cidade. ... O segundo e terrível desmoronamento do morro do Castello aconteceu em Fevereiro de 1811.No dia 10 de Fevereiro desse anno, pelas onze horasda manhã, começou a cahir uma violenta chuva, (que continuouincessante por sete dias. As ruas e casas ficarãoinundadas : a rua da Valla [Rua Uruguaiana] conservou-se durante lodo esse tempo com cinco palmos d’agua , e no campo deSanta Anna (hoje da Acclamação [Praça da República]) navegavão canôas. Opríncipe regente ordenou que se conservassem abertasas igrejas, onde, apezar da inundação, rezavão os padrese os fíeis. É fácil comprehender o susto da popupulação, que fallava tremendo, em um novo diluvio. E peior do que tudo isso, em um desses tristíssimos eamargurados dias correu uma das abas do morro doCastello, ficando soterradas muitas casas na rua da Misericórdia, e no becco, hoje rua do Cotovello, e morrendo sepultadas em vida famílias inteiras.A esta inundação formidável deu-se então o nome deagua do monte, essas duas palavras agua do monteresumirão também nas conversações populares a historiatoda do fatal desabamento. A família real portugueza já estava nesse tempo noRio de Janeiro, e o príncipe regente, receioso de maioresdesgraças em alguma nova agua do monte, mandou arrazar uma muralha que havia no Castello, sobranceiraá cidade.” (Macedo, 1863, pg. 228-230)
Em 11 de janeiro de 1822, o general português Jorge de Avilez, em resposta à recusa e Don Pedro I embarcar de volta para Portugal (Dia do Fico, 09 de janeiro), como ordenado pelas Cortes de Lisboa, sai dos quartéis com a guarnição portuguesa e ocupa o Morro do Castelo, que domina a cidade, tomando atitude e disposições hostis, para forçar o Príncipe a seguir de volta para Portugal. Durante esta mesma noite reuniram-se no Campo de Santa Ana (Praça da República) a pouco numerosa tropa brasileira, e alguns mil patriotas, e ao amanhecer do dia 12, entrou no campo a artilhada montada que estava no forte da Praia Vermelha. Com isto, na manhã do dia 12, o general português, estando em inferioridade numérica, apesar de serem tropas de melhor qualidade, e não podendo ficar entrincheirado no morro devido à falta de água e suprimentos, optou por embarcar para Niterói e dali, ameaçado pelas tropas brasileiras, voltou para Portugal.
“Em 11 de janeiro de 1822, o general Jorge de Avilez sahe dos quartéis com a guarnição portugueza e occupa o monte do Castello da cidade do Rio de Janeiro, tomando attitude e disposições hostis. O acontecimento do dia 9 de Janeiro [Dia do Fico] enthusiasmara tanto os brazileiros, quanto irritára as tropas lusitanas, que em numero de dous mil homens guarneciam a cidade. O general Avilez, comandante dessa divisão, conspirava para, em caso de reluctancia do príncipe D. Pedro, obrigar este a embarcar e a sahir do Brazil, conforme as ordens das cortes. [...] Aturdido no primeiro momento pelo—Fico—do príncipe, de quem não esperava resolução tão positiva, Avilez contemporisou inutilmente um dia, e na tarde do dia 11 á frente de suas tropas, ocupou o monte do Castello, que domina a cidade, assestou artilharia em todas as ladeiras de subida, ostentando-se ameaçador. A nova bernarda [pronunciamento militar] da divisão portugueza era ainda em sentido liberal, mas anti-brazileiro. Durante a noute de 11 reuniram-se no campo de Sant-Anna (hoje praça da Acclamacão) a pouco numerosa tropa do paiz, e alguns mil patriotas, e ao amanhecer do dia 12, entrou no campo a artilhada montada que estava na Praia Vermelha, e que veio puchada por cavallos e bestas das cavalariças do príncipe. Admira como no correr da noute os officiaes brasileiros podessem ir tirar armamentos e munições bellicas do arsenal de guerra aos pés do monte do Castello dominado por Avilez; mas o certo é que no dia 12 amanheceu assim bem armado e disposto a combater o pequeno exercito que se improvisára. Inferiores em numero, as tropas lusitanas, eram com tudo aguerridas e bravas; mas Jorge de Avilez não ousou tomar a responsabilidade de combate, cujo êxito não era seguro para os seus batalhões, e não podendo também manter-se com eles no monte do Castello, onde naquelle tempo nem agoa havia, desceo e dirigio-se para a praia de D. Manoel, e ahi apenando todas as faluas que encontrou (e eram muitas então) passou-se para o outro lado da bahia, e occupou a Armação, e logo depois a Praia Grande, chegando suas guardas avançadas até o lugar chamado Sant'Anna. O príncipe D. Pedro mandou reunir, sob o comando do general Curado, governador das armas do Rio de Janeiro, as forças brazileiras que acamparam no campo do Brandão [Niterói], pouco distante de Sant'Anna, marchando também para ali as milícias dos districtos visinhos. No entanto, prepararam-se os navios que deviam levar para Portugal aquellas tropas portuguesas conforme determinara D. Pedro, compromettendo-se Avilez a obedecer” (Macedo, 1877, pg. 21-24)
O Morro do Castelo passou no final da sua história oficial, por um processo de turistificação.  No século XIX, a Sé era alvo de procissões no dia de São Sebastião. Joaquim Manuel de Macedo em Um Passeio pela Cidade do Rio de Janeiro (1862), publicou uma espécie de guia turístico da cidade onde elege oito áreas de visitação na cidade. Há um destaque especial para o Morro do Castelo:
[...] com efeito, o telégrafo do Castelo, com seu jardinzinho e seu pátio e sua fonte, e sobretudo, com a sua feliz situação, avassalando a cidade do Rio de Janeiro e a magnífica baía de Niterói, é um dos mais frequentados e estimados passeios da capital, principalmente aos domingos e feriados (...)”. “Subir o Morro do Castelo, percorrê-lo, estudar, embora muito rapidamente, a sua história e descer enfim desse velho e desprezado capitólio da cidade do Rio de Janeiro, sem ter parado, por alguns minutos ao menos, diante do antigo Colégio dos Jesuítas, fora ao mesmo que ir a Roma e não visitar o papa”. (Macedo, 1867)
Mesmo com o abandono do Castelo, o Morro ainda possuiu por muito tempo, função estratégica. O telégrafo e o Observatório Astronômico são exemplos da refuncionalização do Morro do Castelo não só com fins científicos, mas também com fins militares. Do morro se davam os avisos de incêndios na cidade. Além disso, a fortaleza de Santa Cruz, localizada na entrada da Baía, passava para o Morro do Castelo, através de sinalizações com bandeiras, o tipo e a nacionalidade do navio que estava entrando no porto. Do Morro do Castelo, as informações eram passadas à sede do governo, na Praça XV.
Em 1846 foi criado o Observatório Astronômico no Morro do Castelo, adaptando-se para seu uso parte da estrutura inacabada da igreja nova e do Colégio dos Jesuítas. Durante a Revolta da Armada contra Floriano Peixoto (1893-1894), evacuaram-se os moradores do Morro do castelo, construíram-se barricadas com sacos de areia e instalou-se no alto um grande canhão. No século XIX, as várias tentativas para o seu arrasamento foram frustradas. Para facilitar a comunicação entre Botafogo e Laranjeiras com a área portuária, foi alargada a estreita passagem entre a rua da Ajuda e a Misericórdia, em frente à Igreja de Santa Luzia.
Foram feitos cortes no Morro do castelo em 1904 para a abertura da Avenida Central, hoje Rio Branco, e para as construções da Biblioteca Nacional, do Museu Nacional de Belas Artes e do Supremo Tribunal Federal. Na Revolta da Chibata (1910), houve a morte de 2 crianças, vítimas da explosão de uma granada, as quais foram enterradas no cemitério do Cajú. O Observatório Astronômico no Morro do Castelo foi mudado em 1918 para o Morro de São Januário, em São Cristóvão.
Desde o tempo de Dom João VI Morro do Castelo era considerado prejudicial à saúde dos cariocas porque dificultava a circulação dos ventos e impedia o livre escoamento das águas. Ao longo dos séculos foi gradativamente considerado inviável para o progresso e urbanismo da cidade. A reforma urbana promovida por Pereira Passos (1902-1906), ao remodelar o Rio Antigo, deixou o morro do Castelo fora do processo de modernização urbana. Tendo como referência o estilo de vida francês, o modelo parisiense foi utilizado para consolidar a passagem da cidade atrasada para a cidade moderna. Além da remoção dos cortiços e a expulsão da população pobre do centro do Rio, o não tratamento paisagístico no Morro do Castelo gerou um forte contraste de paisagens, alimentando ainda mais o sentimento republicano de aversão ao estilo urbano português. Passos não arrasou fisicamente a Colina, mas contribui para a sua condenação, pois consolidou na cidade uma atmosfera de apologia à modernidade, além de supervalorizar os terrenos vizinhos ao morro, fortalecendo ainda mais os discursos a favor da demolição. O centro da cidade foi, deste modo, a área onde Passos buscava a superação das feições coloniais da cidade velha, comparadas com a doença e o atraso.
Assumindo em 1920, o prefeito engenheiro Carlos Sampaio tinha como objetivo sanear a cidade e prepará-la para as comemorações do 1° Centenário de Independência do Brasil, realizando obras de saneamento e embelezamento que culminariam numa exposição internacional no local do arrasamento do Castelo. A desculpa era ser um espaço proletário, repleto de velhos casarões e cortiços, no centro da cidade e ser necessário para a montagem da Exposição Comemorativa do Centenário da Independência do Brasil. Higienizar e modernizar a cidade significavam sobretudo, eliminar os lugares infectos e sórdidos, o desmazelo, a imundície e as residências coletivas (cortiços e cabeças de porco) em que habitava a maioria da população. Com o arrasamento do Castelo e do bairro da Misericórdia, localizado no sopé do morro, desapareceram da área central da cidade mais duas áreas residenciais pobres que haviam resistido à reforma Passos.
O arrasamento do morro do Castelo iniciou-se em novembro de 1920, com a instalação de uma máquina escavadora que foi utilizada na demolição do morro do Senado, na área que corresponde hoje a atual rua México. Os recursos que foram aplicados na demolição foram vultosos, necessitando a emissão de papel moeda e de empréstimos externos. O ritmo dos trabalhos era bastante lento no início do desmonte. Até dezembro de 1921, apenas 10% do morro havia sido removido. Entretanto, com a negociação de um novo empréstimo de 12 milhões de dólares, o equivalente a 93.600 mil contos e com a transferência das obras para a Kennedy &Co., o uso intensivo da força hidráulica acelerou o ritmo do desmonte. Por outro lado, os custos aumentavam proporcionalmente à aceleração do desmonte. Em suma, ao longo do período das obras de demolição, o ritmo como as técnicas empregadas variaram de acordo os fluxos de investimentos.
As obras do desmonte pararam durante a Exposição. O mandato de Carlos Sampaio finalizou a 15/11/22. Nos dois últimos meses o ritmo de demolição foi acelerado apesar das controvérsias sobre as tentativas de evitar o desaparecimento do Hospital São Zacharias e do Complexo Jesuítico. O governo de Carlos Sampaio foi comparado muitas vezes com a administração de Pereira Passos, pois marcou para sempre a paisagem carioca. Entretanto, o arrasamento do Morro custou uma fortuna para a cidade. Somente com banqueiros americanos e holandeses, a prefeitura contraiu uma dívida externa próxima de 24 milhões de dólares. O total gasto pela Prefeitura em desapropriações foi de 15.600 contos. Assim, ao sair do governo, Carlos Sampaio deixou a prefeitura do Distrito Federal praticamente falida. E mais, o morro levaria anos até ser completamente destruído. 
Foram demolidos quatrocentos e sessenta prédios, cuja desapropriação ocorreu sem nenhuma reclamação. Das 408 edificações existentes no morro em 1921, que abrigavam aproximadamente 4.200 pessoas, 338 tinham um pavimento. Só a chácara da Floresta, um conjunto de casas, vilas e cortiços, situado na face do morro fronteira à Avenida Rio Branco, tinha 1.043 moradores. Para os residentes do Morro do castelo, o desmonte do morro produziu um impacto extraordinário, forçando a mudança de residência. Suas terras foram usadas para aterrar parte da Urca, da Lagoa Rodrigo de Freitas, do Jardim Botânico e outras áreas baixas ao redor da Baía da Guanabara.
A lenda do morro do Castelo refere-se a um fabuloso tesouro oculto em galerias secretas em suas entranhas pelos Jesuítas em tempos coloniais. Por ser uma ordem rica, os jesuítas talvez tivessem guardado os seus tesouros nas galerias, gerando lendas e curiosidades entre a população carioca. A expulsão dos jesuítas do Morro do Castelo gerou muitas lendas na população. Tesouros teriam sido enterrados nos seus lendários subterrâneos durante o rápido despejo dessa Ordem. É interessante frisar que essa lenda foi absorvida inclusive pelas classes dirigentes, a ponto que as possíveis riquezas lá encontradas serviriam como garantia às empresas que estivessem a serviço do desmonte. Essa visão, aceita por grande parte da população, acabou contribuindo para legitimar o arrasamento. Originada talvez à época das invasões francesas de 1710 e 1711, tal crença ganhou força a partir da expulsão da Ordem do Brasil, em 1759, por determinação do Marquês de Pombal. A lenda foi explorada em fins do século XIX por nomes consagrados na literatura Brasileira como Machado de Assis, Joaquim Manuel de Macedo e Lima Barreto.
Lima Barreto cobriu, como repórter, para o Correio da Manhã em 1905, por ocasião das obras para a abertura da Avenida Central (atual Avenida Rio Branco), pelo Prefeito Pereira Passos, a descoberta de um túnel e salas abobadadas de alvenaria de pedra seca, pertencentes à galeria descoberta: 
[...] a turma de trabalhadores das obras da Avenida Central que, sob a direção do engenheiro Dr. Dutra de Carvalho Filho, procede à destruição do morro do Seminário, fez na madrugada de hoje, pouco antes de 1 hora, uma surpreendente descoberta.  Na fralda do morro, já cortado numa grande parte, apareceu sob a picareta, dos trabalhadores a boca de uma galeria [...] Vai se verificar, finalmente, que fundo de verdade tem a tradicional versão da existência de tesouros naquele morro.” (Jornal do Commércio de 27/04/1905).

Com a descoberta desse túnel em 1905, as antigas histórias retomaram força, tendo mesmo surgido um mapa das galerias e um inventário do tesouro, que dava conta de 67 toneladas de ouro além de uma imagem em tamanho natural de Santo Inácio de Loyola, também em ouro, com olhos de brilhantes e dentes de pérolas. Seis anos mais tarde, as informações do mapa seriam confirmadas nas páginas da Revista Ilustrada, que, em Julho, publicou uma reportagem sobre os subterrâneos do morro do Castelo, visitada pelo repórter Pires do Rio em companhia de um fotógrafo, que acessaram as galerias a partir de uma cisterna do antigo Colégio dos Jesuítas, percorrendo-a até a antiga praia de Santa Luzia (atual rua de Santa Luzia). A rede seria integrada por outros três túneis, que partiriam de um salão de pedra, popularmente referido como "Sala dos Concílios", um em direção à ladeira da Misericórdia (cujo troço inicial subsiste até hoje), outro em direção à Rua da Quitanda e o último em direção à atual Av. Rio Branco. Estas duas últimas seriam ligadas por outro túnel, totalizando assim cinco vias. O repórter de 1911 não conseguiu, entretanto, apurar nenhum vestígio do precioso ouro. O governo deixou exposta para visitação pública uma pequena amostra do que seria supostamente a rede de galerias subterrâneas. Pesquisadores, atualmente, acreditam que os túneis realmente existiram, embora sem conexão com o suposto tesouro. Documentos do século XIX resgatam informações curiosas como a denúncia de um morador contra um vizinho que escavava nos fundos da casa, na esperança de encontrar algumas das moedas de ouro dos Jesuítas, ou o pedido manuscrito do bacharel mineiro Nominato de Assis, que, em 1863, tentou junto ao Marquês de Olinda, então presidente do Conselho de Ministros do Império, um emprego ou uma concessão para fazer escavações no morro. Posteriormente, em 1875, o pernambucano Trajano de Martins conseguiria licença para realizar as escavações: um dos financiadores do empreendimento foi o Barão de Drummond. As modernas hipóteses para a finalidade dessas galerias são: a) seriam utilizadas para o deslocamento dos religiosos, de um ponto a outro da antiga cidade, em caso de perigo; b) serviriam como rede de abastecimento de água potável para o Colégio dos Jesuítas, o Seminário São José e a Fortaleza de São Sebastião do Castelo; e c) serviriam como depósitos de víveres.
3 – Descrição: 
      Essa elevação fazia parte de um conjunto de vários morros cristalinos (São Bento, Providência, Senado, Conceição e Santo Antônio) que estavam encravados na planície encharcada e isolados dos maciços litorâneos. Composto por rochas gnáissicas bastante desgastadas pelo intemperismo químico, o Castelo ocupava uma área de 184.000m2. Sua altitude era de 63m, e seus limites eram as atuais Avenida Rio Branco (antiga Avenida Central), ruas Santa Luzia, Misericórdia e São José. Apresentava a forma de um rim, voltando sua convexidade para a entrada da baía. Possuía dois cumes, um mais baixo, ao sul, onde se situava a Igreja de São Sebastião, e outro mais elevado, ao norte, onde ficava a Fortaleza de São Sebastião.
      O acesso ao morro do Castelo inicialmente era feito pela Ladeira da Misericórdia, primeira via pública da cidade e ligava o Morro à praia do lado da Ponta do Calabouço. Posteriormente, com a expansão urbana e a consequente descida para a várzea, o Morro do Castelo passou a ter três acessos, surgindo as Ladeira do Castelo ou do cotovelo e a Ladeira da Ajuda ou Poço do Porteiro ou Ladeira do Seminário. A Ladeira do Castelo, alcançava a planície pela Rua São José. A ladeira da Ajuda, ligava a parte oeste do Morro nas proximidades da atual rua México. Essa última foi destruída na primeira intervenção ocorrida em 1906 para a construção da Avenida Central. No alto do morro havia (1) a Rua do Castelo, que seria um prolongamento da Ladeira da Misericórdia, e ia até a Fortaleza de São Sebastião; (2) a Travessa do Castelo, que ligava a Rua do Castelo à Praça do Castelo; (3) Praça do Castelo; (4) a Travessa São Sebastião que ligava a Rua e Largo do Castelo à Igreja de São Sebastião; (5) a praça de São Sebastião e o (6) Largo da Sé Velha.
      As principais estruturas encontradas no morro eram: (1) Fortaleza de São Sebastião onde posteriormente se instalou um telégrafo semafórico (noroeste), (2) Igreja de Santo Inácio, Colégio dos Jesuítas e Igreja nova dos Jesuítas (não completada), onde se instalaram o Hospital Militar, a Academia de Medicina e o Observatório Nacional (noroeste) e (3) Igreja de São Sebastião, primeira Sé do RJ (sul)
4 - Visitação: 
Impossível, pois o Morro do Castelo foi demolido em 1921-1922. Ver postagens: (1) Fortaleza de São Sebastião; (2) Complexo Jesuítico do Morro do Castelo (Igreja de Santo Inácio, Colégio dos Jesuítas e Igreja nova dos Jesuítas); (3) Igreja de São Sebastião.
5 – Bibliografia:
SILVA, Fernão da. Instrumento dos Serviços de Men de Sá. 1570 (Anais da Biblioteca Nacional, vol XXVII, pg. 129-218, 1905)
MACEDO, Joaquim Manoel de. Um passeio pela cidade do Rio de Janeiro. vol 2. Rio de Janeiro: Typographia de Candido Augusto de Mello, 1863.
MACEDO, Joaquim Manuel de. Ephemerida historica do Brasil. Rio de Janeiro, Typographia do Globo, 1877.
AZEVEDO, Moreira de. Rio de Janeiro. Sua história, monumentos, homens notáveis, usos e curiosidades. Vol. 1. Rio de Janeiro: B. L. Garnier, 1877.
FAZENDA, José Vieira. Antiqualha e memorias do Rio de Janeiro. RIHGB, vol. 140, 1921.
COARACY, Vivaldo. Memória da Cidade do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1955.
COARACY, Vivaldo. O Rio de Janeiro do Século XVII. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1965
CRULS, Gastão. Aparência do Rio de Janeiro. 3ª ed. Rio de Janeiro: ed. José Olympio Editora, 1965
DE LAGRANGE, Louis Chancel. A tomada do Rio de Janeiro em 1711 por Duguay-Trouin. Rio de Janeiro: Departamento de Imprensa Nacional, 1967
FERREZ, Gilberto. Organização da Defesa: Fortificações. RIHGB, vol. 288, 1970.
GERSON, Brasil. História das Ruas do Rio. 5ª ed. Rio de Janeiro: Editora Lacerda, 2000.
NONATO, José Antônio; SANTOS, Núbia Melhem. Era uma vez O Morro do Castelo. Rio de Janeiro: IPHAN, 2000.

I - Ladeira da Misericórdia 
          A Ladeira do Descanso ou Misericórdia situava-se no lado norte do Morro do Castelo e iniciava-se na praça em frente à Igreja dos Jesuítas e terminava na então Rua da Misericórdia, atual largo da Misericórdia. Foi a primeira via pública da cidade e ligava o Morro à praia do lado da Ponta do Calabouço. Foi aberta certamente em 1567 quando da transferência para o morro do Castelo, da cidade fundada por Estácio de Sá. Foi a primeira via calçada na cidade, em 1617. Em 1878, quando foram cadastrados e renumerados todos os imóveis da cidade, a Ladeira da Misericórdia tinha onze prédios. Após a demolição do Morro do Castelo (1922), restou, ao lado da Igreja de Nossa Senhora de Bonsucesso. Apesar de terminar abruptamente, ainda apresenta o seu calçamento original. Ao seu lado os Jesuítas construíram um tosco plano inclinado (o chamado Guindaste) pelo qual levavam os materiais de construção pesados.
Bibliografia
COARACY, Vivaldo. Memória da Cidade do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1955.
CRULS, Gastão. Aparência do Rio de Janeiro. 3ª ed. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1965.
GERSON, Brasil. História das Ruas do Rio. 5ª. ed. Rio de Janeiro: Editora Lacerda, 2000.
NONATO, José Antônio; SANTOS, Núbia Melhem. Era uma vez O Morro do Castelo. Rio de Janeiro: IPHAN, 2000.

II - Ladeira do Seminário, Ladeira da Ajuda, da Mãe do Bispo ou Poço do Porteiro
          A ladeira do Seminário era um antigo logradouro da cidade do Rio de Janeiro, desaparecida com o arrasamento do Morro do Castelo em 1922. Principiava na antiga rua da Ajuda, onde fica a Biblioteca Nacional, e terminava na Travessa São Sebastião, próximo a matriz. Ficava no lado sul do morro e era a mais longa das 3 ladeiras. Primitivamente denominada de Ladeira do Poço do Porteiro e Ladeira da Ajuda, mais tarde, com a fundação do Seminário São José, passou a ser denominada Ladeira do Seminário. Em 1878, quando da nova renumeração dos imóveis e terrenos da cidade, possuía 63 prédios. A Ladeira foi feita para atender à necessidade de buscar água e ficava na face oposta do Morro em relação à Ladeira da Misericórdia, na encosta sul em direção ao Rio Carioca, que era o único manancial de água potável então conhecido. Ficou conhecida como Ladeira do Poço do Porteiro, porque o porteiro da Câmara, Mestre Vasco, cavou um poço em seu terreno. Desta Ladeira esgueirava uma trilha que passava entre duas lagoas, a Lagoa de Santo Antônio, no Largo que depois veio a chamar-se da Carioca, que se estendia até quase onde fica hoje o Teatro Municipal e a Lagoa do Boqueirão da Ajuda, ocupando o atual Passeio Público até os Arcos (este caminho deu origem à Rua dos Barbonos, atual Rua Evaristo da Veiga). A ladeira foi destruída na primeira intervenção ocorrida em 1906 para a construção da Avenida Central.
Bibliografia
COARACY, Vivaldo. Memória da Cidade do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1955.
CRULS, Gastão. Aparência do Rio de Janeiro. 3ª ed. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1965.
GERSON, Brasil. História das Ruas do Rio. 5ª. ed. Rio de Janeiro: Editora Lacerda, 2000.
NONATO, José Antônio; SANTOS, Núbia Melhem. Era uma vez O Morro do Castelo. Rio de Janeiro: IPHAN, 2000.

III - Ladeira do Castelo, do Carmo, do Cotovelo ou do Colégio
          A Ladeira do Castelo ficava na parte oeste do Moro do castelo e alcançava a planície pela Rua São José. Terminava, no alto, na praça em frente ao Colégio, diante da Ladeira da Misericórdia.
Bibliografia
COARACY, Vivaldo. Memória da Cidade do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1955.
CRULS, Gastão. Aparência do Rio de Janeiro. 3ª ed. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1965.
GERSON, Brasil. História das Ruas do Rio. 5ª. ed. Rio de Janeiro: Editora Lacerda, 2000.
NONATO, José Antônio; SANTOS, Núbia Melhem. Era uma vez O Morro do Castelo. Rio de Janeiro: IPHAN, 2000.

Castle Hill: Brazil, State of Rio de Janeiro, City of Rio de Janeiro, dontown
        It was a low mountain in downtown Rio, where the city was refounded in 1567. After some years the population descended to the foodplain and the mountain was semi-abandoned. Its main structures were (1) Fortress of Saint Sebastian, which later recieved a semaphoric telegraph; (2) Church of Saint Inácio, the College of Jesuits and the New Church of the Jesuits (não finished), which received the Militar Hospital, the Medicine Academy and the National Observatory; and (3) Church of Saint Sebastian, Rio's first cathedral. It was demolished in 1921-1922 and nothing exist anymore from the mountain and its buildings.

Vista do satélite google. Em amarelo a área aproximada do Morro do Castelo. 1. Antiga localização da Fortaleza de São Sebastião; 2. Antiga localização da Igreja de Santo Inácio e Colégio dos Jesuítas; 3. Antiga localização da Igreja de São Sebastião. 4. Santa Casa da Misericórdia; 5.  Igreja da Misericórdia (Nossa Senhora do Bonsucesso); 6. Forte de São Tiago (atualmente parte do Museu Histórico Nacional); 7. Igreja de Santa Luzia; 8. Antiga localização do Seminário São José; 9. Antiga localização do Convento da Ajuda; 10. Antiga localização das Portas da Cidade
Maquete mostrando o Morro do Castelo e, a noroeste, a Ponta do Calabouço. Escala 1/770. No extremo noroeste o Forte de São Thiago. No centro o Colégio dos Jesuítas e a Igreja de Santo Inácio. À sudeste o Forte de São Thiago e lá atrás a Igreja de São Sebastião, tendo à sua esquerda a bateria de São Januário
Maquete mostrando o Morro do Castelo e, a noroeste, a Ponta do Calabouço. Escala 1/770. No alto do morro  o Colégio dos Jesuítas e a Igreja de Santo Inácio e atrás a Igreja de São Sebastião.  À direita o Forte de São Sebastião.
Detalhe do mapa Centro do Rio de Janeiro, João Massé, 1713. A. Fortaleza de São Sebastião; B. Reduto de São Januário; C. Igreja de Santo Inácio e Colégio dos Jesuítas; D. Igreja da Misericórdia (Nossa Senhora do Bonsucesso) E. Forte de São Tiago (atualmente parte do Museu Histórico Nacional).
Detalhe do mapa do Rio de Janeiro, 1750. Misericórdia: Santa casa de Misericórdia no Rio de Janeiro; Colégio dos Jesuítas: Igreja de santo Inácio e Colégio dos Jesuítas. Forte São Tiago: área do atual Museu histórico Nacional. Observe que a Rua Santa Luzia era ao lado da praia, antes do aterro da região.
Detalhe do mapa do Rio de Janeiro, 1767. Castelo: Forte São Sebastião; Colégio dos Jesuítas: Igreja de Santo Inácio e Colégio dos Jesuítas. Sé Velha: Igreja de São Sebastião. Palácio: Paço Imperial (Praça XV); Carmo: Igreja de Nossa Senhora do Carmo; Misericórdia: Santa Casa de Misericórdia (Rua Santa Luzia); São José: Igreja de São José; Rua do Parto: Rua São José; Rua da Cadeia: Rua da Assembléia; Rua do Cano: Rua 7 de Setembro.
Parte do mapa do Morro do Castelo de Jacques Funck, 1768. À sudeste a Fortaleza de São Sebastião e mais para baixo a Ladeira do Castelo terminando na praça em frente à Igreja de Santo Inácio e Colégio dos Jesuítas. Desta praça desce para sudoeste a Ladeira da Misericórdia; junto a ela fica a Santa Casa de Misericórdia. A noroeste do Colégio dos Jesuítas fica o Reduto de São Januário. Da entrada da Fortaleza de São Sebastião sai uma rua que leva à Igreja de São Sebastião.
Detalhe do Mapa Centro do Rio de Janeiro, Francisco João Roscio, 1769. C. de São Sebastião: Fortaleza de São Sebastião; Sé Velha: Igreja de São Sebastião; Calabouço: Forte de São Tiago (atualmente parte do Museu Histórico Nacional). Logo ao sudeste da Fortaleza, Igreja e Colégio dos Jesuítas; Conv. Ajuda: Convento da Ajuda (atual Cinelândia); Santa Luzia: Igreja de Santa Luzia; Observe a muralha da cidade.
Detalhe do mapa Centro do Rio de Janeiro, Luis dos Santos Vilhena, 1775. 3. Convento da Ajuda (atual Cinelândia); 4. Seminário de São José (local do museu de Belas Artes); 5. Igreja de Nossa Senhora da Lapa; 6. Igreja de São Sebastião; 7. Igreja de Santo Inácio e Colégio dos Jesuítas; 8. Fortaleza de São Sebastião.


Detalhe do mapa de José Correia Rangel de Bulhões, 1796. 1. Igreja de santo Inácio e Colégio dos Jesuítas; 2. Fortaleza de São Sebastião; 3. Igreja de São Sebastião. 4. Reduto de São Januário; 5. Forte de São Tiago Observe as ladeiras de acesso ao morro: Ladeira do Seminário (sul), Ladeira da Misericórdia (nordeste) e Ladeira do Colégio (noroeste)
Detalhe do mapa centro do RJ, 1808-1812. Observe as cotas de altitude com 2 cumes, um junto à Fortaleza de São Sebastião e outro junto à Igreja de São Sebastião. Observe duas das ladeiras de acesso ao morro: Ladeira do Seminário (sul) e Ladeira da Misericórdia (nordeste). 4. Fortaleza de São Sebastião; 5. Forte de São Tiago (Ponta sudeste do mapa); 9. Igreja de Santo Inácio e Colégio dos Jesuítas; Igreja de São Sebastião no cume sudoeste do mapa.
Detalhe do mapa de 1906: 1. Antiga localização da Fortaleza de São Sebastião; 2. Antiga localização da Igreja de Santo Inácio e Colégio dos Jesuítas; 3. Antiga localização da Igreja de São Sebastião. 4. Santa Casa da Misericórdia; 5. Forte de São Tiago (atualmente parte do Museu Histórico Nacional); 6. Antiga localização do Convento da Ajuda
Detalhe do mapa do Rio de Janeiro, François Froger, 1695. Observe à esquerda o Morro do Castelo e à direito em baixo
a Praça XV. D. Igreja de Santo Inácio e Colégio dos Jesuítas; F. Igreja de São Sebastião

Detalhe do mapa Centro do Rio de Janeiro, Luis dos Santos Vilhena, 1775. 1. Forte de São Tiago (atualmente parte do Museu Histórico Nacional), na extrema esquerda do mapa; 2. Santa Casa de Misericórdia (Rua Santa Luzia); 3. Igreja de Nossa senhora do Bonsucesso (da Misericórdia); 6. Igreja de Santo Inácio e Colégio dos Jesuítas (Observe saindo à sua direita a ladeira do Colégio); 7. Fortaleza de São Sebastião; 8. Convento de Santa Teresa; 9. Igreja de São José; 11. Palácio dos Governadores (Paço Imperial); 12. Convento do armo (extrema direita da foto); 13. Praça XV de Novembro.
Detalhe de uma pintura de Thomas Ender, 1817. À direita a Rua da Misericórdia. Ao fundo o Morro do Castelo, onde se vê no centro a Igreja de Santo Inácio e o Colégio dos Jesuítas. O arco ao lado da igreja era o arco-cruzeiro da Igreja nova dos Jesuítas; à direita, a Fortaleza de São Sebastião.
Morro do Castelo. Thomas Ender, cerca de 1817
Pintura de Johann Jacob Steinman, 1839. Vê-se o topo do Morro do Castelo. À esquerda vê-se a torre da Igreja de Santo Inácio e parte do Colégio dos Jesuítas; o arco ao lado da igreja era o arco-cruzeiro da Igreja nova dos Jesuítas. À direita a Igreja de São Sebastião. Vista de noroeste para sudeste
Morro do Castelo, detalhe da pintura de Jan Frederik Schutz (1813-1888), No alto do Morro do Castelo, à esquerda, a Igreja de Santo Inácio e Colégio dos Jesuítas; o arco ao lado da igreja era o arco-cruzeiro da Igreja nova dos Jesuítas. Ao fundo as 2 torres da Igreja de São Sebastião; à direita a  Fortaleza de São Sebastião com o semáforo. Em baixo, à direita o Paço Imperial e o Chafariz de Mestre Valentim, na Praça XV. Vista de norte para sul.
Hotel Pharoux e Morro do Castelo, pintura de Friedrich Pustkow, 1850. No alto do Morro do Castelo, à esquerda, a Igreja de Santo Inácio e Colégio dos Jesuítas; à direita a  Fortaleza de São Sebastião com o semáforo. Em baixo, no centro, o Hotel Pharoux. Vista de norte para sul
Detalhe do quadro do Centro visto da Ilha das Cobras, Eugene Ciceri, 1852. No alto do Morro do Castelo, à esquerda, a Igreja de Santo Inácio e Colégio dos Jesuítas; à direita a  Fortaleza de São Sebastião com o semáforo. Em baixo, no centro, as 2 cúpulas da igreja de São José, e à direita as da Igreja do Carmo e na sua frente as 2 pequenas da Igreja da Santa Cruz dos Militares. Vista de norte para sul.
Detalhe de outro quadro do Centro visto da Ilha das Cobras, Eugene Ciceri, 1852. À esquerda, Santa Tereza com o Convento de Santa Tereza. Em seguida a Lapa onde se aparece atrás do casario os Arcos da Lapa. Depois há a Igreja de Santa Luzia com a Praia de Santa Luzia (atual rua Santa luzia). O grande edifício com cúpula na praia é a Santa Casa da Misericórdia. Depois temos a Ponta do Calabouço com o Forte de São Tiago (atual Museu Histórico Nacional). No alto do Morro do Castelo, à  esquerda Igreja de São Sebastião e, à direita, a Igreja de Santo Inácio e o Colégio dos Jesuítas; na extrema direita a  Fortaleza de São Sebastião com o semáforo. Vista de leste-nordeste para oeste-sudoeste.
Morro do Castelo, Juan Gutierrez, 1860. À direita o Colégio dos Jesuítas e a Igreja de Santo Inácio; à esquerda a Igreja de São Sebastião. Um pouco à esquerda do centro, na praia, a Igreja de Santa Luzia
Detalhe do quadro do Centro de Louis-Julien Jacottet, 1861. Em primeiro plano a Praia de Santa Luzia (atual rua Santa luzia). À esquerda a Igreja de Santa Luzia, ao centro a Santa Casa da Misericórdia, à direita a Ponta do Calabouço. No alto do Morro do Castelo, à  esquerda Igreja de São Sebastião e, à direita, a Igreja de Santo Inácio e o Colégio dos Jesuítas. Vista de sudeste para noroeste

Detalhe de uma foto do século XIX. Na frente o cais e a vista traseira das torres da Igreja de São José (direita da foto). Em segundo plano o Morro do Castelo. Na parte superior direita do Morro, a Fortaleza de São Sebastião; na parte
 esquerda, a Igreja de Santo Inácio e Colégio dos Jesuítas.
Vista desde o Morro do Castelo, Stahl e Wahnschaffe, 1865. Em primeiro plano o Morro do Castelo. Depois a enseada da Glória. Ao fundo, o Morro da Glória.
Estudo para Panorama do Rio de Janeiro, Victor Meirelles, c.1885. No alto do Morro do Castelo, à esquerda a
Fortaleza de São Sebastião, no centro o Colégio dos Jesuítas e à direita a Igreja de São Sebastião.
Morro do Castelo, pintura de Georg Heinrich. No alto a Igreja de São Sebastião vista de trás. Observe as duas torres bem nítidas, antes da reforma de fins do século XIX e a ausência do Convento dos Capuchinhos. 
Morro do Castelo, Juan Gutierrez, 1893-1894. Em primeiro plano a torre
da Igreja do Carmo e logo depois o Convento do Carmo. Pouco depois,
à esquerda a Igreja de São José. Ao fundo o Morro do Castelo, No alto,
à esquerda a Igreja de Santo Inácio e o Colégio dos Jesuítas; à direita a
Fortaleza de São Januário.
Demolição de parte do Morro do Castelo em 1904 para a abertura da
Avenida Rio Branco
Morro do Castelo. Observe no alto a Igreja de são Sebastião
Morro do Castelo, 1907. Observe no alto a Igreja de são Sebastião
Ponta do calabouço, Arsenal de Guerra, Santa Casa e Igreja da Candelária, 1910. Em primeiro plano a Ponta do Calabouço com o Forte de São Tiago (atual Museu Histórico Nacional). De seus fundos saía a antiga Rua da Misericórdia. No lado esquerdo desta rua, a Igreja da Misericórdia e a Ladeira da Misericórdia. No alto do Morro do Castelo, a Igreja de Santo Inácio e Colégio dos Jesuítas e à sua direita a  Fortaleza de São Sebastião; à esquerda os fundos da Igreja de São Sebastião. Em baixo, a Praia de Santa Luzia com a Santa Casa e depois, Vê-se uma torre da Igreja de Santa Luzia e depois o Palácio Monroe. Vista aérea de leste-nordeste para oeste-sudoeste
Morro do Castelo, Augusto Malta, cerca de 1910. Vista desde a Avenida Rio Branco (rua no canto direito da foto), cerca da altura da rua Rodrigo Silva, olhando para sudeste (praia)
Morro do Castelo, 1910. Em primeiro plano a Avenida Rio Branco com a
Biblioteca Nacional e o Museu de Belas Artes. Ao fundo o Morro do
Castelo, à direita a Igreja de São Sebastião, no centro a Igreja de Santo
 Inácio e o Colégio dos Jesuítas e à esquerda a Fortaleza de São Sebastião

Morro do Castelo, pintura de Eliseu Visconti, 1909. Observa-se uma
encosta do Morro.
Bateria instalada no alto do Morro contra a revolta  da chibata, 1910
Morro do Castelo. Restos da muralha, cerca de 1920
Morro do Castelo, 1920. No alto a Igreja de Santo Inácio e o Colégio dos
 Jesuítas. Vista de  nordeste para sudoeste.
Morro do Castelo, Augusto Malta, 1920. No alto a Igreja de São Sebastião
e descendo de lá a Ladeira do Seminário.
Morro do Castelo, visto desde o Jornal do Brasil, Augusto Malta, 1920
À esquerda, no morro, vê-se a torre da Igreja de Santo Inácio. Vista desde
 o oeste.
Rua da Misericórdia e Morro do Castelo, Augusto Malta, antes de 1922.
No alto o Morro do Castelo, do qual sai a Ladeira do Castelo, com a Igreja
 de Santo Inácio e o Colégio dos Jesuítas. Em primeiro plano a 
Rua da
Misericórdia com a Igreja de São José do lado direito. Vista desde oeste.

Morro do Castelo. Casario, visto desde o Museu de Belas Artes (Av. Rio
Branco), Augusto Malta, 1910-1920. Na extrema direita, no alto, a Igreja
de São Sebastião. Vista desde o sudoeste.
Morro do Castelo. Casario, visto desde o Palace Hotel, Augusto Malta, 1920.
Na extrema direita, no alto, a Igreja de São Sebastião. Vista desde o sudoeste.
Morro do Castelo. Casario, Augusto Malta, 1920
Morro do Castelo. Casario, Augusto Malta, 1920
Morro do Castelo. Casario, Augusto Malta, 1920
Morro do Castelo. Casario, Julio Ferrez, 1920
Morro do Castelo. Casario, Julio Ferrez, 1920
Morro do Castelo. Casario, Julio Ferrez, 1920
Morro do Castelo, 1921. Casario
Morro do Castelo. Casario, 1921
Morro do Castelo. Casario, 1921
Morro do Castelo. Casario, 1921
Morro do Castelo. Casario, 1921
Morro do Castelo. Casario, 1921
Morro do Castelo. Casario, 1921
Morro do Castelo. Casario, 1921
Morro do Castelo. Casario, 1921
Morro do Castelo. Casario, 1921
Morro do Castelo. Casario, 1921
Morro do Castelo. Casario, Augusto Malta, 1920
Morro do Castelo. Casario, Augusto Malta, 1920
Morro do Castelo. Casario, Augusto Malta, 1920
Morro do Castelo. Casario, Augusto Malta, 1921
Morro do Castelo. No alto a Igreja de São Sebastião e descendo de lá
a Ladeira do Seminário.
Morro do Castelo, Augusto Malta, 1921. Canteiro de obras cerca do
Largo da Misericórdia. No alto o Colégio dos Jesuítas. Vista de nordeste
 para sudoeste
Morro do Castelo. Vista desde o calabouço. Augusto Malta, 1921.
No alto o Colégio dos Jesuítas 
Morro do Castelo, 1921. Vê-se à esquerda a Igreja de São Sebastião.
Morro do Castelo. Chácara da Floresta. Vê-e o portão de entrada, 1920

Morro do Castelo. Chácara da Floresta. Vista tomada do Palace Hotel,
Augusto Malta, 1920
Morro do Castelo, Augusto Malta, 1921. Chácara da Floresta
Morro do Castelo. Chácara da Floresta, Augusto Malta, 1921
Morro do Castelo, 1922. Casario, possivelmente a Chácara da Floresta
Morro do Castelo. Chácara da Floresta, Augusto Malta, 1921. À direita a
Avenida Rio Branco. No alto do Morro do Castelo vê-se à esquerda, a Igreja
de São Sebastião
Morro do Castelo, Augusto Malta, 1921. Chácara da Floresta
Morro do Castelo. Chacara da Floresta, Luciano Ferrez, 1921-1922
Morro do Castelo, Augusto Malta, 1921. Chácara da Floresta
Morro do Castelo, Augusto Malta, 1921. Chácara da Floresta. Aos fundos,
a parte traseira da Biblioteca Nacional e Museu nacional de Belas Artes
(futura Rua México)
Morro do Castelo, Augusto Malta, 1922. Casarão.
Morro do Castelo, Augusto Malta, 1922. Casarão. 
Morro do Castelo. Chácara da Floresta, 1921
Morro do Castelo, Augusto Malta, 1921
Foto de antes de 1922. Em primeiro plano a Rua da
Misericórdia, com a Igreja de São José. Ao fundo o
Morro do Castelo, do qual sai a Ladeira do Colégio.
No alto a Igreja de Santo Inácio e o Colégio dos Jesuítas.
Rua Santa Luzia e Morro do Castelo. Augusto Malta, 1922. Ao fim da rua,
as torres da Igreja de Santa Luzia e no alto do Morro a Igreja de São Sebastião.
Visto desde o sudoeste
Morro do Castelo. Vista tomada do P. de Festas, Augusto Malta, 1922.
Em primeiro plano, à esquerda, a Santa Casa da Misericórdia. No alto do
morro, à extrema esquerda a Igreja de São Sebastião e à direita a Igreja de
Santo Inácio e o Colégio dos Jesuítas e atrás o Observatório Astronômico.
Vista desde o leste.

Foto de antes de 1922. Morro do Castelo, do qual sai a Ladeira do Colégio.
No alto a Igreja de Santo Inácio e o Colégio dos Jesuítas.
Morro do Castelo, antes de 1922. Observe o casario.
Morro do Castelo, antes de 1922. Observe o casario. A casa à extrema direita
parece ser a mesma à esquerda da foto anterior.
Morro do Castelo, antes de 1922. Rua que termina junto à Igreja de São
Sebastião. Vista provavelmente da ou perto da  Fortaleza de São Sebastião.
Morro do castelo, antes de 1922. Ao fundo a Igreja de São Sebastião
Morro do Castelo, Augusto Malta, 1922
Avenida Rio Branco à direita e à esquerda o Morro do Castelo
Morro do Castelo, 1922. Casario, possivelmente a Chácara da Floresta.
À direita ao fundo a parte superior do Instituto de Belas Artes
Morro do Castelo. Demolições, Augusto Malta, 1920. No alto a Igreja de
São Sebastião
Demolição do Morro do castelo, cerca de 1921. Observe o uso da água sob
pressão.
Morro do Castelo. Demolição, Augusto Malta, 1922
Morro do Castelo. Demolição, Augusto Malta, 1922
Morro do Castelo. Demolição, Augusto Malta, 1922. Observe que há até um trem
para levar o entulho
Morro do Castelo. Demolição, Augusto Malta, 1922
Demolição do Morro do castelo, cerca de 1921-1922. Observe o uso da água
 sob pressão.
Demolição do Morro do castelo, cerca de 1921. Ao fundo as ruínas do
Colégio dos Jesuítas.


Demolição do Morro do Castelo, Augusto Malta, 1922. Ao fundo as ruínas
do Colégio dos Jesuítas, onde se vê a fachada esquerda e a anterior. Observe

os 4 andares na parede esquerda, havendo no andar inferior apenas uma
porta.  Vista desde o leste.

Demolição do Morro do Castelo, Luciano Ferrez, 1921-1922.
 Ao fundo as ruínas do Colégio  dos Jesuítas, onde se vê a
fachada esquerda e a anterior. Em primeiro plano a 
Ladeira
 da MisericórdiaVista desde o leste.
Morro do Castelo. Demolições, 1921. No alto a Igreja de São Sebastião
Morro do Castelo. Demolição, Augusto Malta, 1922. Ao fundo a Igreja de São
Sebastião.
Morro do Castelo. Demolição visto da Igreja de Santa Luzia, Augusto Malta,
1922. No alto à esquerda, o que parece ser restos da Igreja de São Sebastião
 Morro do Castelo. Demolição visto desde o Palace Hotel, Augusto Malta, 1922
Morro do Castelo. Demolição visto Rua São José, Augusto Malta, 1922
Morro do Castelo. Demolição. Augusto Malta, 1922. Ao fundo o antigo
Colégio dos jesuítas com a cúpula do Observatório Astronômico
Demolição do Morro do castelo, 1921-1922. Ao fundo as ruínas do
Colégio dos Jesuítas
Demolição do Morro do castelo, Luciano Ferrez, 1922. Ao fundo as ruínas
do Colégio dos Jesuítas
Demolição do Morro do Castelo, 1921-1922. Ao fundo as  ruínas do
 Colégio dos Jesuítas.
Demolição do Morro do Castelo, Augusto Malta, 1921
Demolição do Morro do castelo, 1921-1922
Demolição do Morro do Castelo, 1922. À esquerda, ao fundo, as torres da
Igreja de Santa Luzia.
Morro do Castelo. Demolição, Augusto Malta, 1922. No centro, ao fundo,
as torres da Igreja de Santa Luzia.
Morro do Castelo. Demolição, Julio Ferrez, 1921-1922. No centro, ao fundo,
as torres da Igreja de Santa Luzia.
Morro do Castelo. Demolição, Luciano Ferrez, 1921-1922. No centro, ao
fundo, as torres da Igreja de Santa Luzia.
Demolição do Morro do Castelo, Augusto Malta, 1922. No alto a Igreja
de São Sebastião.
Morro do Castelo. Demolições, Augusto Malta, 1922. No topo restos
do Colégio dos Jesuítas.
Demolição do Morro do Castelo, Augusto Malta, 1922. No alto a Igreja
de São Sebastião.
Demolição do Morro do Castelo, Augusto Malta, 1921. Vê-se a altura da Rua
México, com restos do morro à direita

Demolição do Morro do Castelo, 1921. Vê-se em frente a altura da Rua México,
 com parte da Biblioteca Nacional à direita e restos do morro à esquerda
Morro do Castelo. Demolição, Augusto Malta, 1921
Morro do Castelo. Demolição, Julio Ferrez, 1921-1922
Morro do Castelo. Demolição, Julio Ferrez, 1921-1922
Morro do Castelo. Demolição, Julio Ferrez, 1921-1922
Morro do Castelo. Demolição, Julio Ferrez, 1920-1922
Morro do Castelo. Demolição, Julio Ferrez, 1921
Morro do Castelo. Demolições, Augusto Malta, 1922.
Esplanada do Castelo, Augusto Malta. Vê-se à esquerda alguns restos do
Morro do Castelo, e à direita o prédio da Biblioteca Nacional
Demolição do Morro do Castelo, Augusto Malta, 1922. Queda da caixa
d´agua
Morro do Castelo, durante as demolições. No alto à esquerda a cúpula
 do observatório e à direita a Igreja de São Sebastião. Na borda do morro
o Instituto Nacional de Belas Artes
Morro do Castelo. Demolição, Luciano Ferrez, 1921-1930.  No alto à direita ruínas do observatório e da Igreja de Santo Inácio. Na borda do morro o
Instituto Nacional de Belas Artes (centro) e Biblioteca Nacional (direita).
O observador deveria estar no alto do Teatro Municipal ou em algum prédio
 vizinho
Morro do Castelo. Demolição, Luciano Ferrez, 1921-1930.  No alto à direita ruínas do observatório e da Igreja de Santo Inácio. O obsevador se encontra
 um pouco mais a noroeste que a foto anterior
Morro do Castelo, durante as demolições, anos 1920. Em primeiro plano
O instituto de Belas Artes e a Biblioteca Nacional, na Avenida Rio Branco.
No alto a Santa Casa
Esplanada do Castelo, 1928-1929. Vê-se a área onde ficava
o Morro do Castelo. Observe a Santa Casa da Misericórdia
ao norte e ao sudoeste a Avenida Rio Branco
Largo do Castelo, Augusto Malta, 1920. À direita ao fundo, a Igreja de São
Sebastião
Largo do Castelo, Augusto Malta, 1921. À direita ao fundo, a Igreja de São
Sebastião
Morro do Castelo. Largo do Castelo, Augusto Malta, 1920.
Morro do Castelo. Largo do Castelo, Augusto Malta, 1921
Morro do Castelo. Largo do Castelo, Augusto Malta, 1920. Vê-se ao
fundo a torre sineira da igreja
Largo do Castelo Augusto Malta, 1921.
Largo do Castelo Augusto Malta, 1921.
Largo do Castelo Augusto Malta, 1921
 Ladeira da Misericórdia, pintura de Eduard Hildebrandt, 1844. Vê-se à
esquerda o início da Ladeira da Misericórdia (trecho ainda existente, junto
à Igreja de Nossa senhora do Bonsucesso) e no alto um pedaço da Igreja
de Santo Inácio e Colégio dos Jesuítas. À direita, Rua da Misericórdia,
vista desde o sudeste, em direção ao Morro de São Bento.
Ladeira da Misericórdia, século XIX. Vê-se à esquerda o início da Ladeira da
Misericórdia (trecho ainda existente, junto à Igreja de Nossa senhora do
Bonsucesso). À direita, Rua da Misericórdia, vista desde o sudeste, em direção
 ao Morro de São Bento.
Ladeira da Misericórdia, 1921. Vê-se à direita o início da Ladeira da
Misericórdia (trecho ainda existente); à esquerda, parte do complexo da
Santa Casa da Misericórdia. Vista desde o sudeste.
Ladeira da Misericórdia, antes de 1922. Vê-se à  direita o início da Ladeirada
Misericórdia  (trecho ainda existente); à esquerda, a Igreja de Nossa senhora
do Bonsucesso; no alto um pedaço da Igreja de Santo Inácio e Colégio dos
 Jesuítas. Vista desde o leste
Ladeira da Misericórdia, antes de 1922. Vê-se à  direita o início da Ladeira
da Misericórdia (trecho ainda existente); à esquerda, a Igreja de Nossa senhora
do Bonsucesso; no alto um pedaço da Igreja de Santo Inácio e Colégio dos
 Jesuítas. Vista desde o sudeste.
Ladeira da Misericórdia, Augusto Malta, 1920. Vê-se a ladeira desde
o alto, olhando para baixo.

Morro do Castelo. Ladeira da Misericordia, 1921. Vê-se a ladeira desde
o alto, olhando para baixo.
Ladeira da Misericórdia, antes de 1922. No alto, Igreja de Santo Inácio e
 Colégio dos Jesuítas. Vista desde o leste.
Ladeira da Misericórdia. Augusto Malta, 1922

Ladeira da Misericórdia, década de 1930. Vê-se no centro o início da Ladeira
 da Misericórdia (trecho ainda existente); à esquerda, parte do complexo da
Santa Casa da Misericórdia. Vista desde o sudeste.

Ladeira da Misericórdia, anos 1960. Vê-se à  direita o início da Ladeira
da Misericórdia (trecho ainda existente); à esquerda, edifício do
Complexo da Santa Casa; Ao fundo edifícios da esplanada do Castelo.
Vista desde o sudeste.
Ladeira da Misericórdia. Este é o pequeno
trecho que resta, próximo à Igreja de Nossa
Senhora do Bonsucesso (Misericórdia)
(foto do autor)
Ladeira da Misericórdia. Este é o pequeno
trecho que resta, próximo à Igreja de Nossa
Senhora do Bonsucesso (Misericórdia)
(foto do autor)
Ladeira da Misericórdia. Este é o pequeno
trecho que resta, próximo à Igreja de Nossa
Senhora do Bonsucesso (Misericórdia).Vista do alto (foto do autor)
Ladeira da Misericórdia. Este é o pequeno trecho que resta, próximo à Igreja
de Nossa 
Senhora do Bonsucesso (Misericórdia). Vista do alto (foto do autor)
Ladeira da Misericórdia. Este é o pequeno trecho que resta, próximo à Igreja
de Nossa 
Senhora do Bonsucesso (Misericórdia). Vista do trecho final, noalto (foto do autor)

Ladeira do Castelo e Igreja de Santo Inácio, pintura de Eduard Hildebrandt,
1844. Vê-se o final da Ladeira do Castelo a torre da Igreja de Santo Inácio.
Vista desde o oeste-noroeste.
Ladeira do Castelo, 1921. Vê-se o final da Ladeira do
Castelo a torre da Igreja de Santo Inácio. Vista desde o
 oeste-noroeste.
Ladeira do Castelo e Igreja de Santo Inácio,
antes de 1922Vê-se o final da Ladeira a
torre  da Igreja de Santo Inácio. Vista desde
 o oeste.
Ladeira do Castelo, vista do Portal da Fortaleza de São Sebastião,
1861. Ao fundo, a torre sineira da Igreja de Santo Inácio.
Ladeira do Castelo, vista do Portal da Fortaleza de São Sebastião, Augusto
Malta, 1914.
Ladeira do Castelo, vista do Portal da Fortaleza de São Sebastião, Augusto
Malta, 1921
Ladeira do Castelo, 1920.

 Morro do Castelo. Ladeira do Castelo, Augusto Malta, 1922.
Ladeira do Castelo, vista do Portal da Fortaleza de São Sebastião, Augusto
Malta, 1914. Tirada aproximadamente do mesmo lugar que a foto anterior.
Ladeira do Castelo, Augusto Malta. Observe que há uma fonte pública aqui
Ladeira do Castelo, 1921. No final pode-se ver a torre sineira da Igreja de
Santo Inácio
Ladeira no Morro do Castelo, antes de 1922. Vê-se à esquerda
parte do baluarte da Fortaleza de São Sebastião, com a guarita
em cima
Ladeira do Castelo, Augusto Malta, antes de 1922. Olhando de baixo para
cima. No alto o portão do Forte São Sebastião.
Ladeira do Castelo, Augusto Malta, 1922. Visto desde cima para baixo.
Observe como os imóveis estavam mal conservados
Ladeira do Castelo. Augusto Malta, 1922
Morro do castelo. Ladeira do Seminário, 1904

Ladeira do Castelo, Augusto Malta, 1922. Observe como os imóveis
estavam mal conservados
Ladeira do Seminário, Augusto Malta, 1921. Vê-se no alto os fundos da
Igreja de São Sebastião.
Ladeira do Seminário, Augusto Malta, 1921
Ladeira do Castelo, ao fundo vê-se a torre da Igreja
Ladeira do Castelo
Ladeira no Morro do Castelo, 1922