sábado, 29 de março de 2014

BRASIL: RJ: ITABORAÍ: 
 Teatro João Caetano - 
 João Caetano Theater

1 – Localização: 
       Município de Itaboraí, 1º. Distrito, Centro. Praça Marechal Floriano Peixoto, 200 (-22° 44' 43.61", -42° 51' 35.55")
2 – Histórico: 
          Em 1824 o Coronel João Hilário de Menezes Drummond construiu a Casa de Ópera de Itaboraí perto da Igreja do Bonfim. Em 1827 o itaboraiense João Caetano dos Santos estreava a peça O carpinteiro da Livônia. Posteriormente um novo teatro foi erguido e em 1863 recebeu o nome de João Caetano. O teatro tinha entre os frequentadores membros da Corte, como a princesa Isabel, e famílias abastadas da região, tendo seu período áureo no século XIX.
           O teatro sofreu algumas mudanças e adaptações, primeiramente em 1924, no seu interior, e de fachada em diversas outras ocasiões passando, também, a ser palco de grandes eventos de gala, como os concursos de misses e os célebres bailes de carnaval. Em 1927 sofreu nova reforma. Na década de 1960 a Prefeitura inicia nove reforma, que se mostra incompleta, ficando o edifício sem telhamento, o que levou à sua deterioração. Em 1974, após períodos de abandono e descaso, e, já em ruínas, teve o restante de suas paredes demolidas. Em 1983 o então prefeito João Baptista Caffaro promove a sua reconstrução com uma nova fachada, que é a atual. Nesta obra não foram reconstruídos os dois lances de camarotes que compunham o prédio original, mas, mesmo assim, o teatro tem 200 lugares na plateia. No entanto, as obras nunca foram concluídas, faltando ainda os equipamentos adequados, tratamento acústico, climatização, além de alguns aspectos arquitetônicos até hoje indefinidos.
3 – Descrição: 
       Apresenta orientação geral oeste-leste, com frente virada para o leste, em direção à praça Marechal Floriano, com maior eixo no sentido ântero-posterior. O telhamento é em telhas em duas águas. A edificação tem dois andares. No primeiro andar há três portas centrais e uma janela em guilhotina de cada lado mais exteriormente, todas de arco abatido e com sobreverga. No segundo andar há, também na parte central três portas em arco abatido e com sobreverga que dão cada uma para uma pequena sacada com gradil metálico. Mais exteriormente há uma varanda, com gradil metálico e abertura em arco abatido. Há quatro cunhais separando as portas centrais e outro em cada extremidade do edifício. No alto há uma inscrição com o nome do teatro. O edifício termina com uma platibanda, mais alta na parte central. O lado direito não possui nada de significativo. O lado esquerdo situa-se em uma rua com declive importante em direção à região posterior. Na parte anterior do segundo andar há a abertura da varanda da fachada anterior em arco abatido, com gradil metálico; há no primeiro andar três portas em arco abatido e com sobreverga, na parte mais posterior, no entanto elas estão em níveis diferentes devido ao declive da rua, sendo a central acessível através de uma rampa. Na parede direita há cinco cunhais. A parede posterior está parcialmente coberta por outros imóveis e nada se destaca na mesma. A parte traseira da edificação é um pouco mais alta que o resto.
4 – Visitação:
            Tel: 3639-2293
5 – Bibliografia:
REZNIK, L. et al. Patrimônio cultural no leste fluminense: história e memória de Itaboraí, Rio Bonito, Cachoeiras de Macacu, Guapimirim, Tanguá. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2013.

Theater of João Caetano: Brazil, State of Rio de Janeiro, City of itaboraí
        In 1824 Colonel João Hilario de Menezes Drummond built the Opera House of Itaboraí near the Church of Bonfim. Subsequently, a new theater was erected in 1863 and named after the famous playwright João Caetano. Between the theater goers were members of the Court, as Princess Elizabeth, and wealthy families in the region, having its heyday in the nineteenth century. The theater has undergone some changes and adaptations, first in 1924, in its interior, and facade on several other occasions. In the 1960s the City started its reform, which shows incomplete, leaving the building without ceiling, which led to its deterioration. The building entered in ruins and, in 1974, the remainder of its walls were demolished. In 1983 the Mayor John the Baptist Caffaro promoted its reconstruction with a new facade, which is the current.
Imagem Google Earth
Imagem Google Earth. Centro Histórico
Imagem Google Earth. Centro Histórico. Detalhe
Vista satélite google
Em frente o Teatro João Caetano. A 2a. casa à direita é a Casa de Cultura Heloísa Alberto Torres. Observe que a fachada do teatro era bem diferente da atual. As janelas eram de verga reta e não curva e as portas eram em arco pleno.
A fachada era mais baixa e a platibanda era reta e se podia ver o telhado por trás da fachada.
Teatro João caetano, 1922. Observe a diferença na fachada


Teatro João caetano, 1956. Observe a nova fachada
Teatro João caetano, 1956. Detalhe da fachada do segundo andar

Frente e lado direito. Foto mais recente que a anterior, assemelhando-se o
teatro bem mais com o atual. Repare que aqui a varanda do segundo andar
do lado direito também possui uma janela para a fachada lateral e se pode
ver o telhado. Vê-se, também que a balaustrada do segundo andar é diferente
 do  gradil atual. A foto deve ser anterior à demolição de 1974
Frente (foto do autor) 
Frente (foto do autor)
Frente e lado esquerdo (foto do autor)
Lado esquerdo. Observe o desnível da rua (foto do autor)
Lado esquerdo (foto do autor)
Lado esquerdo (foto do autor)
Lado esquerdo (foto do autor)
Lado direito (foto do autor)
Fundos (foto do autor)


BRASIL: RJ: ITABORAÍ: 
Antiga Secretaria Municipal de Educação e Cultura 
(atual Procuradoria Geral do Município Casa Salvador de Mendonça) - 
Municipal Secretary of Education

1 – Localização: 
            Município de Itaboraí, 1º. Distrito, Centro. Praça Marechal Floriano Peixoto (-22°44'41.0", -42°51'31.3")
2 – Histórico: 
            É uma típica casa térrea do Período Colonial erguida entre 1885 e 1890, no antigo Largo da Matriz (atual Praça Marechal Floriano Peixoto), para servir de residência de pessoas da classe social intermediária da época (artesão, artistas, funcionários públicos, etc.). Inicialmente serviu de residência à família Coutinho, e, depois, durante muitas décadas foi moradia da Professora Paulina Porto, célebre pianista e uma das maiores incentivadora da Banda Municipal. A casa foi adquirida e reformada em 1986 no Governo de João Batista Cáffaro, após a morte de D. Lilita Porto, filha da pianista, e nela se instalou a Secretaria Municipal de Educação. Atualmente abriga a Secretaria Municipal de Trabalho e Renda.
3 – Descrição:
           Apresenta orientação geral leste-nordeste - oeste-sudoeste, com frente virada para o sul-sudeste, em direção à praça Marechal Floriano, com maior eixo no sentido ântero-posterior. O telhamento é em telhas em duas águas. Na sua fachada anterior, há uma porta à direita e três janelas à esquerda; todos os quatros apresentam verga e sobreverga reta. Encima delas fica a inscrição “Secretaria Municipal de Trabalho e Renda” e, mais no alto, a cimalha. As paredes laterais ficam coladas a outros imóveis vizinhos.
4 - Visitação: 
            De segunda à sexta das 9:00 às 17:00. Tel. 2639-2001
5 – Bibliografia:
REZNIK, L. et al. Patrimônio cultural no leste fluminense: história e memória de Itaboraí, Rio Bonito, Cachoeiras de Macacu, Guapimirim, Tanguá. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2013.
Municipal Secretary of Education: Brazil, State of Rio de Janeiro, City of Itaboraí
      It is a typical one-story house of the Colonial Period erected between 1885 and 1890 to serve as a residence for the middle class people of the time (craftsman, artists, civil servants, etc.). The house was bought and renovated in 1986 by the City, which installed there the Municipal Secretary of Education. Currently it houses the Municipal Secretary of Work and Income. 
Imagem Google Earth
Imagem Google Earth. Centro Histórico

Imagem Google Earth. Centro Histórico. Detalhe

Praça Marechal Floriano Peixoto, Igreja de São João Batista (frente e lado
direito) e, Secretaria de Cultura (no fundo à esquerda), década de 1950
Frente (foto do autor)
Frente (foto do autor)

Frente, após nova pintura de 2015 (foto do autor)

quinta-feira, 27 de março de 2014

BRASIL: RJ: ITABORAÍ: 
 Casa de Cultura Heloisa Alberto Torres - 
House of Culture Heloisa Alberto Torres

1 – Localização: 
            Município de Itaboraí, 1º. Distrito, Centro. Praça Marechal Floriano Peixoto, 303 (-22° 44' 42.51", -42° 51' 35.24")
2 – Histórico:

O sobrado foi erguido entre 1810 e 1815. A partir de 1825 passou a ser utilizado como residência de famílias ilustres: os Azeredo Coutinho, os Antunes de Macedo e os Marques Rosa. Em 1940 ali funcionou a Coletoria Federal (onde se coletavam e arrecadavam os impostos), cujo titular era o Sr. Pedro Marques Rosa. Depois pertenceu a Antônio Colcheiro, que ali fabricava e vendia colchões com recheio de capim. O sobrado já serviu, também, como escola, oficina de sapateiros e agência funerária. Em 1963 o casarão foi comprado por Heloísa e Maria Luísa Alberto Torres, filhas do itaboraiense Alberto Seixas Martins Torres, que foi Ministro da Justiça e Presidente da Província do Rio de Janeiro. Com objetivo de residir em Itaboraí, as irmãs Alberto Torres realizaram uma ampla reforma no casarão, pois o prédio de construção sólida não tinha condições de habitação. Concluídas as obras em 1967, Heloísa e Maria fixaram residência no sobrado. Com o falecimento de Heloísa em 1977 e de Maria em 1985, o casarão passou a pertencer ao IPHAN conforme o desejo de ambas, para tornar-se um centro de difusão cultural, a partir do acervo bibliográfico, documental e mobiliário pertencentes a família. Durante alguns anos, a casa permaneceu fechada até a ocupação por parte da Prefeitura Municipal de Itaboraí em 1989. Somente em 1995, após outra reforma, a casa foi aberta ao público. Hoje abriga a Casa Heloísa Alberto Torres e a Fundação de Arte e Cultura de Itaboraí. Possui um fabuloso acervo museológico e uma significativa coleção de livros periódicos, fotografias e documentos pertencentes à família Torres. O acervo da biblioteca inclui parte dos estudos realizados pela antropóloga, arqueóloga e etnógrafa Heloísa Alberto Torres (1895-1977). 
3 – Descrição: 
          Apresenta orientação geral leste-nordeste - oeste-sudoeste, com frente virada para o sul-sudeste, em direção à praça Marechal Floriano, com maior eixo no sentido ântero-posterior. O telhamento é em telhas em duas águas. Nos fundos há um jardim arborizado. A edificação possui dois andares. Na parede anterior, há no centro uma ampla porta, com um óculo oval e gradeado de cada lado e mais exteriormente uma janela; o segundo andar possui cinco janelas; nas laterais há um cunhal e no alto uma cimalha sobre a qual se assenta o telhado. A parede direita encontra-se colada a outras residências e não pode ser adequadamente observada. A parede esquerda apresenta dois cunhais no centro da fachada, tendo, entre eles, uma janela no segundo andar, e mais um cunhal em cada extremidade. A parede posterior apresenta duas porções diferentes. A parte mais próxima da parede esquerda, apresenta uma porta central, e com uma janela de um lado (região mais lateral) e um pequeno óculo do outro (região mais medial); no segundo andar há três janelas. A parte mais próxima da parede direita, apresenta uma projeção posterior da parede formando uma varanda aberta com dois arcos posteriores e um no seu lado esquerdo, sustentando um segundo andar fechado com duas janelas; no primeiro andar, após a varanda, há uma porta e uma janela. Todas as portas e janelas são em arco abatido, tendo, as da parede anterior, pequena sobreverga. 
         No interior, no primeiro andar, há inicialmente um vestíbulo à esquerda com uma escada ao fundo; no vestíbulo há um marco de pedra da vila de São José D’El-Rei (atual distrito de Itambi). À direita do vestíbulo há uma porta para outro cômodo e depois um pequeno corredor que dá para um grande salão que se abre para a porta dos fundos; no lado direito do salão há uma porta para outros cômodos e uma escada para o segundo andar.
4 – Visitação:
            De segunda a sexta das 9:00 as 17:00. Tel: 3639-2022 / 3639-2044.
5 – Bibliografia:
REZNIK, L. et al. Patrimônio cultural no leste fluminense: história e memória de Itaboraí, Rio Bonito, Cachoeiras de Macacu, Guapimirim, Tanguá. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2013.
http://mapadecultura.rj.gov.br/itaborai/casa-heloisa-alberto-torres/

House of Culture Heloisa Alberto Torres: Brazil, State of Rio de Janeiro, City of Itaboraí
          The manor was built between 1810 and 1815 and since 1825, it began to be used as the residence of renowned families of the region. Then, it served as school, shoemakers workshop and funeral. In 1940, it served as Federal Tax Office. In 1963 the manor was bought by Heloisa Alberto Torres and her sister Maria Luisa, and a great reform was made. In 1995, after another reform, the house was opened to the public as House of Culture Heloisa Alberto Torres. It Has a fabulous museum collection and a significant collection of books journals, photographs and documents belonging to the Torres family, including the famous anthropologist, archaeologist and ethnographer Heloisa Alberto Torres (1895-1977).
Imagem Google Earth
Imagem Google Earth. Centro Histórico
Imagem Google Earth. Centro Histórico, Detalhe
Vista do satélite google
Em frente o Teatro João Caetano. A 2a. casa à direita é a Casa de Cultura
 Heloísa Alberto Torres
Praça Marechal Floriano Peixoto e Busto de Joaquim Manoel de Macedo, 1922.
Na extrema direita uma parte do Teatro João Caetano e pouco depois a Casa de
Cultura Heloisa Alberto Torres
Casa de Cultura Heloísa Alberto Torres. Frente 
Frente (foto do autor)
Frente (foto do autor)
Frente. Detalhe do primeiro andar (foto do autor)
Frente (foto do autor)

Frente. Detalhe da porta de entrada, vendo-se o primeiro salão (foto do autor)
Lado esquerdo (foto do autor)
Fundos (foto do autor)
Fundos (foto do autor)
Fundos (foto do autor) 
Fundos (foto do autor)
Fundos (foto do autor)
Jardim nos fundos (foto do autor)
Salão de entrada. Observe à esquerda a escada para o segundo andar e
à direita a entrada do salão dos fundos (foto do autor)
Salão de entrada. Observe a escada para o segundo andar e no centro o
 marco de pedra (foto do autor)

Salão de entrada olhando para a entrada (foto do autor)

Salão de entrada. Escada para o segundo andar
 (foto do autor)
Salão de entrada. Marco de pedra de São José
d'El-Rei (foto do autor)
Salão posterior, olhando para a entrada (foto do autor)
Salão posterior, olhando para a direita do imóvel (foto do autor)
Salão posterior, olhando para os fundos (foto do autor)
Salão posterior, olhando para os fundos. Observe a porta à direita da foto
(foto do autor)
Salão posterior, olhando para os fundos
(foto do autor)
Salão posterior, olhando para o cômodo
da esquerda (foto do autor)