quinta-feira, 27 de março de 2014

BRASIL: RJ: ITABORAÍ: 
 Casa de Cultura Heloisa Alberto Torres - 
House of Culture Heloisa Alberto Torres

1 – Localização: 
            Município de Itaboraí, 1º. Distrito, Centro. Praça Marechal Floriano Peixoto, 303 (-22° 44' 42.51", -42° 51' 35.24")
2 – Histórico:

O sobrado foi erguido entre 1810 e 1815. A partir de 1825 passou a ser utilizado como residência de famílias ilustres: os Azeredo Coutinho, os Antunes de Macedo e os Marques Rosa. Em 1940 ali funcionou a Coletoria Federal (onde se coletavam e arrecadavam os impostos), cujo titular era o Sr. Pedro Marques Rosa. Depois pertenceu a Antônio Colcheiro, que ali fabricava e vendia colchões com recheio de capim. O sobrado já serviu, também, como escola, oficina de sapateiros e agência funerária. Em 1963 o casarão foi comprado por Heloísa e Maria Luísa Alberto Torres, filhas do itaboraiense Alberto Seixas Martins Torres, que foi Ministro da Justiça e Presidente da Província do Rio de Janeiro. Com objetivo de residir em Itaboraí, as irmãs Alberto Torres realizaram uma ampla reforma no casarão, pois o prédio de construção sólida não tinha condições de habitação. Concluídas as obras em 1967, Heloísa e Maria fixaram residência no sobrado. Com o falecimento de Heloísa em 1977 e de Maria em 1985, o casarão passou a pertencer ao IPHAN conforme o desejo de ambas, para tornar-se um centro de difusão cultural, a partir do acervo bibliográfico, documental e mobiliário pertencentes a família. Durante alguns anos, a casa permaneceu fechada até a ocupação por parte da Prefeitura Municipal de Itaboraí em 1989. Somente em 1995, após outra reforma, a casa foi aberta ao público. Hoje abriga a Casa Heloísa Alberto Torres e a Fundação de Arte e Cultura de Itaboraí. Possui um fabuloso acervo museológico e uma significativa coleção de livros periódicos, fotografias e documentos pertencentes à família Torres. O acervo da biblioteca inclui parte dos estudos realizados pela antropóloga, arqueóloga e etnógrafa Heloísa Alberto Torres (1895-1977). 
3 – Descrição: 
          Apresenta orientação geral leste-nordeste - oeste-sudoeste, com frente virada para o sul-sudeste, em direção à praça Marechal Floriano, com maior eixo no sentido ântero-posterior. O telhamento é em telhas em duas águas. Nos fundos há um jardim arborizado. A edificação possui dois andares. Na parede anterior, há no centro uma ampla porta, com um óculo oval e gradeado de cada lado e mais exteriormente uma janela; o segundo andar possui cinco janelas; nas laterais há um cunhal e no alto uma cimalha sobre a qual se assenta o telhado. A parede direita encontra-se colada a outras residências e não pode ser adequadamente observada. A parede esquerda apresenta dois cunhais no centro da fachada, tendo, entre eles, uma janela no segundo andar, e mais um cunhal em cada extremidade. A parede posterior apresenta duas porções diferentes. A parte mais próxima da parede esquerda, apresenta uma porta central, e com uma janela de um lado (região mais lateral) e um pequeno óculo do outro (região mais medial); no segundo andar há três janelas. A parte mais próxima da parede direita, apresenta uma projeção posterior da parede formando uma varanda aberta com dois arcos posteriores e um no seu lado esquerdo, sustentando um segundo andar fechado com duas janelas; no primeiro andar, após a varanda, há uma porta e uma janela. Todas as portas e janelas são em arco abatido, tendo, as da parede anterior, pequena sobreverga. 
         No interior, no primeiro andar, há inicialmente um vestíbulo à esquerda com uma escada ao fundo; no vestíbulo há um marco de pedra da vila de São José D’El-Rei (atual distrito de Itambi). À direita do vestíbulo há uma porta para outro cômodo e depois um pequeno corredor que dá para um grande salão que se abre para a porta dos fundos; no lado direito do salão há uma porta para outros cômodos e uma escada para o segundo andar.
4 – Visitação:
            De segunda a sexta das 9:00 as 17:00. Tel: 3639-2022 / 3639-2044.
5 – Bibliografia:
REZNIK, L. et al. Patrimônio cultural no leste fluminense: história e memória de Itaboraí, Rio Bonito, Cachoeiras de Macacu, Guapimirim, Tanguá. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2013.
http://mapadecultura.rj.gov.br/itaborai/casa-heloisa-alberto-torres/

House of Culture Heloisa Alberto Torres: Brazil, State of Rio de Janeiro, City of Itaboraí
          The manor was built between 1810 and 1815 and since 1825, it began to be used as the residence of renowned families of the region. Then, it served as school, shoemakers workshop and funeral. In 1940, it served as Federal Tax Office. In 1963 the manor was bought by Heloisa Alberto Torres and her sister Maria Luisa, and a great reform was made. In 1995, after another reform, the house was opened to the public as House of Culture Heloisa Alberto Torres. It Has a fabulous museum collection and a significant collection of books journals, photographs and documents belonging to the Torres family, including the famous anthropologist, archaeologist and ethnographer Heloisa Alberto Torres (1895-1977).
Imagem Google Earth
Imagem Google Earth. Centro Histórico
Imagem Google Earth. Centro Histórico, Detalhe
Vista do satélite google
Em frente o Teatro João Caetano. A 2a. casa à direita é a Casa de Cultura
 Heloísa Alberto Torres
Praça Marechal Floriano Peixoto e Busto de Joaquim Manoel de Macedo, 1922.
Na extrema direita uma parte do Teatro João Caetano e pouco depois a Casa de
Cultura Heloisa Alberto Torres
Casa de Cultura Heloísa Alberto Torres. Frente 
Frente (foto do autor)
Frente (foto do autor)
Frente. Detalhe do primeiro andar (foto do autor)
Frente (foto do autor)

Frente. Detalhe da porta de entrada, vendo-se o primeiro salão (foto do autor)
Lado esquerdo (foto do autor)
Fundos (foto do autor)
Fundos (foto do autor)
Fundos (foto do autor) 
Fundos (foto do autor)
Fundos (foto do autor)
Jardim nos fundos (foto do autor)
Salão de entrada. Observe à esquerda a escada para o segundo andar e
à direita a entrada do salão dos fundos (foto do autor)
Salão de entrada. Observe a escada para o segundo andar e no centro o
 marco de pedra (foto do autor)

Salão de entrada olhando para a entrada (foto do autor)

Salão de entrada. Escada para o segundo andar
 (foto do autor)
Salão de entrada. Marco de pedra de São José
d'El-Rei (foto do autor)
Salão posterior, olhando para a entrada (foto do autor)
Salão posterior, olhando para a direita do imóvel (foto do autor)
Salão posterior, olhando para os fundos (foto do autor)
Salão posterior, olhando para os fundos. Observe a porta à direita da foto
(foto do autor)
Salão posterior, olhando para os fundos
(foto do autor)
Salão posterior, olhando para o cômodo
da esquerda (foto do autor)

quarta-feira, 26 de março de 2014

BRASIL: RJ: ITABORAÍ: 
Palacete do Visconde de Itaboraí 
 (Prefeitura Municipal de Itaboraí) - 
Itaborai's City Hall 

1 – Localização: 
         Município de Itaboraí, 1º. Distrito, Centro. Praça Marechal Floriano Peixoto, 97 (-22° 44' 44.33", -42° 51' 29.35")
2 – Histórico:
O Palacete foi erguido, segundo uns em fins do século XVIII e, segundo outros, entre 1803 e 1810. Entre 1832 e 1834 foi reformada pelo itaboraiense Joaquim José Rodrigues Torres (futuro Visconde de Itaboraí, primeiro Presidente da Província do Rio de Janeiro e Ministro por mais de dez vezes) para lhe para ser servir de residência. O palacete original era na verdade um conjunto, pois, além do palacete propriamente dito, existiam casas baixas ao seu redor que faziam parte do complexo. O palacete era local onde o visconde residia e recebia e hospedava políticos e personalidades importantes, enquanto suas comitivas se acomodavam nas casas baixas a volta do palacete. O palacete servia de hospedagem para a família Real quando esta visitava Itaboraí. Em fins do século XIX foi sede da Casa de Caridade São João Batista.
          Foi tombado como Patrimônio Histórico Nacional pelo IPHAN em 1964. Em 1968 a Prefeitura adquiriu o palacete por troca por outro imóvel com a Casa de Caridade São João Batista, e o doou ao Governo do Estado do Rio de Janeiro. Em 1969, já bastante desfigurado, o prédio sofre incêndio, ficando em estado de ruínas. O palacete foi reconstruído pelo Governo Estadual, que adaptou-o internamente ao seu novo uso como Fórum Municipal, cuja inauguração se deu em 1974. Em 2000, o Fórum foi transferido para outro imóvel, no bairro Nancilândia, e, após ampla reforma, o prédio passou a ser a sede da Prefeitura Municipal de Itaboraí.
3 – Descrição: 
            Apresenta orientação geral noroeste-sudeste, com frente virada para o noroeste, em direção à praça Marechal Floriano, com maior eixo no sentido ântero-posterior. O telhamento é em telhas em quatro águas. É um solar assobradado, de arquitetura neoclássica com feições coloniais do início do século XIX. É uma edificação de três andares, sendo que o último andar não ocupa toda a área da edificação. No primeiro andar há uma grande porta central, ladeada por uma janela e mais exteriormente por outra porta. No segundo andar há cinco portas que dão para as respectivas sacadas com gradil metálico. Encima da porta central há uma decoração em rocalha com a data de 1834. Nas bordas da fachada há cunhais com decoração em volutas no topo. O terceiro andar corresponde a uma pequena camarinha, ocupando apenas a parte central da fachada; ela possui apenas três pequenas janelas frontais. Os lados direito e esquerdo são assimétricos, com o lado esquerdo tendo dois pavimentos que acompanham o nível da rua na frente da edificação e o lado esquerdo tendo um porão associado ao desnível da rua neste lado e nos fundos. A parede lateral esquerda há oito janelas no primeiro andar e sete no segundo andar. Na parede lateral direita também há oito janelas no primeiro andar e sete no segundo andar; no início desta fachada há também um pequeno nicho em nível mais baixo que das janelas e, na sua parte posterior, há um vão de entrada em arco abatido que dá acesso a um cômodo em um nível mais baixo do terreno (o terreno tem inclinação descendente para a parte posterior), com escada para o primeiro pavimento. Devido ao desnível do terreno, os fundos possuem quatro andares. O primeiro andar possui sete janelas, sendo as três centrais menores que o padrão do resto da edificação; o segundo andar possui cinco janelas, faltando as duas próximas à parede direita; o terceiro andar possui quatro janelas, faltando as duas próximas à parede direita e a próxima à parede esquerda. O quarto andar corresponde a uma pequena camarinha, ocupando apenas a parte central da fachada; ela possui apenas três pequenas janelas frontais.
            No interior da edificação, logo após passar pela porta principal, há um vestíbulo com escada para o segundo andar, à direita, depois, um amplo corredor, com portas de ambos os lados; este corredor termina em outro vestíbulo com escada para o segundo andar e para o andar inferior dos fundos. Todas as portas e janelas são em arco abatido, tendo sobreverga apenas na fachada anterior.
4 – Visitação:
            De segunda à sexta das 9:00 as 17:00. Tel. 3639-2001
5 – Bibliografia:
REZNIK, L. et al. Patrimônio cultural no leste fluminense: história e memória de Itaboraí, Rio Bonito, Cachoeiras de Macacu, Guapimirim, Tanguá. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2013.

 Mansion of Viscount of Itaborai (City Hall): Brazil, State of Rio de Janeiro, City of Itaboraí
           The mansion was erected in the late eighteenth century or, according to others, between 1803 and 1810. Between 1832 and 1834 it was reformed by the Viscount of Itaboraí to be used as his house. The original palace was actually complex, because, besides the palace itself, there was a group of low homes around that were part of the complex. The palace was where the viscount resided and received and hosted politicians and important personalities, including the imperial family, while their entourages were settling in the low houses around the palace. In the late nineteenth century, it was the seat of the House of Charity of St. John the Baptist. In 1969 the building suffered a major fire, being in a state of ruins. It was rebuilt and adapted to house the Municipal Forum in 1974. In 2000, the Forum is transferred and after extensive renovation and the building became the City hall of Itaboraí.
Imagem Google Earth
Imagem Google Earth. Centro Histórico
Imagem Google Earth. Centro Histórico. Detalhe
Vista satélite google
Praça Marechal Floriano. À sudeste, parte da fachada direita da Igreja Matriz de São João Batista de Itaboraí. À esquerda da Igreja, na base da foto parte da Prefeitura Municipal. A noroeste vê-se a Casa de Câmara e Cadeia.


Palacete Visconde de Itaboraí. Augusto Malta. Frente, 1920.


Palacete Visconde de Itaboraí. Frente, 1922. Observe as casas do complexo em volta
Palacete Visconde de Itaboraí. Frente. Observe o casario à esquerda do Palácio
e que fazia parte do complexo palacial
Frente, 1958. observe o casario à esquerda do palácio. Observe o casario à
esquerda do Palácio e que fazia parte do complexo palacial
Frente (foto do autor)
Frente (foto do autor)
Frente (foto do autor)
Frente, detalhe do primeiro e segundo andar (foto do autor)
Frente, detalhe do segundo andar e camarinha (foto do autor)
Lado direito (foto do autor)
Lado direito (foto do autor)
Lado direito. Observe a entrada para o
pavimento inferior, com escada ao fundo
 (foto do autor)
Lado direito. Observe o interior do pavimento inferior, com escada ao fundo
 (foto do autor)
Lado esquerdo (foto do autor)
Parede esquerda (foto do autor)
Fundos  (foto do autor)
Fundos  (foto do autor)
Fundos. Observe a falta de janelas no lado direito (esquerdo da foto)  (foto do autor)

Fundos. Observe as janelas menores no meio da fachada (foto do autor)
Vestíbulo de entrada, olhando para a direita. Observe a escada (foto do autor)
Vestíbulo de entrada, olhando para a esquerda (foto do autor)
Corredor central visto da entrada(foto do autor)
Interior. Corredor central (foto do autor)
Interior. escada ao fim do corredor central.
A escada para baixo dá para aquele cômodo
 dos fundos (foto do autor)