segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

BRASIL: RJ: SÃO JOÃO DE MERITI:  
Igreja da Matriz de São João Batista de Meriti -  
 Church of Saint John the Baptist of Meriti

1 – Localização: 
        Município de São João de Meriti, Centro, Praça Getúlio Vargas s/n (-22°48'7.13", -43°22'15.32")
2 – História: 
           A igreja de São João Batista de Meriti começou a ser construída como capela em 1875. No ano de 1886 aproximadamente, estando a igreja ainda no alicerce, José do Patrocínio doou 30 contos de réis para a igreja e por intercessão sua, a Princesa Isabel ofertou além de diversos castiçais, a pia batismal, que tudo leva a crer não seja mais a que está na igreja. A capela era subordinada à freguesia de São João Batista de Meriti, dependente da Vila de Iguaçu (Nova Iguaçu). O Decreto Estadual n.º 204, de 01-05-1891, transferiu a sede do município da Vila de Iguaçu para a Maxambomba (atual sede de Nova Iguaçu), que foi elevada a município pelo Decreto Estadual n.º 263, de 19-06-1891. Pelos Decretos Estaduais n.ºs 01 de 08-05-1892 e 01-A, de 03-06-1892, é criado o distrito de São João de Meriti dependente da vila de Maxambomba. Em 1932, com a chegada dos padres franciscanos à região, a capela virou sede da freguesia e se reformulou sua construção, dando-se-lhe características de Igreja Matriz. A igreja foi inaugurada em 24 de junho de 1938, com a presença do então interventor no Estado do Rio de Janeiro, o Sr. Amaral Peixoto. Pelo Decreto-lei Estadual n.º 1.055, de 31 de dezembro de 1943, é criado o município de Duque de Caxias, desmembrado do município de Nova Iguaçu, e dele fazendo parte o distrito de São João de Meriti (2º. Distrito de Duque de Caxias). Em 1947, é criado o município de São João de Meriti. A Igreja Matriz que conhecemos hoje, nada tem a ver com sua construção original. Nas décadas de 1950 e 1960 houve a ampliação da igreja e a construção da Torre do relógio, desfigurando a forma original da igreja que perdeu todas as linhas arquitetônicas coloniais. Atrás da igreja matriz, onde posteriormente funcionou o Educandário Don Pedro de Alcântara e depois o Colégio Fluminense, ficava o antigo Cemitério da Irmandade do Sagrado Coração, fundada em 1919 e depois transferido para a Vila Rosali. A imagem de São João Batista, que pertencia à Irmandade de São João de Trairaponga, tinha como mentores as famílias Teles Bittencourt e Teles de Menezes. Devido à rivalidade estabelecida entre as duas famílias, os Teles de Menezes levaram para suas propriedades em Quibandê (São João de Meriti) a imagem de sua devoção, na calada da noite, com a ajuda de seus empregados. Com isto não se conformaram os Teles Bittencourt que apanharam também durante a noite a imagem e a levaram de volta para a igreja de São João Batista de Trairaponga. Os Teles de Menezes, então, voltaram a armar nova expedição, que foi tocaiada nas imediações do Porto do Pico pelos homens dos Teles Bittencourt. Os Teles de Menezes, apesar de tudo, foram vitoriosos e levaram definitivamente o Santo para São João de Meriti. No entanto, o carro de boi que transportava a imagem, foi atingido na luta e a imagem perdeu um braço. Em 11 de outubro de 1980 foi criada a Diocese de Duque de Caxias, a partir da junção de desmembramentos das Dioceses de Nova Iguaçu e Petrópolis, e foi fundada em 12 de julho de 1981, ficando a Igreja de São João Batista de Meriti a ela subordinada.
A praça Getúlio Vargas, mais conhecida como praça da Matriz, foi inaugurada em 10 de março de 1891, e era mais extensa antigamente pois ia da atual Av. Dr. Arruda Negreiros até o antigo cemitério que ficava atrás da Igreja Matriz. Esta área foi doada pela família Tavares Guerra, proprietária então da fazenda do Carrapato que cortava o centro da cidade. Na década de 1910, recebeu um coreto em forma de quiosque, demolido por volta de 1953, quando o local sofreu uma de suas primeiras reformas, recebendo bancos, uma panóplia para solenidades cívicas e outras. O Prefeito Celestino Cabral reformou-a em 1982. O Prefeito Antônio Pereira Alves de Carvalho realizou outra grande reforma, voltando ao seu estilo da década de 50, porém com características de linhas mais suaves. 
3 – Descrição: 
            A igreja situa-se de frente para a praça Getúlio Vargas. Ela tem uma orientação geral NNW-WSE, com frente virada para a praça em WSE e maior eixo ântero-posterior. Seu estilo arquitetônico é variado, com uma profusão de traços que lembram o gótico nos arcos frontais do interior e exterior e nos vitrais, prevalecendo o estilo maneirista. A fachada anterior (WSE) apresenta na sua parte central uma torre que se projeta para frente da fachada, dividida em três níveis: a parte inferior apresenta um arco na frente e nos lados, dando passagem para a porta de entrada da igreja (a porta fica na fachada anterior da nave propriamente dita); a parte do meio apresenta uma janela em cada lado; a parte superior apresenta uma grande cruz na fachada e por cima um relógio; no alto há uma balaustrada de alvenaria com um pináculo em cada canto e o terminal do campanário. Também na parede anterior, a cada lado da torre, ainda correspondendo à nave interior, fica uma grande janela ogival em vitral; mais lateralmente, em ambos os lados, há uma projeção da fachada com três janelas. As paredes lateral direita e posterior são encobertas por outras edificações. No entanto, atrás da secretaria, há um pátio com a porta para o lado direito da nave. A parede lateral esquerda inicia-se com a projeção da fachada, que possui uma janela grande e três mais estreitas de vitrais; depois quatro janelas grandes e altas de vitrais, com uma pequena porta no meio da nave em baixo da segunda janela; depois uma nova projeção com uma porta para o final da nave; depois uma pequena janela em vitral em baixo e outra em cima. Imagens diversas compõem os vitrais. 
            No interior há um vestíbulo seguido de uma nave única e terminando na capela-mor; sobre o vestíbulo fica o coro. De cada lado do vestíbulo fica uma capela: do lado direito fica o Jesus morto, Nossa Senhora das Dores e o Cristo carregando a cruz; do lado esquerdo fica São Jorge, Nossa senhora e Santo Antônio. A capela-mor possui um grande crucifixo central, tendo à direita deste São João Batista e à esquerda São Francisco; em cada um dos lados da capela-mor há uma porta, e acima há uma janela em vitral, ambos em arcos ogivais. De cada lado da capela-mor há uma capela lateral: à esquerda fica uma imagem, à direita fica um belo móvel e, próximo dele, de cada lado, a imagem de um anjo, portando um castiçal. Na nave, na altura do arco cruzeiro, há um altar com uma imagem de cada lado: à direita Nossa Senhora da Conceição; à esquerda o Sagrado Coração de Jesus. Nas paredes laterais direita e esquerda da nave há quatro janelas grandes e altas em arco ogival de vitrais, com uma pequena porta em baixo da segunda janela e duas imagens na parede; no lado direito são Santa Tereza e santa Clara; no lado esquerdo são Santo Antônio e São Sebastião. Há, também, de cada lado da nave, quadros em alto-relevo nas paredes representam a via crucis. Os vitrais representam quadros da vida de Cristo. Na parede anterior da nave há uma imagem de cada lado: São Cristóvão à direita; São José a esquerda. Sobre a porta, correspondendo ao segundo andar, fica o coro. A capela batismal com a pia batismal de pedra fica à esquerda da nave, pouco antes do arco cruzeiro. Nas paredes há meias-colunas decoradas. Teto e pilastras são decorados. O telhado é de telhas em duas águas. Nos fundos, sobre o telhado, há uma pequena torre encimada por uma cruz.
4 – Visitação: 
            A igreja abre todos os dias das 6:00h às 20:00h. Tel. 2756-0804
5 - Bibliografia:
Veja neste blog a postagem da Igreja de Santa Terezinha do menino Jesus (São João Batista de Trairaponga) 
Revista Pilares da História, III, 4, 2004, pg 51 e 52
http://www.meritionline.com.br/Mem%F3ria%20Hist%F3rica%20de%20S%E3o%20Jo%E3o%20de%20Meriti.html
http://www.turisrio.com.br/jmj2013/pt/sao-joao-de-meriti
http://www.franciscanos.org.br/?p=1567
http://baixadafluminense.wordpress.com/2008/01/24/igreja-da-matriz/
http://www.achetudoeregiao.com.br/rj/sao_joao_do_miriti/historia.html
http://www.brasilchannel.com.br/municipios/mostrar_municipio.asp?nome=S%E3o%20Jo%E3o%20de%20Meriti&uf=RJ&tipo=turismo
http://www.citybrazil.com.br/rj/sjoaodemeriti/atracoes-turisticas/atrativos-diversos
http://blogdopimentarj.blogspot.com.br/2012/08/erguida-em-1875-igreja-matriz-de-sao.html
http://grupo-joao.blogspot.com.br/p/igreja-matriz-de-sao-joao-batista-praca.html

Church of Saint John the Baptist of Meriti: Brazil, State of Rio de Janeiro, City of São João de Meriti
     It is a nineteenth century church in the municipality of São João Batista de Meriti, RJ, Brazil. Its construction began in 1875, with the support of Princess Elizabeth. With the arrival of the Franciscans in this region in l932, it became the parish church, and its construction was reformulated and expanded, giving it features of parish Church. The church was inaugurated on June 24, 1938. In the 1950s and 1960s the church was expanded and the clock tower was build, defacing the original form of the church which lost all colonial architectural lines.
Imagem do Google Earth
Imagem do Google Earth
Igreja vista desde o leste, década de 1930, antes da reforma da torre. Observa-se a
 parede direita e a torre. Vê-se também um coreto na praça em frente à igreja
Igreja vista desde o sudeste, antes da reforma da torre, 1933. Observa-se a parede
 anterior e a direita e a torre com sinos. Vê-se também um coreto na praça em
 frente à igreja
Igreja vista desde o Morro do Carrapato a nordeste, 1938, antes da reforma
da torre. Observa-se a parede direita e a torre.
Igreja vista desde o sul, antes da reforma da torre, 1958. Observa-se a parede
 anterior e a torre com sinos. Não se vê mais o coreto na praça em frente à igreja
Igreja vista desde o sul, antes da reforma da torre, data ignorada,
 mas entre 1938 e 1960. Observa-se a parede anterior e a torre com
 sinos. Não se vê mais o coreto na praça em frente à igreja
Igreja vista desde o sudoeste,após a reforma da torre, 1960. Observa-se a parede
 anterior e a esquerda e a torre com os relógios.
Frente (foto do autor)
Frente (foto do autor)
Frente (foto do autor)
Frente (foto do autor)

Frente (foto do autor)
Frente (foto do autor)
Frente (foto do autor)

Parede esquerda (foto do autor)
Parede esquerda (foto do autor)
Parede esquerda (foto do autor)
Parede esquerda (foto do autor)
Parede esquerda (foto do autor)
Parede esquerda, detalhe da porta posterior
 (foto do autor)
Parede direita e pátio atrás da secretaria, áreas não visíveis do exterior
(foto do autor)
Nave e capela maior. Observe os oratórios em ambos os lados do arco cruzeiro
 (foto do autor)
Nave e capela-mor (foto do autor)
Nave e capela maior. Observe os oratórios em ambos os lados do arco cruzeiro
(foto do autor)

Arco Cruzeiro direito. Nossa Senhora da
Conceição (foto do autor)
Arco Cruzeiro esquerdo. Sagrado Coração
 de Jesus (foto do autor)
Nave vista da capela-mor (foto do autor)
Nave olhando para a entrada e coro. (foto do autor)

Nave, porta de entrada e parede anterior. Observe os altares de cada lado da
 porta de entrada  (foto do autor)

Altar ao lado da entrada. Lado direito: São
 Cristóvão (foto do autor)
Altar ao lado da entrada. Lado esquerdo:
São José (foto do autor)

Nave, parede direita, olhando em direção à porta de entrada (foto do autor)
Nave, parede esquerda olhando para a capela-mor. A porta à direita da foto
 conduz à capela batismal 
(foto do autor)
Pia batismal (foto do autor)
Nave, parede esquerda olhando para a porta (foto do autor)
Nave, parede direita (foto do autor)
Nave, parede direita (foto do autor)

Nave, parede direita olhando para o arco cruzeiro (foto do autor)
Nave, parede direita, altar de Santa Clara
 (foto do autor)
Nave, parede direita, altar de Santa Clara
 (foto do autor)
Nave, parede direita, altar de Santa Tereza
 (foto do autor)
Nave, parede direita, altar de Santa Tereza
 (foto do autor)
Nave, parede esquerda olhando para a capela-mor (foto do autor)
Nave, parede esquerda olhando para a capela-mor (foto do autor)

Nave, parede esquerda olhando para a capela-mor (foto do autor)
Nave, parede esquerda (foto do autor)
Nave, parede esquerda, altar de São Sebastião
 (foto do autor)
Nave, parede esquerda, altar de Santo Antônio
 (foto do autor)
Nave, parede esquerda, altar de Santo
Antônio (foto do autor)
Interior. Arco cruzeiro e capela maior. Observe os oratórios em ambos os lados do
 arco cruzeiro (foto do autor)
Interior. Capela maior. (foto do autor)
Capela à direita da nave (foto do autor)
Capela à esquerda da nave (foto do autor)
Vestíbulo de entrada, olhando para a capela da esquerda (foto do autor)

Capela da esquerda: São Jorge, Nossa Senhora e Santo Antônio (foto do autor)
 Capela da esquerda: São Jorge, Nossa Senhora e Santo Antônio (foto do autor)
Capela da direita: Cristo morto, Nossa Senhora das Dores e Cristo levando
 a Cruz (foto do autor)
Capela da direita: Cristo morto (foto do autor)
Capela da direita: Cristo levando a Cruz
(foto do autor)
Capela da direita: Nossa Senhora das Dores
(foto do autor)
Imagem de São Miguel Arcanjo do
século XVII (desaparecida)
Imagem de São Miguel Arcanjo do
 século XVII (desaparecida)




















domingo, 26 de janeiro de 2014

BRASIL: RJ: CACHOEIRAS DE MACACU: Igreja de São José da Boa Morte (São José da Boa Morte) - 
Church of Saint Joseph of Good Death

 Localização: 
Município de Cachoeiras de Macacu (RJ), 3º Distrito, Guapiaçu, (-22°34'45.47", -42°51'55.83")
2 – História:
A Capela de São José da Boa Morte foi construída em pau-a-pique por volta de 1734 pelo povo e Irmandade de São José da Boa Morte. Atribuiu-se erradamente, durante longo tempo, sua construção à catequização jesuíta, mas, na verdade, sua construção, como citado abaixo, foi feita pelo povo e Irmandade de São José da Boa Morte (irmandade fundada oficialmente em 1766). Era subordinada à Freguesia de Santo Antônio do Cacerebu e ao Município de Santo Antônio de Sá (Porto das Caixas, Itaboraí)
[...] [capela] de São José da Boa Morte sita em Aguapehy-Asú [Guapiaçú]. Por não me serem apresentados os seus documentos, não pude saber em que tempo foi eréta; mas constou- me, que fôra por autoridade do Ilmo. Sr. D. Fr. Antonio de Guadalupe [1725-1740], em Provisão sua. O seu uso é por autoridade de V. Excia., facultando-o anualmente á Irmandade que alí há, do mesmo Santo. [...] consta também, que a Irmandade dita, e Povo fizeram esta Capela, que é de pau a pique, e se conserva necessitada de reforma [...] Das regalias de Curada está gozando esta Capela [...] e nela se fazem todas as funções paroquiais, tendo para isto um atual Capelão. Os ornamentos, e mais alfaias achei perfeitas, e muito novas. A Pia Batismal, que é de madeira, estava sã; e os vasos, ou Ambulas dos Santos Oleos conservam-se á muito anos sem palhetas para os respectivos Ministérios [...] Aquí há uso de Sepulturas, e se fazem todos os Sacramentos. Dista da Matriz por terras 6 legoas; e pelo rio, 5 ditas.” (Araújo, 1794)
[...] a [capela] de S. Jozé da Boa Morte , levantada pelo Povo residente em Aquápeyassú, [Guapiaçú] distante seis legoas [39,5km], no anno de 1734. Por decadentes as paredes de páo à pique [...].” (Araújo, 1820, vol. 2, pg. 192-193)
Em 1758 a capela recebeu a pia batismal de madeira.
 [1745-1773], o uso de Pia Batismal, pela Provisão de 3/10/1.758, á instâncias dos Aplicados [...] (Araújo, 1794)
 (Araújo, 1820, vol. 2, pg. 192-193)
Em 1768 foi benzido seu cemitério.
[...] Pelo mesmo Senhor [Bispo D. Antônio do Desterro] foi concedido também o ter Cemitério, que consta fôra benzido em setembro de 1.768 [...]. Por outra Provisão de 10 de novembro de 1.772 foi concedido á mesma Irmandade dita o uso de mais 6 Sepulturas além de outras 6 que lhe foram permitidas á princípio, talvez pelo seu Compromisso para os filhos dos Irmãos da mesma Irmandade [...] (Araújo, 1794)
            Possuía uma irmandade de São José da Boa Morte, com compromisso de 1766.
[...] há outra mais [irmandade], de S. José da Boa Morte, eréta por autoridade do Exmo. Sr. D. Fr. Antonio do Desterro na Capela do mesmo termo, fundada em Aguapehy-Asú, com Compromisso aprovado pela Provisão da Mesa da Consciência em data de 7/7/1.766.” (Araújo, 1794)
Até a data visita de Monsenhor Pizarro em 1794, as obras da nova capela de pedra e cal não tinham avançado muito, posto que até 1833 a igreja era constituída apenas por sua capela-mor.
 (Araújo, 1820, vol. 2, pg. 192-193)
[...] esta Capela, que é de pau a pique, e se conserva necessitada de reforma. Em razão dessa mesma necessidade, á muito que se deu princípio á uma nova Capela com paredes de pedra e cal: mas tendo parado essa obra até o presente, constou-me, que agora se dava presa á continuá-la, havendo juntos em cofre 800$Rs.” (Araújo, 1794)
Em 1834 a freguesia de Santo Antônio do Cacerebu foi desmembrada com a criação da freguesia de São José da Boa Morte, passando a Igreja de São José da Boa Morte a ser sede da nova freguesia, o que motivou a demolição da antiga capela e sua ampliação em pedra e cal, com tijolos maciços. Costuma-se afirmar que, durante as “febres de Macacu”, entre 1831 e 1835, o povo para lá se dirigia para ter uma "boa morte", daí provindo o nome de São José da Boa Morte; isto é falso como comprova o fato de Monsenhor Pizarro citar a “Capela de São José da Boa Morte” nas suas visitas pastorais já em 1794. Em 1877 a sede do Município de Santo Antônio de Sá passou para Santana de Japuíba, ficando então a Freguesia de São José da Boa Morte dependente de Cachoeiras de Macacu. A região de São José da Boa Morte entrou em decadência e em 1904 a sede do distrito mudou-se para Subaio. Posteriormente a igreja foi abandonada e entrou em ruínas. O padroeiro era São José, pai de Jesus, comemorado a 19 de março.
3 – Descrição:
A igreja atualmente encontra-se em ruínas. Ela possui uma orientação geral noroeste-sudeste, com frente para noroeste e eixo maior no sentido ântero-posterior. A parede anterior (noroeste) possui uma porta no primeiro andar e três janelas (coro?) no segundo. A moldura das portas e janelas é trabalhado com cantaria; o portal em cantaria é do tipo verga recurva, sem sobreverga ou portada; as janelas possuem verga em arco abatido. Na parte de cima da fachada há uma cimalha que marca a base do frontão triangular; não se vê decoração no tímpano, mas ele parece possuir um óculo central. A fachada anterior possui um cunhal da cada lado, correspondendo aos cantos do frontão; logo acima de cada um dos cunhais parece haver um pináculo quebrado Na parte esquerda da parede anterior ficam as ruínas da torre sineira. A parede lateral direita (sudoeste) possui uma porta na nave; a parte posterior desta parede apresenta-se recuada para dentro, correspondendo à capela-mor, tendo uma outra porta na fachada. A parede lateral esquerda (nordeste) está parcialmente desabada, mas se podem se ver várias portas (duas na altura da sacristia e uma no meio da fachada; parte da fachada está faltando). A parede posterior (sudeste) não tem aberturas á exceção do que devia ser uma janela na sacristia. As portas e janelas das paredes laterais são de verga curva.
No interior há a nave e uma capela-mor, que é um pouco mais baixa e estreita que o corpo da nave, além de vários cômodos em ruína à esquerda da nave. Na nave pode-se ver uma porta e um recesso para um altar lateral à direita; há também uma porta e dois recessos para altares laterais no primeiro andar e uma porta no segundo andar (entrada para o púlpito?) na esquerda. Separando a nave da capela-mor há um arco cruzeiro. A capela-mor tem uma porta na parede direita e duas na esquerda (a posterior dá na sacristia?); na metade do seu comprimento, o piso torna-se um pouco mais elevado; no alto da parede posterior há uma pequena janela. À esquerda da nave provavelmente ficavam a sacristia e outros cômodos para uso do padre; eles tem as paredes menos espessas e mais baixas que a da nave central. A igreja não possui teto, a parede externa esquerda está quase toda desmoronada, assim como o local da torre sineira e o piso não é visível, sendo o chão coberto por terra e mato. Em volta da igreja havia o antigo cemitério, podendo ainda se ver algumas lápides no chão. As ruínas ocupam uma área de aproximadamente 150 m². Nas ruínas pode-se visualizar perfeitamente as duas etapas de construção. A capela-mor de pedra e cal é a parte mais antiga; já a nave, a torre e a sacristia, feitas de tijolo, a mais moderna. Fontes históricas relatam que anteriormente o piso era de mármore (a sacristia tinha, no entanto, piso francês), as paredes internas eram revestidas até meia altura em cerâmica azul e as janelas eram bem trabalhadas, com motivos dourados.
4 – Visitação:
A igreja encontra-se em ruínas a beira da estrada. Ela pode ser visitada a qualquer hora.
5 – Bibliografia:
ARAÚJO, José de Souza Azevedo Pizarro e. Visitas Pastorais de Monsenhor Pizarro ao recôncavo do Rio de Janeiro. Arquivo da Cúria e da Mitra do Rio de Janeiro (ACMRJ), Rio de Janeiro, 1794.
ARAÚJO, José de Souza Azevedo Pizarro e. Memórias Históricas do Rio de Janeiro e das Províncias anexas à Jurisdição do Vice-Rei do Estado do Brasil, vol. 2. Rio de Janeiro: Impressão Régia, 1820.
REZNIK, L. et al. Patrimônio cultural no leste fluminense: história e memória de Itaboraí, Rio Bonito, Cachoeiras de Macacu, Guapimirim, Tanguá. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2013.
http://www.ferias.tur.br/informacoes/6875/cachoeiras-de-macacu-rj.html
http://www.monumentosdorio.com.br/monu/br/rj/010.htm
http://www.cachoeirasdemacacu.rj.gov.br/secretarias/meio-ambiente/projetos/Plano-de-Manejo-pedra-colegio/Modulo-3.pdf
http://mapadecultura.rj.gov.br/cachoeiras-de-macacu/ruinas-da-igreja-sao-jose-da-boa-morte/
https://www.youtube.com/watch?v=XvoTImTEVbo
https://www.youtube.com/watch?v=AerDV34ler4
http://mapadecultura.rj.gov.br/cachoeiras-de-macacu/ruinas-da-igreja-sao-jose-da-boa-morte/
http://www.citybrazil.com.br/rj/cachoeirasmacacu/atracoes-turisticas/atrativos-culturais
http://www.inepac.rj.gov.br/index.php/bens_tombados/detalhar/67

Church of Saint Joseph of Good Death: Brazil, Rio de Janeiro State, City of Cachoeiras de Macacu
     It is an nineteenth century church located in São José da Boa Morte, City of Cachoeiras de Macacu, currently in ruins. It originated in the Chapel of St. Joseph of the Good Death built in wattle-and-daub around 1734 by the people and the Brotherhood of St. Joseph. Before 1794, it was started a new chapel of stone and lime. In 1834 with the creation of the parish of São José da Boa Morte and its elevation to parish church, the old chapel was demolished and another one was built of stone and lime, with solid bricks. It is currently abandoned and in ruins. The roof and the bell tower collapsed and bush invaded the floor.


Imagem do Google Earth
Imagem do Google Earth. Detalhe

Frente. À direita ruínas de onde ficava a torre sineira (foto do autor)


Frente. Ruínas de onde ficava a torre sineira 
(foto do autor)

Parede direita, altura da nave (foto do autor)
Parede direita, altura da capela-mor (foto do autor)
Parede esquerda, na altura da sacristia (foto do autor)
Porta de entrada, observando-se no interior,
parte da nave, arco cruzeiro e a capela-mor
 (foto do autor)
Nave e capela-mor. Observe o altar lateral
 direito em arco (foto do autor)
Nave, parede direita. Observar a porta exterior e o nicho de uma capela
 lateral à sua frente (foto do autor)
Nave, parede esquerda. Observe a porta para os cômodos à esquerda e o nicho
para um altar antes da porta (foto do autor)
Nave, parede esquerda. Observe a porta para os cômodos à esquerda e o
nicho para um altar à frente da porta. A porta é a mesma no centro da foto
 anterior, mas o nicho é outro. Ao fundo, a capela-mor. (foto do autor)
Capela-mor. Dá para se antever uma porta
de cada lado. A da direita dá para o exterior 
(ver foto mais acima) e a da esquerda para a
 sacristia (foto do autor)
Cômodo à esquerda da nave, visto da sacristia (poteriormente). À frente, por onde
entra a luz, há a ruína da torre sineira (foto do autor)

Sacristia, vista do cômodo da foto anterior (anterior) A porta  da direita dá para
a capela-mor e a da esquerda para o exterior (foto do autor)









sábado, 25 de janeiro de 2014

BRASIL: RJ: CACHOEIRAS DE MACACU:
Fazenda do Carmo e Capela de Nossa Senhora do Monte do Carmo (atual Fazenda da Schincariol) - 
Farm of Carmo and Chapel Our Lady of  Mount of Carmo

 Localização: 
Município de Cachoeiras de Macacu (RJ), 3º Distrito, Guapiaçu, Estrada do Carmo (-22°26'21.52", -42°45'49.14")
2 – História:
Em 1703 o capitão Antônio de Muro vendeu ao Convento do Carmo no Rio de Janeiro terras no Rio Guapiaçú, que havia recebido em sesmarias e outras que havia comprado a Ignês Henriques (1676), viúva de Francisco Álvares Góis, e a Manoel Alexandre Rebello.
[...] duas dattas de terra de sesmaria no Rio Guapiiasu cada huã [uma] com huã legoa de testada e outra de certam [sertão] em coadra [quadra] en cada data e alem das ditas duas sesmarias tinha mais outras legoas de terra com o mesmo certam [sertão] que comprou a saber huã legoa a Ignes Henrriques viuva do defunto Francisco Alueres Gois, e outra legoa comprou a Manoel Alexandre Rebello [...]” (Tombo, pg. 394-395)
Embora não existam registros precisos sobre a fazenda, sabe-se que foi importante para o povoamento do Guapiaçu. A fazenda e a capela foram mencionadas nas visitas pastorais de Monsenhor Pizarro em 1794 e 1820. A capela pertencia à Freguesia de Santo Antônio de Cacerebu e ao Município de Santo Antônio de Sá (Porto das Caixas, Itaboraí).
[capela] da Senhora do Monte do Carmo, na Fazenda da Religião Carmelitana. Não sei da sua fundação pela mesma causa apontada na Capela de S. Ana, da mesma Religião, na Freguesia de Magépí. Achei-a muito asseada e bem paramentada pelo atual Fazendeiro. Fr. Inácio Gonçalves, que mostra ter sobre ela muito especial zêlo. Nesta há só o uso de Sepulturas. Dista da Matriz 8 legoas [53km].” (Araújo, 1794)
Na sua obra de 1820, Monsenhor Pizarro (Araújo, 1820) não cita a capela de Nossa Senhora do Monte do Carmo, mas em seu lugar cita uma Capela de Nossa Senhora de Montserrat aparentemente na mesma localização (8 léguas ao norte), pertencente também à Freguesia de Santo Antônio de Sá. Esta teria sido fundada em 1713 pelo capitão Domingos Garcia, que, tendo morrido sem filhos, legou a fazenda e a capela à Ordem do Carmo. No entanto, nas duas obras (1794 e 1820) ele cita uma Capela de Nossa Senhora de Montserrat subordinada à Freguesia da Santíssima Trindade e localizada uma légua ao sul desta matriz e fundada (segundo edição de 1820) por este mesmo capitão Domingos Garcia e legada à Ordem do Carmo. Teria Monsenhor Pizarro confundido os detalhes das 2 capelas pertencentes à Ordem do Carmo, ou houve realmente 2 Capelas de Nossa Senhora de Montserrat fundadas pelo capitão Domingos Garcia e doadas à Ordem do Carmo?
“3.a de Nossa Senhora de Monserrate , fundada no anno de 1713 com pouca differença , em sitio distante oito legoas [53km], pelo Capitão Domingos Garcia , que , naõ deixando filhos , legou-a com a Fazenda à Religião do Carmo.” (Araújo, 1820, vol. 2, pg. 193)
A fazenda produzia açúcar, tinha uma significativa criação de rebanhos bovinos e nela extraía-se muita madeira. No início do século XX, cultivava-se além da cana-de-açúcar, laranja e café, cuja produção era destinada a abastecer o mercado europeu. Com a crise do café, em 1929, foram surgindo pastos para criação de bovinos e plantações de banana. A antiga Fazenda do Carmo é atualmente propriedade da Cervejaria Schincariol que demoliu o que restou do histórico Convento das Carmelitas, sua sede, próximo do local onde foi feito a represa que abastece a unidade da fábrica de cerveja no município. Sua senzala foi destruída, mas o cemitério é usado até hoje ficando a nordeste da sede da fazenda. Sua arquitetura sugere ter servido de casa conventual. A Capela de Nossa Senhora do Monte do Carmo sofreu grandes descaracterizações. Nossa Senhora do Monte do Carmo é uma das invocações de Maria, mãe de Jesus, e sua festa é comemorada em 16 de julho.
3 – Descrição:
A sede da fazenda, que ficava perto do lago, foi demolida há anos. Na entrada da fazenda há algumas edificações cuja antiguidade é desconhecida.
       Em frente à entrada da fazenda fica a Capela de Nossa Senhora do Carmo. Possui orientação geral oeste-leste, com frente para oeste (para a entrada da fazenda) e maior eixo sentido ântero-posterior. O teto é de telha em três águas, com frontão liso anterior. A parede anterior (oeste) possui uma porta central e uma torre sineira à esquerda, com abertura para o sino nas quatro faces; não há mais sino na torre. As paredes laterais e traseira têm duas janelas cada. Atualmente a capela está bastante deteriorada; as portas e janelas são mais modernas, de vidro e estrutura metálica, todas com verga curva.
4 – Visitação:
A fazenda não está aberta a visitação, mas da rua pode-se ver algumas de suas edificações. A capela encontra-se, também, à beira da estrada e sua fachada externa pode ser visitada a qualquer hora. O seu interior não pode ser visitado.
5 – Bibliografia:
ARAÚJO, José de Souza Azevedo Pizarro e. Visitas Pastorais de Monsenhor Pizarro ao recôncavo do Rio de Janeiro. Arquivo da Cúria e da Mitra do Rio de Janeiro (ACMRJ), Rio de Janeiro, 1794.
ARAÚJO, José de Souza Azevedo Pizarro e. Memórias Históricas do Rio de Janeiro e das Províncias anexas à Jurisdição do Vice-Rei do Estado do Brasil, vol. 2. Rio de Janeiro: Impressão Régia, 1820.
http://wikimapia.org/14703684/pt/Guapiaçu

Farm of Carmo and Chapel Our Lady of Mount of Carmo: Brazil, State of Rio de Janeiro, City of Cachoeiras de Macacu
        It was an ancient farm from the Carmelites. Most buildings was already demolished, but it can be seen a chapel from the end of the eighteenth century, although descharacterized architectonicaly.
Imagem do Google Earth
Imagem do Google Earth. A Capela de Nossa Senhora do Carmo fica embaixo das árvores. A nordeste, perto do indicador do norte, fica o cemitério. A oeste da capela fica a fazenda com o lago

Capela de Nossa Senhora do Carmo. Paredes lateral esquerda e posterior 
(foto do autor)

Parede lateral direita e posterior (foto do autor)
Capela de Nossa Senhora do Carmo. Paredes lateral esquerda (foto do autor)



BRASIL: RJ: CACHOEIRAS DE MACACU:
Capela do Sagrado Coração de Jesus (Faraó de Cima) - 
Chapel Holy Heart of Jesus (Upper Pharaoh)

1 – Localização: 
        Município de Cachoeiras de Macacu (RJ), Faraó de Cima - Estrada Antonio José (-22°30'38.17", -42°36'43.84")
2 – História: 
            Capela de fazenda do início do século XX
3 – Descrição: 
            A pequena capela tem uma orientação nordeste-sudoeste, com a frente para sudoeste e maior eixo anteroposterior. Possui telhado de telhas em duas águas. A parede anterior tem uma porta central e uma cruz no topo. Há duas janelas em cada uma das paredes laterais. As janelas e portas são de verga curva e feitas de vidro com estrutura metálica.
4 – Visitação: 
          Encontra-se a beira da estrada, sendo possível ver suas fachadas anterior e laterais. Desconheço como conseguir acesso ao interior.
5 - Bibliografia:
http://www.cachoeirasdemacacu.rj.gov.br/secretarias/meio-ambiente/projetos/Plano-de-Manejo-pedra-colegio/Modulo-3.pdf

Chapel of Upper Faraó: Brazil, Rio de Janeiro State, City of Cachoeiras de Macacu
     It is a farm chapel of the beginning of twentieth century
Imagem Google Earth
Imagem Google Earth. Detalhe
Vista de satélite google
Parede anterior (foto do autor)
Parede anterior e lateral direita (foto do autor)
Parede lateral esquerda (foto do autor)
Parede anterior e lateral esquerda (foto do autor)

BRASIL: RJ: CACHOEIRAS DE MACACU:
Fórum Desembargador Felício Panza -
Forum Associate Judge Felício Panza

1 – Localização: 
            Município de Cachoeiras de Macacu (RJ), 1º Distrito, Sede, Centro - Av. Governador Roberto Silveira, 229 (-22°27'43.42", -42°39'13.78")
2 – História:
Em consequência da mudança da sede do Município de Cachoeiras de Macacu da Vila de Japuíba (2º Distrito de Cachoeiras de Macacu) para o arraial de Cachoeiras de Macacu (atual sede do Município), em 1923, este último passou por grande desenvolvimento. Com isto, em princípios da década de 1920, Manoel Diz Martinez doou um terreno para a construção do fórum, cujas obras se iniciaram cerca de 1928, com projeto de Lothar Kastrup e execução de Francisco Ferreira Leal. Devido à revolução de 1930 as obras pararam, só sendo o prédio foi inaugurado em 1933. Quando de sua inauguração, o primeiro andar abrigou a Prefeitura Municipal e a Coletoria Estadual e o segundo andar o Fórum municipal. Em 1969 a Prefeitura Municipal e a Coletoria Estadual deixaram o prédio, que ficou exclusivamente com o Fórum. Em 1974 ele recebeu o nome de Fórum Desembargador Felício Panza. Em 1990 o prédio sofreu reformas que descaracterizaram seu interior, mas não alteraram o exterior. Em 2010 o fórum de Cachoeiras de Macacu foi transferido para um prédio novo construído na entrada da cidade, passando a funcionar no prédio a Secretaria Municipal de Educação. 
3 – Descrição: 
            O edifício é retangular, medindo 18m de comprimento por 12m de profundidade, com maior eixo no sentido transverso, apresentando orientação geral nordeste-sudeste, com frente virada para sudeste. O edifício possui um pequeno jardim na frente, circundado por uma grade com portão central. O edifício tem dois andares e teto de telha em quatro águas, envolvido nas quatro faces por uma platibanda. Seu estilo arquitetônico é neoclássico. Na parede anterior, no primeiro andar, há uma porta central, após se subir quatro degraus, tendo, de cada lado da mesma, uma janela e um óculo ornado este, na parte superior, com motivos vegetais e uma concha; no segundo andar há uma porta central em uma varanda com balaustrada de alvenaria e duas janelas de cada lado da mesma. Há quatro cunhais, sendo que dois marcam as laterais do prédio e os outros dois servem de base para o frontão. A parte central da fachada anterior apresenta um frontão triangular com tímpano decorado em baixo relevo com formas vegetais que se cruzam formando uma coroa de louros; embaixo do frontão está a inscrição “FORUM”. No alto, acima de cada cunhal e no ápice do frontão há um pequeno pináculo hemisférico. As fachadas laterais tinham três janelas em cada andar. A parede posterior tinha originalmente cinco janelas, mas a fachada foi alterada e duas janelas foram fechadas em ambos os andares. As janelas e portas são em verga reta. O interior apresenta várias salas, estando já descaracterizado.
4 – Visitação: 
            É um prédio público e seu exterior pode ser visto a qualquer hora. Não há “visitação pública”, mas não é difícil no horário comercial vê-lo por dentro.
5 - Bibliografia: 
REZNIK, L. et al. Patrimônio cultural no leste fluminense: história e memória de Itaboraí, Rio Bonito, Cachoeiras de Macacu, Guapimirim, Tanguá. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2013.
http://www.monumentosdorio.com.br/monu/br/rj/010.htm
http://www.cachoeirasdemacacu.rj.gov.br/secretarias/meio-ambiente/projetos/Plano-de-Manejo-pedra-colegio/Modulo-3.pdf
http://www.brasilchannel.com.br/municipios/mostrar_municipio.asp?nome=Cachoeiras%20de%20Macacu&uf=RJ&tipo=turismo
http://www.ferias.tur.br/informacoes/6875/cachoeiras-de-macacu-rj.html

Forum Associate Judge Felício Panza: Brazil, Rio de Janeiro State, City of Cachoeiras de Macacu
     It was constructed in between 1928 and 1930 in Neoclassic style and was the seat of its forum until 2010. Now it functions as an public office of the municipality of Cachoeiras de Macacu.
Imagem Google Earth
Imagem Google Earth. Detalhe
Fachada anterior (foto do autor)
Fachada anterior (foto do autor)
Fachada anterior (foto do autor)
Frente e lado direito (foto do autor)

Parede lateral esquerda (foto do autor)
Parede lateral esquerda (foto do autor)
Parede posterior (foto do autor)