sábado, 25 de janeiro de 2014

BRASIL: RJ: CACHOEIRAS DE MACACU:
Igreja Santana de Japuíba - 
 Church of Santana of Japuíba

1 – Localização: 
Município de Cachoeiras de Macacu (RJ), 2º Distrito, Japuíba, Praça Macedo Soares ( 22°33'37.13, - 42°41'34.61")
2 – História: 
Em 1732, o fazendeiro Manoel Ferreira da Silva fundou em suas terras, na Fazenda chamada Japoahiba (Japuíba), uma capela dedicada à Nossa Senhora Santana, a pedido de sua esposa dona Mariana Rodrigues, que era devota desta santa. A capela era subordinada à Freguesia de Santo Antônio de Cacerebu e ao Município de Santo Antônio de Sá (atualmente em Porto das Caixas, Itaboraí).
“Foi eréta por faculdade do Ilmo. Sr. Bispo D. Fr. Antonio de Guadalupe [1725-1740], em despacho de 22/4/1.731 á requerimento do dito Manoel Ferreira da Silva, e sua mulher Mariana Rodrigues, passando-lhe Provisão de ereção aos 3/9/1.732. Tem patrimonio estabelecido na mesma Fazenda, por Escritura celebrada no ano de 1.732. [...] Dista 1. ½ leg. ao NE. da Matriz.” (Araújo, 1794)
         [...] [capela] de Santa Anna, construída em Japoahiba por Manoel Ferreira da Silva, com Provisaõ de 3 de Setembro de 1732. (Araújo, 1820, vol. 3, pg. 251)
A capela foi benzida em 1733.
“Foi benzida aos 11/4/1.733 pelo R. Vigário José Rodrigues Paixão.” (Araújo, 1794)
Em 1734 recebeu pia batismal de mármore. 
“Á requerimento dos mesmos [Manoel Ferreira da Silva, e sua mulher Mariana Rodrigues] foi-lhe concedido o uso de Pia batismal em Provisão de 5/6/1.734 que é de pedra mármore, grande e muito perfeita.” (Araújo, 1794)
Em beneficio dos familiares das Fazendas referidas , gozam as Capellas da graça de Pia Baptismal.” (Araújo, 1820, vol. 3, pg. 251)
Em 1737 foi criada a Freguesia da Santíssima Trindade (Papucaia, Cachoeiras de Macacu), por desmembramento da Freguesia de Santo Antônio de Cacerebu passando a Capela de Santana de Japuíba a ficar dependente desta freguesia. Em 1759 foi dada, junto com a Fazenda Japoahiba, ao Convento de Nossa Senhora da Ajuda na Cidade do Rio de janeiro, como dote de ingresso de três das filhas do casal que ali passaram a professar as ordens religiosas. 
 “[capela] De Sant´Ana, na Fazenda chamada Japoahiba, hoje do Convento de N. Sra. d´Ajuda desta Cidade, por doação, e ttº de dote de 3 filhas de Manoel Ferreira da Silva, que alí professaram em 1.759.” (Araújo, 1794)
A titulo de dote das filhas do fundador , Professas no Convento de N. Senhora da Conceição da Ajuda , passou esta Capella com a Fazenda ào mesmo Convento. (Araújo, 1820, vol. 3, pg. 251)
A capela tinha uso de sepulturas.
Tem uso de Sepulturas, das quais se utiliza grande parte da Freguesia com notável prejuízo da Fabrica da Matriz, e dos direitos paroquiais, de que são causa principalmente os RR. Capelães, que tem havido, e os Administradores da Fazenda assalariados pela Me. Abadessa do mesmo Convento. Por que, pelas sepulturas dentro da Igreja, devendo repartir-se a esmola com a Fabrica da Igreja, [...], recebem toda, prejudicando-se a Fabrica; e pelas que se haviam dado no Cemitério, recebiam igualmente algumas esmolas, contra o que dispõe a mesma Constituição. (Araújo, 1794)
A capela era asseada.
“Aquí faz-se uso de Batismos, e de Santos Oleos para os Enfermos: e para a Ambula destes mandei, que se fizesse uma bolsa dentro da qual podesse o R. Sacerdotes levar ao pescoço a mesma Ambula, quando os fôsse administrar. [...] As suas alfaias estão perfeitas, e a Igreja asseada em termos. (Araújo, 1794)
Mas, ela precisava de reformas.
“A torre precisa de reforma, e conserto grande: as varandas de um, e outro lado da Igreja, por serem abertas, precisam de abrigo aos porcos, e á outros animais: e para evitar a continuação do dano, e indecência ordenei, que se tapassem até a altura suficiente de impedir áquela entrada.” (Araújo, 1794)
É interessante observar que no século XVIII o transporte era feito basicamente por via fluvial, por isto, a igreja foi construída com a frente virada para o rio. Em 1850, foi criada a Freguesia de Santana de Japuíba, por desmembramento da freguesia da Santíssima Trindade. Em 1854 houve a reunificação da Freguesia da Santíssima Trindade com a de Santana de Japuíba, tendo esta última passado a ser a sede da freguesia em detrimento da igreja da Santíssima Trindade; esta nova freguesia passou a ser chamada de Santíssima Trindade de Santa Ana do Macacu. Em 1877 a sede do Município de Santo Antônio de Sá passou para o Arraial de Santana de Japuíba. Em 1923 a capital do município foi transferida de Japuíba para a vila de Cachoeiras de Macacu, com a consequente perda de importância de Japuíba e sua igreja. Atualmente a igreja passa por reformas, estando as imagens em restauração na cidade do Rio de Janeiro. A igreja de Santana é a igreja matriz da Freguesia de Santana de Japuíba, subordinada à Diocese de Nova FriburgoSantana, mãe de Maria, e avó materna de Jesus, é comemorada em 26 de julho.
3 – Descrição:         
A igreja orienta-se na direção oeste-leste, com maior eixo anteroposterior, ficando a entrada a oeste, em direção ao rio. O adro é delimitado por um muro baixo com um portão de entrada na frente e no lado direito, tendo pináculos em seus cantos. As paredes são de tijolo, pedras sobrepostas, barro, cacos de telha, mariscos e conchas do mar, com espessura de mais de 1m. Possui telhado de telhas em duas águas, em dois níveis, correspondendo à nave e à capela-mor. Na frente (oeste), na projeção da nave, na área delimitada pelos cunhais, há a porta principal da igreja e, no segundo, andar as duas janelas do coro, todas as três em verga curva com sobreverga. Mais acima, uma cimalha serve de base a um frontão triangular, com tímpano liso e ornato em volutas, tendo no ápice uma cruz de metal e nas extremidades um pináculo de cada lado. Todas as outras portas e janelas são de verga reta. Na fachada anterior, à esquerda do frontão, fica uma “torre sineira” baixa, que não se eleva acima do frontão; nela há um grande sino. A parede direita (sul) é dividida em dois por um contraforte, havendo uma porta na sua parte mais anterior, que dá para a nave. A parede esquerda (norte), apresenta a fachada lateral da “torre sineira”, na sua porção mais anterior, projetada para fora, estando nela um outro sino menor que o anterior; depois apresenta no primeiro andar uma porta externa que dá para um cômodo lateral e três janelas, duas das quais na sacristia; no segundo andar há duas varandas, cada uma com uma porta e duas janelas. Na parede posterior (leste) há duas janelas e, acima delas, um óculo.
No interior há uma nave com uma porta de cada lado, a do lado direito dá para o exterior e a esquerda dá para uns cômodos anexos. No lado esquerdo da nave há a capela batismal com a pia batismal de pedra, logo após a porta de entrada, e um púlpito de madeira talhada no segundo andar. No lado direito da nave há uma imagem de São Benedito em madeira policromada do século XVIII. Após a nave fica a capela-mor com uma mesa de altar e o altar-mor de madeira. No altar-mor há uma imagem grande da padroeira Santana Mestra, no centro, uma imagem de uma pomba de onde sai “raios” (simbolizando o Espírito Santo), no fundo, o Deus Pai (século XVII), à direita e o Cristo Salvador (século XVIII) à esquerda segurando a cruz; estas três últimas imagens são originárias da Igreja da Santíssima Trindade em Papucaia. Depois, ainda na capela-mor, havia à esquerda as imagens de São Joaquim (séculos XVII-XVIII) e São Miguel Arcanjo (século XVIII) e à direita as imagens de São José (séculos XVII-XVIII) e Nossa Senhora do Rosário (em madeira policromada do século XVII-XVIII, que, embora repintada, é de ótima qualidade). Antigamente havia três altares na nave, de construção recente, dois no arco cruzeiro e um na parede anterior da nave, à direita de quem entra, estando colocado neles a imagem do Sagrado Coração de Jesus (esquerda), de Nossa Senhora das Dores (direita) e do Cristo levando a Cruz (direita, na entrada); com a reforma, estes altares foram removidos e não se definiu ainda o destino destas imagens. À esquerda da nave há uma série de cômodos do qual o mais posterior é a sacristia que tem um lavatório de pedra, um móvel antigo de madeira, uma imagem de Nossa Senhora e um crucifixo. Há uma escada de pedra em caracol, que dá acesso ao púlpito da Igreja e a casa residencial dos padres. Também se tem acesso aos 2 sinos, sendo que o maior, na fachada anterior, tem o brasão do Império. Diz a tradição do lugar que existia uma torre colocada ao lado esquerdo, na frente, toda de pedra. Toda a área da matriz e o pátio foram antigo cemitério dos brancos da localidade, pois o cemitério dos escravos era fora da localidade. Havia outrora as imagens históricas de Nossa Senhora da Conceição de madeira policromada e na porta do sacrário o do Cristo ressuscitado também em relevo policromado, mas ambas foram roubadas e desconhece-se o paradeiro. Faz parte do acervo uma Nossa Senhora das Angústias de 0,23m e um Cristo crucificado de 1,35m em madeira dourada e policromada, ambos do século XIX, uma coroa de prata do século XVIII, uma credência de madeira policromada e mármore (0,83m) do século XVIII, um par de tocheiros de madeira dourada do século XVIII, oito castiçais de madeira dourada do século XVIII e um pedestal de madeira do século XIX. Toda a área da matriz e o pátio foram antigo cemitério dos brancos da localidade, pois o cemitério dos escravos era fora da localidade.
4 - Visitação:
A igreja está em reforma, sem várias das imagens e com obras em seu interior e exterior, no entanto, pode-se falar com o responsável para abrir e se ver a igreja por dentro. A igreja também abre para as atividades religiosas normais.
5 - Bibliografia:
- ARAÚJO, José de Souza Azevedo Pizarro e. Visitas Pastorais de Monsenhor Pizarro ao recôncavo do Rio de Janeiro. Arquivo da Cúria e da Mitra do Rio de Janeiro (ACMRJ), Rio de Janeiro, 1794.
- ARAÚJO, José de Souza Azevedo Pizarro e. Memórias Históricas do Rio de Janeiro e das Províncias anexas à Jurisdição do Vice-Rei do Estado do Brasil, vol. 3. Rio de Janeiro: Impressão Régia, 1820.
- REZNIK, L. et al. Patrimônio cultural no leste fluminense: história e memória de Itaboraí, Rio Bonito, Cachoeiras de Macacu, Guapimirim, Tanguá. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2013.
http://www.cachoeirasdemacacu.rj.gov.br/secretarias/meio-ambiente/projetos/Plano-de-Manejo-pedra-colegio/Modulo-3.pdf
http://wikimapia.org/14416468/pt/Igreja-de-Nossa-Senhora-de-Sant-anna-de-Japu%C3%ADba
http://www.monumentosdorio.com.br/monu/br/rj/010.htm
http://www.ferias.tur.br/informacoes/6875/cachoeiras-de-macacu-rj.html
http://www.agenda21comperj.com.br/sites/localhost/files/Hist%C3%B3rico%20e%20dados_Cachoeiras%20de%20Macacu.pdf
http://www.citybrazil.com.br/rj/cachoeirasmacacu/atracoes-turisticas/atrativos-culturais
http://paulogprata.blogspot.com.br/2011/11/um-pouco-da-historia-de-santana-de.html

Church of  Santana de Japuíba: Brazil, State of Rio de Janeiro, City of Cachoeiras de Macacu
         The church of Santana of Japuíba is an eighteenth century church located in the municipality of Cachoeiras Macacu. It has its origin in the Chapel of Santana built in 1732 in the Farm of Manoel Ferreira da Silva, at the request of his wife Dona Mariana, who was a devotee of Our Lady Santana. In 1854 the parish church of the parish of the Holy Trinity moved from the church of Holy Trinity in Papucaia to the church of Santana of Japuíba and changed its name to parish of Holy Trinity of Santa Ana of Macacu. In 1923 the capital of the municipality and, consequently, the parish seat move to the village of Chachoeiras de Macacu, with the consequent loss of importance of Japuíba and its church. The church is currently undergoing restoration. The church has in it’s main altar the image of Santana and the images of the Holy Trinity originated in the Church of the Holy Trinity in Papucaia. It also has a beautiful wooden pulpit and a bell with the arms of the Empire of Brazil.
Imagem do Google Earth
Imagem do Google Earth. Detalhe
Foto antiga da parede da frente. Observe que havia uma linha de trem
 diante da igreja
Frente, 1975
Frente (foto do autor)
Frente (foto do autor)
Frente (foto do autor)
Frente (foto do autor)
Frente. (foto do autor)
Frente. Observe o sino na janela da torre sineira (foto do autor)

Frente. Observe as volutas do frontão. (foto do autor)
Frente e lado direito. (foto do autor)
Frente e lado direito. (foto do autor)
Lado direito. Observe a porta lateral para a nave (foto do autor)

Lado direito (foto do autor)

Lado direito em processo de pintura da fachada de branco (foto do autor)

Lado esquerdo, na altura da sacristia, ainda não pintada (foto do autor)

Lado esquerdo. Observe a varanda no
 segundo andar (foto do autor)

Lado esquerdo na altura da sacristia, ainda
 não pintada (foto do autor)
Parede posterior. A igreja está sendo pintada de branco (foto do autor)
Coro e parte posterior da igreja (foto do autor)
Coro e parte posterior da igreja (foto do autor)
Nave e parede direita. A porta foi retirada para reforma (foto do autor)

Púlpito na parede esquerda (foto do autor)

Nave, parede esquerda com púlpito 
(foto do autor)
Pia batismal  (foto do autor)

Nave, parede esquerda. Porta (foto do autor)
Nave e capela-mor. Os altares no arco cruzeiro não são originais e já foram
retirados na reforma. No entanto as imagens, com exceção de Santana Mestra
ainda se encontravam na igreja (foto do autor)
Arco cruzeiro e teto (foto do autor)
 Arco cruzeiro e capela-mor. Observe os altares do Sagrado coração de Jesus
à esquerda e Nossa Senhora à direita, no arco cruzeiro, posteriormente
retirados na reforma (foto do autor)
Arco cruzeiro e capela-mor. Mesma observação da foto anterior, vendo-se
o altar de Nossa senhora (foto do autor)

Capela-mor. Observe que as imagens ainda não foram para
a restauração, com exceção da imagem de Santana Mestra,
substituída pela imagem pequena desta santa (foto do autor)

Capela-mor. No altar-mor: 1. Imagem pequena de Santana Mestra (centro);
2. Deus Pai (dirieta), 3. Jesus (esquerda). Fora do altar-mor: 4. São Joaquim
(esquerda); 5. São José (direita) (foto do autor)
Capela-mor. Observe a antiga  imagem grande de Santana Mestra,
ainda no altar, antes de ir para a restauração, diferente da foto anterior.
Nave e capela maior. Ainda com os altares no arco cruzeiro, posteriormente
 retirados na reforma (foto do autor)



                           Capela-mor, detalhe do altar (foto do autor)
Nave e capela maior. Observe a remoção das
imagens  do altar-mor para a restauração e a
 remoção dos oratórios do arco cruzeiro
 (foto do autor)
Altar-mor. Imagem de Santana Mestra (Padroeira da
Igreja) com Nossa Senhora menina. Imagem de grande
 tamanho do altar-mor, séculos XVII-XVIII
Imagem de Santana Mestra com Nossa
Senhora menina. Esta é a imagem pequena,
que sai nas procissões (foto do autor)

Imagem de Santana Mestra com Nossa
Senhora menina. Esta é a imagem pequena,
que sai nas procissões (foto do autor)
Altar-mor, lado direito. Imagem do Deus Pai.
Inicialmente  pertencia á Igreja da Santíssima
 Trindade
Altar-mor, lado esquerdo. Imagem do Cristo
 Salvador, Século XVIII. Inicialmente
 pertencia á Igreja da Santíssima Trindade
Capela-mor, lado esquerdo, Imagem de
São Joaquim, Séculos XVII-XVIII
Capela-mor, lado direito. Imagem de São José,
Seculos XVII-XVIII
Capela-mor. Imagem de Nossa Senhora do Rosário,
 século  XVII
Nave, lado direito, Imagem de São
Benedito, Seculo XVIII
Imagem de Nossa Senhora
do Rosário, Séculos XVII-XVIII
Capela-mor, lado esquerdo, Imagem de São Miguel Arcanjo,
Século XVIII
Imagem de Nossa Senhora das Dores
 (foto do autor)
Sacristia (foto do autor)

Sacristia (foto do autor)

Sacristia (foto do autor)

Sacristia. Crucifixo (foto do autor)




Sacristia com lavatório, imagem de Nossa Senhora e Crucifixo


Sacristia. Lavatório (foto do autor)

Sacristia. Lavatório (foto do autor)












Escadaria interna (foto do autor)

Sino maior (foto do autor)

Sino maior. Detalhe do brasão do Império
(foto do autor)





sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

BRASIL: RJ: CACHOEIRAS DE MACACU:
Igreja da Santíssima Trindade (Papucaia) - 
Church of Holy Trinity of Papucaia

1  Localização: 
Município de Cachoeiras de Macacu (RJ), 2º Distrito, Papucaia (Belém) (-22°35'26.53", -42°45'53.91")
2 – História:
No século XVII foi fundada a Capela da Santíssima Trindade na Fazenda de Dona Catarina Francisca de Azevedo, viúva de Joaquim Mariano de Castro, sendo dependente da Freguesia da Candelária (RJ).
“Pertencendo o terreno, em que se acha colocada esta Freguesia, á Santo Antonio de Sá, e sendo de necessidade, que pela sua extensão, e longitude houvesse quem administrasse o pasto espiritual aos povos, que alí habitavam, e em cada dia cresciam, [...] e havendo em toda esta extensão uma só Capela com o termo da SSma. Trindade, fundada pelos antepossuidores da Fazenda, que hoje é de D. Caterina Francisca d´Azevedo viuva do Dr. Joakim Mariano de Castro, e de seus herdeiros, em 1.600 e tantos anos [...] (Araújo, 1794)
“Dilatando-se o Povo pelos Sertoens extensos de Macacu , distante notavelmente da Freguezia de S. Antonio de Casarébû , foi necessário crear uma Parochia em beneficio dos novos Colonos , cujo estabelecimento se deveu, ao Prelado Silveira , utilizando-se da Capella fundada em lugar pouco distante do Rio Macacu, e dedicada à Santíssima Trindade [...] (Araújo, 1820, vol. 3, pg. 246-247)
Em 1644 passou a depender da recém-criada Freguesia de Santo Antônio de Cacerebu, desmembrada da Freguesia da Candelária. Em 1675 ela foi elevada a capela curata.
[...] foi essa mesma criada em Cura, para com mais prontidão serem socorridos com os Sacramentos os povos mais vizinhos [...] faz-se certo, que fôra estabelecida á Cura no ano de 1.675 pelo Revmo. Administrador da Jurisdição Eclesiástica Dr. Francisco da Silveira Dias [...] a 10 de agosto de 1.675 anos” (Araújo, 1794)
[...] Prelado Silveira [...] instituiu um Curato , que principiou à ter exercício no dia 10 de Agosto de 1675, e para regimen do Capeliaõ deu o mesmo Prelado regras , à titulo de Constituiçoens , datadas no mez de Outubro [...] (Araújo, 1820, vol. 3, pg. 247)
Em 05 de agosto de 1697, é criada a vila de Santo Antônio de Sá (Porto das Caixas, Itaboraí), 2ª vila criada na Capitania do Rio de Janeiro, criando-se, ao mesmo tempo, o município de mesmo nome e passando, então, a Capela da Santíssima Trindade a pertencer administrativamente àquela vila.
Como a antiga Capela entrasse em ruínas, começou-se, em 1737, a se construir uma nova igreja em novo local, próximo da anterior, fazendo-se os alicerces de pedra e cal em todo o comprimento, e circuito da sua extensão, até a superfície da terra.
“Sendo fundada a Capela dita sobre esteios, veio pela continuação dos tempos á arruinar-se notavelmente. Por essa causa recomendou o R. Dr. Visitador Lourenço de Valadares Vieira em Cap. de sua Visita no ano de 1.727, que se cuidasse na sua reforma, e reedificação. O mesmo recomendou o Ilmo. Sr. Bispo D. Fr. Antonio de Guadalupe [1725-1740] em sua Visita de 1.733: e ultimamente o R. Dr. Visitador José de Soiza Ribeiro d´Araujo em sua Visita de 1.737; lamentando a decadência, ruína, e indignidade em que ela se achava, conseguiu que o povo tomasse em deliberação a construção de novo Templo, que se efetuou em outro lugar pouco mais distante daquele.” (Araújo, 1794)
[...] Construída a Capella sobre esteios , era de esperar , que naõ durasse dilatados annos ; e arruinada quasi toda em 1727 , foi preciso incitar os freguezes para a sua reedificaçaõ , como fez o Conego Lourenço de Valladares Vieira , em seus Capitulos de Visita da Freguezia : mas, naõ produzindo effeito as admoestaçoens d’esse Visitador , nem as recommendaçoens do Bispo D. Fr. Antonio de Guadalupe , em Visita do anno de 1733 , conseguiu o Visitador Doutor José de Souza Ribeiro de Araujo em 1737, que se deliberasse o Povo á levantar outro Templo mais durável em sitio visinho ao primeiro. Premeditada a obra com assàs nobreza , e dignidade , principiou o seu trabalho sem cainheza , concorrendo apenas a piedade dos fregueses [...] (Araújo, 1820, vol. 3, pg. 247-248)
Neste mesmo ano de 1737 foi criada a freguesia da Santíssima Trindade, com sede na igreja da Santíssima Trindade, separando-se da Freguesia de Santo Antônio de Cacerebu, mas continuando a fazer parte da Vila de Santo Antônio de Sá. As obras foram lentas devido a problemas orçamentários.
“Sem dúvida deu-se princípio á obra da nova Matriz, fazendo-se os alicérces de pedra e cal em todo o comprimento, e circuito da sua extensão, até a superfície da terra. E por que a obra principiada naquele risco, necessitava do adjuntório de um braço mais poderoso, que não tinha aquele povo; foi por isso mesmo que só se pode concluir a Capela Maior, reservando-se a conclusão do Corpo para outra mais favorável estação, na esperança de que, pagando S.M. o custo da dita Capela, pelo que foi avaliada, com essa quantia mais facilmente se findasse, ou aumentasse a obra do Corpo: e como até o presente em coisa alguma tem ajudado S.M., existe a mesma Igreja no estado em que ficou a princípio; com a diferença somente de ter sido acrescentada a Capela no seu fundo, pelo R. Vigário Colado Manoel da Silva Coelho, á sua custa, e das contribuições de algumas esmolas do povo, e da Irmandade da SSma. Trindade, pelos anos de 1.755 ou 56 [...] Não consta que S. Mag[estade] haja feito despesa alguma com esta Igreja; por que a 1ª Matriz foi uma Capela particular, e a 2ª foi feita pelo Povo: apenas para a sustentação do Pároco, contribue a S. Real Fazenda com a porção de 200$ reis; para o Coadjutor 25$Rs., e para o guizamento 23$. e tantos réis.” (Araújo, 1794)
[...] mas faltando depois os meios de proseguir o trabalho do Corpo , ficou só ultimada a Capella mór com paredes de pedra e cal [...] Requereado á El Rei os freguezes , que lhes-mandasse dar a importancia da obra da Capella mór para se continuar a do Corpo , por Ordem do mesmo Soberano de 9 de Março do 1762 [...] se determinou a contribuiçaõ na quantia despendida: porém , falhando o pagamento , ficou por isso o Templo incompleto , e o Povo assas frio atégora em concorrer para essa despez” (Araújo, 1820, vol. 3, pg. 248-249)
A Igreja da Santíssima Trindade foi benzida em 1743, mesmo não estando terminada.
“Concluída a Capela Maior, e em termos asseada, para ela foi mandado pelo Revmo. Dr. Visitador Henrique Moreira de Carvalho, em sua Visita no mês de fev. de 1.743, que se mudasse as Imagens, Pia Batismal, Santos Oleos, e tudo o mais, que se achava na Igreja Velha, havendo primeiro licença para se benzer a nova Capela; e que se fizesse um alpendre, para cômodo do Povo, com os materiais da Igreja Velha cujo lugar seria depois cercado, para se evitar a profanação de um lugar que foi bento, mais ainda para constar, que foi o lugar da Igreja. Em execução ao dito Capítulo foi benzida a Capela aos 3/5/1.743 pelo R. Vigário Anastácio Rodrigues de Barros, em virtude da Provisão passada [...] aos 4/4/do mesmo ano: e aos 3/2 do ano seguinte de 1.744 pelo mesmo Vigário, em virtude da Provisão datada aos 16 de dezembro, foi benzido o Corpo da Igreja destinado, e o terreno, que havia servir de Cemiterio.” (Araújo, 1794)
 “[...] e achando o Visitador Doutor Henrique Moreira de Carvalho, Conego Doutoral, quasi concluida a Capella Mór, ordenou, em Fevereiro de 1743 , que fechado o Arco, trasladasse para alli o Pároco a Pia Baptismal , e tudo mais que occupava a Igreja velha , de cujos materiaes mandou construir um telheiro , sob o qual se podesse accommodar o Povo. Assim se executou no mesmo anno , em que , por Provisaõ de 4 de Abril , se benzeu o novo Templo no dia 3 de Maio , para dar principio ao uso das funçoens sagradas [...] O Corpo [...] nesse espaço se levantou um telheiro ... onde ficaram accommodados tres Altares , que depois de benzido o lugar (e nessa mesma occasiaõ o Cemiterio) por Provisão de 16 de dezembro do anno sobre dito [1743], no dia 3 de fevereiro de 1744 entráram em uso.” (Araújo, 1820, vol. 3, pg. 248-249)
A capela-mor foi aumentada em 1755
[...] o Vigário Manoel da Silva Coelho augmentou [a capela-mor] no anno de 1755 , ou no seguinte , para ter o comprimento de 50 palmos [11m], e largura de 27 [6m].” (Araújo, 1820, vol. 3, pg. 248)
Em 1755 foi transformada em capela colada.
“Ou como Curada ainda, ou como Freguesia Encomendada subsistiu até o ano de 1.755, em que por Alvará de S.M. de 26 de janeiro, em Resolução de 29 de março de 1.750 á Consulta da Mesa da Consciência de 13 do mesmo mês e ano, foi criada, erigida de natureza Colativa.” (Araújo, 1794)
“Pelo Alvará de 26 de Janeiro de 1755 entrou a Classe das Igrejas Parochiaes perpetuas: e o Padre Manoel Silva Coelho , 1 º Apresentado á 17 do mesmo mez , e anno , foi confirmado na Parochia à 19 de Junho seguinte.” (Araújo, 1820, vol. 3, pg. 249)
Em 1781 passou a ter Sacrário e culto ao Santíssimo Sacramento.
“Do dia, em que nesta Matriz se colocou o SSmo. Sacramento, não há perfeita lembrança: mais é certo, que foi depois de Visita de 1.781.” (Araújo, 1794)
“Subsistiu esta Freguezia sem Sacrário [...] por falta dos meios para sustentar o culto do SS. Sacramento [...]: no anno de 1781 , por determinação do Visitador Ordinario, principiou á gozar doesse beneficio, em attençaõ ás necessidades espirituaes dos enfermos.” (Araújo, vol. 3, pg. 249)
Em 1794 o padre Antônio Joaquim Mariano de Castro reformou o telheiro que servia como corpo da nave, por estar em mau estado, e fez uma nova pintura no retábulo da Capela-mor.
“O telheiro que então se fez para se formalizar o Corpo da Igreja, é ainda o mesmo, que subsiste, sem maior esperança de outra renovação, ou mudança; e já teria caído de todo, se o atual o R. Vigário [padre Antônio Joakim Mariano de Castro], depois que se fez cargo desta Igreja, não cuidasse em repará-lo nas suas ruínas, á muito ameaçadas, e que já fizeram o objeto das recomendações dos meus antecessores, e das magoadas expressões do R. Visitador Mayrink na sua última Visita no ano de 1.791 vendo-o de todo arruinado assim como achou também as alfaias, e os ornatos dos Altares. Mas apesár do reparo de novo feito, acha-se o dito telheiro necessitado de outra reforma, por ser Corpo Velho, e carmuxoso, formado de esteios, e paredes de barro, muito baixo, e por isso muito abafado.” (Araújo, 1794)
            A igreja estava bem localizada e era de boas dimensões.
“A situação desta Freguesia em um plano elevado, e de curta extensão, não é das piores; a vista, de que goza, não é desagradável posto que cercada de morros, mais distantes. Em frente ao rumo de SSW. está fundada esta Igreja [...] (Araújo, 1794)
[...] a sua Capela Maior, que é de pedra e cal, e forrado o seu této, tem de comprimento 50 palmos [11m]; e de largura 27 [6m]. O Corpo, á que se deu princípio com os alicérces, ou baldrames até a superfície da terra, tem no seu comprimento 115 palmos. [25m], e da largura 40 ditos [8,8m], o telheiro que serve de Corpo, tem de comprimento 90 palmos [20m]; e de largura 30 [6,5m].” (Araújo, 1794)
[...] a Capella mór com [...] o comprimento de 50 palmos [11m], e largura de 27 [6m]. O Corpo porém detalhado com a estensaõ de 150 palmos [33m], e vaõ de 40 [8,8m], naõ poude senaõ mostrar os seus grandes alirerces em roda até á face da terra , sem a menor esperança de surgirem ; e nesse espaço se levantou um telheiro com o comprimento de 90 palmos [20m], e largura do 30 [6,5m], onda ficaram accommodados tres Altares [...] (Araújo, vol. 3, pg. 246-250)
No altar-mor estavam colocadas as imagens da Santíssima Trindade (a imagem do Pai Eterno, do Cristo e uma imagem em “raios” simbolizando o Espírito Santo) e o sacrário. As imagens da Santíssima Trindade do altar-mor foram transferidas para o altar-mor da igreja de Santana de Japuíba (veja esta postagem), onde se encontram até hoje. A pia batismal era de madeira.
“Além do Altar Maior, em que acham colocadas as Imagens da SSma. Trindade, de vulto, e o Sacrario; hão mais 3 no chamado Corpo da Igreja. Da parte do Evangelho [lado esquerdo] só o de N. Sra. do Rosario; da parte da Epístola [lado direito], o da Sra. da Boa Morte, e o de S. Miguel: todos estes ornados com retabulos de táboas lisas, e com pinturas bem ordinárias: só o Maior é que se vê bem ornado, asseado, e pintado de novo por zêlo, e atividade do atual R. Pároco. As Imagens de Cristo, que naqueles Altares achei imperfeitíssimas, foram recolhidas... exceto a do Altar Maior.” (Araújo, 1794)
“O Sacrario é doirado por dentro, e conservado em asseio com cortinas [...] de seda d´oiro novas [...] A Píxide de prata doirada estava coberta com o seu pavilhão de seda d´oiro também nova: o Respeito é igualmente novo. [...] A Pia Batismal, que é de madeira, conserva-se sã; mais sem estar recolhida entre grades [...] As Ambulas que ordinariamente servem aos Santos Oleos, são de estanho: mais as que se achavam reservadas para conduzir os novos Santos Oleos eram de vidro, reprovadas pela Const., e como tais proibí, que mais se conservasse, e em seu lugar mandei que se fizesse outro termo de estanho, ou de prata. As Alfaias, que haviam, consta do Inventário á fl. 240: quase todas foram reformadas pelo atual Pároco, e outra feitas de novo; são tratadas com zêlo.” (Araújo, 1794)
Pratas: 1 Píxide doirada por dentro. 1 Relicario. 1 Calix muito pequeno com os seus pertences. Imagens:  3 que simbolizam a Trindade Santíssima. 1 de S. Miguel. 1 da Sra. do Rosario. 1 da Sra. da Boa Morte. 2 Crucifixos. Moveis:  [...] 2 Pedras d´Ara. [...] 1 Cruz de metal em sua haste de madeira. [...] 1 Arcaz na Sacristia, e 1 Armario. 1 Lavatorio de folha de flandres. 1 Pia Batismal de madeira [...] (Araújo, 1794)
           A igreja possuía 4 irmandades.
“1ª - da SSma. Trindade, Orago, eréta no ano de 1.724 [...] O seu Compromisso foi aprovado [...] em Provisão de 31/5/1.767. Com a obrigação de contribuir esta Irmandades com a 3ª parte das despesas, que se houvessem de fazer nos reparos, e reedificação da Igreja, foi-lhe concedido o uso de 4 Sepulturas dentro da Capela Mór para os seus Irmãos falecidos [...] 2ª - da Senhora do Rosário, e S. Benedicto, eréta por [...] Provisão de 26/8/ de 1.687. Seu Compromisso foi aprovado [...] em Provisão de 26/5/1.767. Tem 6 Sepulturas, que lhe foram concedidas com a pensão de mandar fazer uma Pia Batismal de madeira, que fôsse oleada [...] 3ª - da Senhora da Boa Morte, eréta por [...] Provisão de 20/8/1.716. Não tem confirmação de S.M., e existe como extinta. Por não ter sepulturas próprias, paga á Fabrica as que lhe são necessárias para se sepultarem seus Irmãos. 4ª - de São Miguel e Almas, eréta [...] em Provisão de 17/7/1.756. Seu Compromisso foi aprovado [...] em Provisão de 27 do mesmo mês e ano, e acha-se confirmado pela Mesa, em Provisão de 26/5/1.767. [...] Tem 4 Sepulturas das grades para baixo, ao pé do seu Altar [...] (Araújo, 1794)
            A igreja não possuía bens.
"Bens patrimoniais não tem alguns a Fabrica desta Igreja. Só a Irmandade do Orago possue, por doação que lhe fez uma F. viuva de Manoel Antunes, 50 braças de terras de testada, que os antigos afirmam terem sido doadas para se fazer a nova Igreja: destas mesmas terras peercebe a dita Irmandade os fóros, ou arrendamentos competentes...Pelas Sepulturas pagam-se, d´esde a Porta principal até ás travessas, 1$000Rs até as grades, 2$000Rs: e das grades até o Presbítero entram também as covas ou Sepulturas das Irmandades, que só se servem das da Fabrica em necessidade e pagam conforme o lugar." (Araújo, 1794)
A freguesia na época de Araújo possuía 4 Capelas filiais: 1ª Capela de Nossa Senhora do Monserrate, dos Religiosos do Carmo a 6,5km ao sul; 2ª Capela de Nossa Senhora da Conceição na Fazenda da Papocaia, antiga fazenda dos Jesuítas, a 3km para o sul; 3a Capela de Sant’Ana, na Fazenda chamada Japoahiba, do Convento de Nossa Senhora da Ajuda (RJ), a 10km ao nordeste da Matriz (atual igreja de Santana de Japuíba; ver esta postagem); 4a Capela de Nossa Senhora da Conceição, na Cachoeira a 16,5km para o norte da Matriz.

Em 1850, a freguesia da Santíssima Trindade foi dividida em duas freguesias: uma sediada na Igreja da Santíssima Trindade (na atual Papucaia) e a outra com sede na Igreja de Santana (na atual Japuíba). Em 1854 houve a reunificação da Freguesia da Santíssima Trindade com a de Santana de Japuíba e a partir desse momento a sede passou para a Igreja de Santana de Japuíba e sua nova denominação passou a ser Freguesia da Santíssima Trindade de Santa Ana do Macacu. A mudança da sede da freguesia e do Município de Santo Antônio de Sá (1877) primeiro para Japuíba e, posteriormente para a vila de Cachoeiras de Macacu (1923), atual sede do Cachoeiras de Macacu, levaram ao abandono da antiga Igreja Matriz da Santíssima Trindade, até ela cair em ruínas. Atualmente é conhecida como Igreja Velha.
3 – Descrição:
A igreja tem uma orientação geral NNE-SSW, com sua frente orientada em direção SSW e maior comprimento no sentido ântero-posterior. Da igreja só restam as paredes laterais. Na parede lateral mais a noroeste (mais próxima da estrada) pode se ver uma porta na sua porção posterior e três janelas no segundo andar; há quatro cunhais na fachada. Esta parede está em ruínas e falta-lhe um pedaço, sendo provável que existisse mais uma janela e um cunhal, como na parede do outro lado. Na parede lateral mais a sudeste (mais longe da estrada) pode se ver uma porta na sua porção posterior e quatro janelas no segundo andar; há cinco cunhais na fachada; parece haver um nicho em arco na parede interna, para um altar lateral, cuja parede está meio desmoronada, simulando quase uma porta. Das paredes anterior e posterior nada sobrou. As janelas e portas são de verga curva. Também não há vestígios da porta de entrada nem da capela maior.
4 – Visitação:
Atualmente a igreja encontra-se em uma propriedade particular a beira da estrada, cercada por arame farpado. Pode-se ver a igreja da estrada, visto que a sua fachada lateral mais a noroeste está bem próxima da estrada. Para se entrar nas ruínas será necessária a autorização dos proprietários.
5 – Bibliografia:
ARAÚJO, José de Souza Azevedo Pizarro e. Visitas Pastorais de Monsenhor Pizarro ao recôncavo do Rio de Janeiro. Arquivo da Cúria e da Mitra do Rio de Janeiro (ACMRJ), Rio de Janeiro, 1794.
ARAÚJO, José de Souza Azevedo Pizarro e. Memórias Históricas do Rio de Janeiro e das Províncias anexas à Jurisdição do Vice-Rei do Estado do Brasil, vol. 3. Rio de Janeiro: Impressão Régia, 1820.
REZNIK, L. et al. Patrimônio cultural no leste fluminense: história e memória de Itaboraí, Rio Bonito, Cachoeiras de Macacu, Guapimirim, Tanguá. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2013.
http://wikimapia.org/25582595/pt/Ru%C3%ADnas-da-Igreja-da-Sant%C3%ADssima-Trindade



Church of the Holy Trinity of Papucaia Brazil, State of Rio de Janeiro, City of Cachoeiras de Macacu
     The Church of Holy Trinity was an eighteenth century church located in Papucaia, in the municipality of Cachoeiras de Macacu (Rio de Janeiro state, Brazil) and was currently in ruins. It was erected as a farm chapel in the seventeenth century, but went in ruins in the eighteenth century. With the creation of the parish of Holy Trinity in 1737, a new church was erected, at a new location, near the former, to replace the old chapel. The Church of Holy Trinity was inaugurated in 1743. In 1854 the parish church was changed to the church of Santana of Japuíba, leading to the subsequent abandonment of the church of Holy Trinity. Currently only the ruins of the side walls remain, but the images of the Holy Trinity of his main altar are currently on the main altar of the church of Santana de Japuíba. 
Imagem Google Earth
Google Earth, observando-se as paredes NW e SE

Parede esquerda (NW) (foto do autor)
Parede esquerda (NW) (foto do autor)
Parede esquerda (NW), detalhe (foto do autor)
Face anterior (foto do autor)
Face anterior (foto do autor)

Face posterior (foto do autor)

Interior com parte interna da parede direita (SE)
(foto do autor)